Dívida pública interna sobe para R$ 1,2 tri
Escrito por rubensteixeira, postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Do Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA – A dívida pública mobiliária federal interna subiu 0,99% em setembro ante agosto, atingindo R$ 1,2 trilhão. O resultado, de acordo com a nota do Tesouro divulgada ontem, ocorreu por conta de emissão líquida de títulos no valor de R$ 697 milhões e também pela apropriação de juros de R$ 11,049 bilhões. A parcela prefixada da dívida subiu de 36,43% em agosto para 36,84% em setembro. A participação da dívida atrelada a índices de preços subiu de 24,85% para 25,66%. A dívida pública federal externa caiu de R$ 123,19 bilhões em agosto para R$ 115,08 bilhões em setembro, de acordo com dados divulgados ontem pelo Tesouro Nacional. Segundo a nota divulgada pelo Tesouro, a redução ocorreu em razão da valorização do real frente ao dólar. O movimento mais significativo ocorreu nos Globals denominados em dólar que passaram de R$ 71,69 bilhões para R$ 65,70 bilhões em setembro.Nos títulos em reais, houve ligeira alta no estoque, que passou de R$ 10,37 bilhões em agosto para R$ 10,47 bilhões no mês passado. A dívida em euro recuou de R$ 13,61 bilhões para R$ 13,22 bilhões.Os títulos indexados à taxa Selic tiveram queda na participação, passando de 35,31% para 34,23%, sem considerar as operações de swap cambial reverso. Levando-se em conta o swap, a parcela atrelada à Selic recuou de 38,93% para 37,54%. A dívida indexada ao câmbio passou de 1,09% para 1,02%, sem os swaps (troca de indexador). Com os swaps, o governo passou de uma posição credora em 2,19% do total da dívida para 2,01%. A dívida atrelada à TR recuou de 2,32% para 2,26%.Custo médio recua em 12 meses
Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) acumulado em 12 meses recuou de 13,45% para 13,16% em setembro. Somente no mês passado, o custo médio ficou em 11,89% ao ano por causa da valorização do real ante o dólar e também por conta da menor variação do IPCA e da taxa Selic.O custo médio de toda a dívida pública federal, que inclui também a dívida externa, foi de 12,07% ao ano nos últimos 12 meses encerrados em setembro, ante 12,71% em 12 meses encerrados em agosto.Apenas no mês, o custo foi de 8,28% ao ano ante 17,97% em agosto, determinado basicamente pela valorização do real ante o dólar. “Vale ressaltar que o custo médio acumulado em 12 meses reflete melhor o comportamento do custo de financiamento da dívida ao longo do tempo, tendo em vista que o indicador reduz a influência das variações de curto prazo nos indexadores dos títulos públicos”, diz a nota do Tesouro.A parcela da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) a vencer em até 12 meses recuou de 34,09% para 33,15% em setembro. O Plano de Anual de Financiamento (PAF) prevê que a dívida em 12 meses fique de 23% a 33%. Já a dívida com vencimento de um a dois anos subiu de 19,96% para 21,11%. A dívida com vencimento de 2 a 3 anos passou de 19,88% para 19,01%.A parcela com vencimento de três a quatro anos caiu de 7,17% para 6,63%, e de quatro a cinco anos, cedeu de 6,72% para 6,64%. Para a dívida com vencimento acima de cinco anos, houve elevação, passando de 12,18% para 13,46%. O prazo médio da dívida interna subiu de 35,26 meses para 36,05 meses. O indicador já está no teto da banda definida pelo PAF, que vai de 32 a 36 meses.










