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Blog do Desemprego Zero

Em 2008, efeito maior na indústria

Escrito por Imprensa, postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

 O ESTADO DE SÃO PAULO

outubro de 2007  

ECONOMIA & NEGÓCIOS

Uso da capacidade deve cair, reduzindo ameaças inflacionárias

Fernando Dantas

Os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. ‘Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008′, diz Bicalho.

A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central (BC), que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam.

Por outro lado, os investimentos aumentam a capacidade produtiva da indústria, mas não imediatamente – qualquer decisão de investir, da compra de uma máquina à montagem de uma fábrica, demora algum tempo até se refletir concretamente na ampliação do potencial produtivo de uma empresa. Se os investimentos forem suficientemente altos por um período suficientemente longo, a capacidade pode crescer mais que a produção. Como resultado, a ocupação da capacidade instalada tende a cair e o risco inflacionário dela proveniente se reduz.

O estudo do Itaú mostra que é exatamente isso que deve acontecer no Brasil a partir do segundo semestre de 2008, por conta da onda de investimentos iniciada ainda em 2006. Com cálculos econométricos baseados em séries históricas de utilização da capacidade instalada, produção industrial e investimentos, Bicalho chega à conclusão de que, no Brasil, os investimentos têm que crescer 2,2 vezes mais rápido que a produção industrial para que a ocupação da capacidade instalada fique constante, isto é, não cresça nem caia.

A boa notícia é que os investimentos estão crescendo quase três vezes mais que a produção industrial. Isso significa que a utilização da capacidade tende a cair. Na comparação de agosto de 2007 com o mesmo mês de 2006, os investimentos cresceram 21% e a produção industrial, 6,6%. Tomando-se uma medida mais abrangente, que compara os 12 meses de setembro de 2006 a agosto de 2007, com o período equivalente de setembro de 2005 a agosto de 2006, houve um crescimento de 13,3% dos investimentos e de 4,5% da produção industrial.

O problema, porém, como explica Bicalho, é que o efeito dos investimentos na capacidade de produção só começa a ser sentido em média quatro trimestres depois do seu início e tem o seu maior impacto depois de passados de seis a sete trimestres.

Nos dois primeiros trimestres, ao contrário, o investimento tende a aumentar ainda mais a utilização da capacidade instalada, já que ele ainda não está fazendo nenhum efeito em termos de aumento da produção, mas amplia a demanda do setor de bens de capital.

Computando todos os seus dados em modelos econométricos, o economista do Itaú mostra que a onda de investimentos a partir de 2006 fará com que a ocupação da capacidade instalada medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) caia de 82,3%, em agosto de 2007, para níveis decrescentes, abaixo de 82%, a partir de agosto de 2008, atingindo 81,7% em dezembro de 2008.

Já a série da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu 85% no segundo trimestre de 2007, deve recuar para 84,2% no quarto trimestre de 2008. Em ambos os casos, o economista usa as séries livres de efeitos sazonais.

Projeções de crescimento potencial chegam a 5%

As estimativas do crescimento potencial (não inflacionário e sustentável) da economia brasileira estão em fase de ampliação, na esteira da revisão da série do Produto Interno Bruto (PIB), pelo IBGE, que revelou números maiores, e do grau mais profundo de estabilização que o País tem demonstrado em momentos de turbulências internacionais. Em menos de um ano, as estimativas de muitos economistas saltaram da faixa de 2,5% a 3,5% para a de 4,5% a 5%.

Cálculos apresentados na última Carta da Ibre, um documento mensal de análise econômica publicado na ‘Conjuntura Econômica’, revista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentam um cenário central em que o crescimento potencial sai de 4,5% em 2007 para 4,9% em 2015 (com um recuo para 4,1% em 2008).

Nesse cenário, a produtividade cresce 0,5% ao ano, um pouco acima da média de 0,36% entre 2002 e 2006, calculada por uma metodologia apresentada na Carta. Num cenário um pouco mais otimista, a produtividade passa a crescer em média 1% ao ano até 2015 (em 2006 o crescimento foi de 1,98%), e o produto potencial sobe gradativamente de 4,5% em 2006 para 5,4% em 2015.

Ambos os cenários incluem a hipótese de que os investimentos cresçam 8% ao ano, o que elevaria a taxa de investimentos do atual nível, em torno de 17% do PIB, para aproximadamente 22% em 2015.



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