Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
VALOR -10/2007
Por Ricardo L. C. Amorim e Álvaro Alves M. Junior
“Resistir à visão ideológica dominante seria um gesto quixotesco, que serviria apenas para suscitar o riso da platéia, quando não o desprezo do seu silêncio.(…) [Mas] como a história ainda não terminou, ninguém pode estar seguro de quem será o último a rir ou a chorar.” – Celso Furtado, em ´A Construção Interrompida´.”
Uma vez o professor Celso Furtado, em uma entrevista antiga, afirmou que “o entendimento dos fenômenos econômicos só é possível percebendo as forças sociais que atuam no processo”. Talvez esse seja o maior problema do debate econômico atual. Hoje, economistas de diferentes matizes teóricos discutem os números, fazem previsões e, mesmo assim, demonstram saber muito sobre quase nada. Não se preocupam em sustentar suas análises na compreensão das forças sociais que trouxeram e mantém o país vivendo mazelas que há muito poderiam ter sido superadas. Não se atentam para o fato de que quase tudo que é importante em economia não é acidental, exclusivamente técnico ou meramente conjuntural. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
O ESTADO DE SÃO PAULO
outubro de 2007
ECONOMIA & NEGÓCIOS
Uso da capacidade deve cair, reduzindo ameaças inflacionárias
Fernando Dantas
Os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. ‘Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008′, diz Bicalho.
A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central (BC), que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Fonte: Jornal Tribuna da Imprensa de 26 de outubro de 2007
BRASÍLIA – O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou ontem que os gastos do setor público com juros em setembro foram os maiores da série histórica para meses de setembro. De acordo com o BC, a carga de juros do setor público no mês passado foi de R$ 15,473 bilhões,frente aos R$ 10,989 em setembro de 2006. Segundo Altamir, esse resultado reflete, sobretudo, a valorização de 6,3% na taxa de câmbio, que afeta negativamente os ativos brasileiros em dólar. Entre os destaques na conta de juros ficaram as operações de swap cambial reverso, que geraram uma perda de R$ 2,9 bilhões para os cofres públicos. Nessas operações, o BC é credor em dólar e devedor em juros. Essas perdas ocorreram mesmo em um mês em que a taxa Selic teve a menor variação para meses de setembro: 0,8%. “O impacto de 6,3% de apreciação cambial não é trivial”, disse Altamir. A pesada carga de juros fez com que as contas públicas tivessem o pior déficit nominal para meses de setembro: R$ 11,919 bilhões.
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