Postado em 27 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Correio Braziliense
10/2007
O Brasil perdeu para a China mais de US$ 1 bilhão em exportação para os Estados Unidos só no ano passado. Essa é uma das principais conclusões de um estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Mantido o ritmo de avanço dos chineses sobre os mercados tradicionais brasileiros, a entidade estima que, em uma década, o país deixará de exportar o equivalente a quase a metade de suas vendas para os EUA, que somaram US$ 26,17 bilhões em 2006.
“A China tem mantido nos últimos 15 a 20 anos uma atitude agressiva e proativa em termos da expansão das suas exportações, enquanto aqui o exportador só recebe pedrada e é chamado de chorão por reclamar de fatores como o câmbio desfavorável e a elevada carga tributária”, afirma Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Folha de S. Paulo
10/2007
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Ao transformarmos nosso mercado interno no campo de multinacionais, as remessas de lucros são cada vez maiores
A NOTÍCIA de que as remessas de lucros pelas empresas multinacionais estão batendo todos os recordes faz-me lembrar de tempos idos, quando o Brasil se desenvolvia aceleradamente e essas remessas eram um dos temas centrais da agenda nacional. Aos poucos, porém, esse tema foi se transformando em sinônimo de “nacionalismo atrasado”, ao mesmo tempo em que o mercado interno brasileiro se transformava em um “campo livre” à disposição dos grandes países.
Para justificar o fato, a ortodoxia hegemônica passou a afirmar que “o crescimento econômico não é outra coisa senão uma grande competição dos países em desenvolvimento pela obtenção de investimentos diretos”. E oferecia as duas razões para isso: “O Brasil não tem mais recursos para financiar seu desenvolvimento nem a tecnologia necessária, logo precisa recorrer à poupança externa”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
VALOR -10/2007
Por Ricardo L. C. Amorim e Álvaro Alves M. Junior
“Resistir à visão ideológica dominante seria um gesto quixotesco, que serviria apenas para suscitar o riso da platéia, quando não o desprezo do seu silêncio.(…) [Mas] como a história ainda não terminou, ninguém pode estar seguro de quem será o último a rir ou a chorar.” – Celso Furtado, em ´A Construção Interrompida´.”
Uma vez o professor Celso Furtado, em uma entrevista antiga, afirmou que “o entendimento dos fenômenos econômicos só é possível percebendo as forças sociais que atuam no processo”. Talvez esse seja o maior problema do debate econômico atual. Hoje, economistas de diferentes matizes teóricos discutem os números, fazem previsões e, mesmo assim, demonstram saber muito sobre quase nada. Não se preocupam em sustentar suas análises na compreensão das forças sociais que trouxeram e mantém o país vivendo mazelas que há muito poderiam ter sido superadas. Não se atentam para o fato de que quase tudo que é importante em economia não é acidental, exclusivamente técnico ou meramente conjuntural. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
O ESTADO DE SÃO PAULO
outubro de 2007
ECONOMIA & NEGÓCIOS
Uso da capacidade deve cair, reduzindo ameaças inflacionárias
Fernando Dantas
Os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. ‘Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008′, diz Bicalho.
A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central (BC), que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Fonte: Jornal Tribuna da Imprensa de 26 de outubro de 2007
BRASÍLIA – O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou ontem que os gastos do setor público com juros em setembro foram os maiores da série histórica para meses de setembro. De acordo com o BC, a carga de juros do setor público no mês passado foi de R$ 15,473 bilhões,frente aos R$ 10,989 em setembro de 2006. Segundo Altamir, esse resultado reflete, sobretudo, a valorização de 6,3% na taxa de câmbio, que afeta negativamente os ativos brasileiros em dólar. Entre os destaques na conta de juros ficaram as operações de swap cambial reverso, que geraram uma perda de R$ 2,9 bilhões para os cofres públicos. Nessas operações, o BC é credor em dólar e devedor em juros. Essas perdas ocorreram mesmo em um mês em que a taxa Selic teve a menor variação para meses de setembro: 0,8%. “O impacto de 6,3% de apreciação cambial não é trivial”, disse Altamir. A pesada carga de juros fez com que as contas públicas tivessem o pior déficit nominal para meses de setembro: R$ 11,919 bilhões.
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Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho
coordenador geral do Sindicato dos Economistas do Rio (Sindecon-RJ).Nas últimas eleições presidenciais, e particularmente no segundo turno – quando Lula se viu na necessidade de se diferenciar de Geraldo Alckmin, o candidato tucano – o atual presidente da República fez questão de colocar o tema das privatizações como fator de diferença importante com o seu desafiante.
Lula e sua campanha procuravam capitalizar o patente descontentamento de largas fatias do eleitorado, da opinião pública e da cidadania com a malfadada experiência do PSDB e seus aliados que, na gestão de FHC, promoveram um ambicioso programa de privatizações, com a promessa de reduzir a dívida pública, aumentar investimentos nas áreas social e de infra-estrutura e melhorar a qualidade dos serviços a serem prestados pela iniciativa privada.
Na ocasião, o candidato do PSDB não soube – ou não o quis – lembrar ao eleitorado que Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Fonte: O Dia, de 25 de outubro de 2007
Rio – A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País caiu para 9% em setembro, ante 9,5% em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor média para igual período em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Rodrigo Loureiro Medeiros, pesquisador associado à REGGEN/UNESCO
Fonte: Valor Econômico, 11de setembro de 2007
Um instigante debate que se processa nos países mais desenvolvidos diz respeito aos seus respectivos sistemas democráticos de representação. Muitas reformas institucionais foram impulsionadas na esteira dos desdobramentos dessas discussões. A Suécia, por exemplo, vem realizando, desde a década de 1990, importantes reformas no seu sistema de tributação para enquadrar soluções para os complexos problemas manifestados nas questões ambientais, na previdência nacional e na competitividade global de sua economia.
A visão de que se precisa trabalhar com transparência e planejamento não é alvo de querelas nas sociedades mais desenvolvidas. Reconhece-se, no entanto, que os grandes interesses pesam no processo político. Nos EUA, o ambiente da equidade democrática descrito por Alexis de Tocqueville foi sendo progressivamente solapado pelo que hoje se convenciona chamar de corporatocracy. Democracia entre iguais, diga-se de passagem, visto que existia escravidão nas 13 colônias. Além do mais, entre seus Pais Fundadores havia senhores de escravos.
Para um aristocrata francês, um marquês, tratava-se de uma dinâmica nova de sociedade. A dinâmica da experimentação coletiva do associativismo liberal diferenciava-se da rigidez social do Velho Continente. Uma nova força surgiria e se difundiria pelo mundo. Os progressistas do Norte triunfariam sobre os escravistas do Sul na Guerra Civil e, posteriormente, o mercado interno norte-americano seria expandido. Não se admitiu um país dividido em dois sistemas. As lideranças assumiram seus respectivos papéis no processo.
O grande debate intelectual atual revisita a história e busca compreender Leia o resto do artigo »
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