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Blog do Desemprego Zero

Balança comercial volta a depender de commodities

Escrito por Imprensa, postado em 6 dEurope/London outubro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

 

VALOR – 10/2007

 

Editorial

 

Nos últimos anos, economistas e especialistas em comércio exterior animaram-se com os sinais de que o Brasil estava dependendo menos das exportações de produtos primários para obter bons resultados na sua troca de produtos com o exterior. O país estaria passando por uma mudança na estrutura de comércio exterior, com o crescimento da importância de bens mais sofisticados e de maior valor agregado.

 

Informações publicados pelo Valor na sua edição de sexta-feira, dia 28, indicam, porém, que essa avaliação pode estar equivocada – o que deve ser motivo de preocupação para o governo e para aqueles que defendem que o Brasil seja menos dependente das commodities na obtenção dos tão necessários superávits na sua balança comercial, como ocorria há 15 anos. O aumento da demanda do mercado interno e os efeitos defasados da valorização do câmbio reduziram os superávits de setores estratégicos do ponto no primeiro semestre deste ano. Esses seis segmentos – veículos automotores, peças, têxteis, material elétrico, minerais não-metálicos e outros produtos alimentares – vinham aumentando os superávits, apesar do real forte. Segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o saldo comercial desses setores caiu US$ 1,6 bilhão no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2006, de US$ 4,7 bilhões para US$ 3,1 bilhões. Enquanto os reajustes de preço contribuíram positivamente com US$ 306 milhões, a quantidade exportada caiu US$ 1,8 bilhão. Um exemplo é suficiente para ilustrar a tendência: no caso de veículos automotores, o saldo comercial caiu US$ 441 milhões de janeiro a junho de 2007 em relação ao primeiro semestre de 2006, de R$ 2,3 bilhões para R$ 1,9 bilhão.

 

Na avaliação da Funcex, esses setores, que pareciam ter quebrado um paradigma, podem estar fazendo o caminho de volta. As mudanças, que ocorreram, não teriam sido tão profundas e tão duradouras quanto se avaliava até recentemente. Se essa previsão se confirmar, a balança comercial voltará a depender das vendas de commodities, que têm de mostrado altamente superavitárias. No primeiro semestre, 12 setores ligados a commodities – extrativa mineral, siderurgia, açúcar e café, entre outros – foram os responsáveis por todo aumento do saldo da balança comercial. Esse padrão estava mudando ao longo do tempo. Na comparação entre os biênios 2001/2002 e 1997/1998, veículos, peças, têxtil, minerais não-metálicos, outros produtos alimentares e material elétrico contribuíram com 40% da alta do superávit. Em 2005/2006, na comparação com 2001/2002, esse percentual caiu para 22,5%. No primeiro semestre deste ano, esses setores deram contribuição negativa.

 

O resultado é conseqüência de falta de investimento, ainda segundo a Funcex. Pode não ter ocorrido investimento suficiente na economia para financiar uma mudança estrutural. O caso de veículos é emblemático. As montadoras investiram durante a década de 90, apostando no crescimento do mercado interno. Como as vendas no Brasil decepcionaram, as empresas se voltaram para o exterior, para reduzir os prejuízos da alta capacidade ociosa. Agora que o mercado interno finalmente reagiu, já falta capacidade produtiva para exportar.

 

Ao longo dos anos, a balança comercial apresenta uma divisão clara. Entre os setores altamente superavitários, 90% estão ligados a commodities. Os altamente deficitários se dividem em três grupos: petróleo, químicos e produtos com maior intensidade tecnológica, como máquinas e equipamentos e produtos eletroeletrônicos. As transformações vividas pelo Brasil nos últimos anos afetaram os setores de forma generalizada. Em 1997 e 1998, por conta da valorização cambial e do crescimento da economia, a performance das vendas externas da maioria dos segmentos foi prejudicada e o país apurou déficit médio anual de US$ 6,7 bilhões. Em 2001 e 2002, o movimento foi o inverso. A depreciação do real, aliada ao fraco desempenho da economia, impulsionou as exportações. Em 2005 e 2006, apesar da valorização da moeda brasileira, o superávit comercial do país cresceu para US$ 45,4 bilhões por ano, em média. Boa parte desse desempenho é efeito da elevação do preço das commodities, puxada pelo crescimento mundial, mas setores como veículos, peças e têxteis também conseguiram aumentar seus superávits, apesar do câmbio valorizado.

 

 



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