Postado em 17 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
17/10/2007 – 14h19 YGOR SALLES da Folha Online
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apresentou nesta quarta-feira propostas para tentar brecar a queda da cotação do dólar ante o real –que fechou ontem a R$ 1,824 para a venda.
As medidas são fundamentalmente ligadas ao setor financeiro. A entidade deu este foco à proposta devido a um estudo do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), também divulgado hoje. Ele aponta que 96,6% da entrada de dólares no país no primeiro semestre deste ano é oriunda da Conta Financeira (investimentos diretos, em carteira, em derivativos e vindos de organismos multilaterais).
Segundo o estudo, dos R$ 61,6 bilhões de saldo positivo no Balanço de Pagamentos brasileiro no primeiro semestre, apenas R$ 4,4 bilhões advém das Transações Correntes –que inclui, entre outros, as balanças comercial e de serviços.
Este dado, para a Fiesp, derruba a tese de que a taxação de exportações e a facilitação das importações seriam suficientes para segurar o câmbio. Leia o resto do artigo »
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DCI
Outubro 2007
O melhor desempenho da economia ocorrido este ano em relação ao ano passado (exemplos como safra maior de grãos, crescimento da renda em geral das atividades agropecuárias e da produção mineral e a mais recente reanimação do dinamismo no setor industrial) não estimula a discussão sobre alguns aspectos críticos do nosso processo de desenvolvimento numa perspectiva de mais longo prazo.
Sob este prisma, parece que a índole brasileira não muda: se as coisas estão melhores, a produção industrial cresceu em agosto 6,5% mais do que no mesmo mês de 2006, o desemprego está se reduzindo e cresce a renda do trabalhador, por que motivos um “desmancha-prazeres” tem de assustar as criancinhas antecipando problemas de estrangulamento da infra-estrutura, com aumento do Custo-Brasil, queda no ritmo de crescimento das exportações e o retorno do fantasma do constrangimento externo? Leia o resto do artigo »
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Folha de S. Paulo
5/10/2007
João Sicsú
Uma carga tributária elevada é inaceitável apenas quando os impostos são altos e os serviços públicos são precários
É FUNDAMENTAL analisar o Orçamento público e o tamanho do Estado, ou seja, sua capacidade de gerar bem-estar. Aparentemente, essas coisas estariam relacionadas: quanto maior o Orçamento, maior a capacidade do Estado de ofertar serviços e bens públicos de qualidade. Entretanto, a máxima “as aparências enganam” aplica-se aqui: o Orçamento no Brasil tem tamanho considerável, aproximadamente 40% do PIB, mas o Estado brasileiro sofre de nanismo.
O tamanho do Orçamento mede-se pela carga tributária mais a capacidade de realização de déficits públicos. A carga tributária e o tamanho do PIB são as variáveis que explicam a arrecadação. Já a capacidade de endividamento depende, especialmente, da confiança do público na capacidade do governo de honrar a sua dívida.
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