Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
VALOR – 09/2007Bráulio Lima Borges é economista da LCA Consultores. braulio.borges@lcaconsultores.com.br
Num momento em que a economia brasileira caminha para fechar 2007 com crescimento da ordem de 4,5%, com perspectiva de manter ritmo semelhante em 2008, alguns analistas começam a apontar a necessidade de o Banco Central interromper por um longo período, ou mesmo reverter, o processo de flexibilização da Selic em curso desde setembro de 2005. A razão seria o rápido estreitamento do hiato do produto – isto é, da diferença entre o crescimento efetivo do PIB e seu crescimento potencial -, que estaria pondo em risco o cumprimento da meta de inflação em 2008 e 2009.
É importante esclarecer que, embora o conceito de crescimento potencial do PIB seja claro, a sua estimação empírica padece de sérias limitações. Em primeiro lugar, ela tem de basear-se em estimativas, sempre frágeis e discutíveis, relativas à depreciação do estoque de capital e à Produtividade Total dos Fatores (PTF) – variável que incorpora ganhos de eficiência da economia como um todo, bem como choques de oferta (como quebras de safra).
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JOÃO SICSÚ
O marquetólogo pensa que fiscais da Receita ficam em escritórios refrigerados só analisando declarações de IR MARQUETÓLOGO é o estudioso das teorias de marketing. Mas também podemos atribuir ao termo outro significado: ideólogo a serviço dos ganhos exorbitantes do mercado financeiro. Os marquetólogos tiveram boa formação acadêmica. Mas marquetólogo é aquele que já abandonou critérios científicos de abordagem da realidade, é apenas um crente, é uma “caixa de som” portadora de idéias que nem sabe sequer a origem. O mercado financeiro não contrata apenas marquetólogos. Sérgio Werlang é um exemplo de um cientista a serviço de um grande banco.Os marquetólogos têm idéias muito simples: 1) superávits primários fiscais e juros devem ser altos porque garantem ganhos seguros e elevados para os seus patrões e clientes e 2) o nanico Estado brasileiro é considerado culpado por todos os males da economia. Eles não percebem que o Estado não gera bem-estar social porque, acima de tudo, não tem um quantitativo de funcionários capaz de atender aos milhões de brasileiros carentes de serviços, por exemplo, de educação e saúde de boa qualidade.
Um desses marquetólogos me criticou, em artigo publicado na Folha, por ter usado como proxi para mensurar o nanismo do Estado brasileiro a quantidade de fiscais por 1.000 km2 relativamente a Bélgica, Japão, Holanda e outros países. Quando apresentei os dados, já esperava que tal crítica fosse feita.
Mas, como a crítica demorou a aparecer, avaliei que tivesse subestimado a inteligência dos marquetólogos de plantão. Porém a crítica veio: não subestimei. Leia o resto do artigo »
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