Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 3
Antonio Corrêa de Lacerda – Professor-doutor do Departamento de Economia da PUC-SP. Próximo artigo do autor em 13 de outubro
27 de Setembro de 2007 – A valorização cambial inibe a industrialização mais avançada e custa empregos. A analogia entre fenômenos econômicos e a medicina é recorrente, embora nem sempre apropriada. O Financial Times de 03/09/07 caracterizou de “doença brasileira” a fase contraditória vivida por nossa economia. O superávit comercial advindo principalmente do resultado das exportações de commodities e a liquidez internacional provocam a valorização da moeda. No nosso caso, o fato de os juros domésticos superarem a média internacional também é um fator para valorização.
A doença brasileira é uma versão atualizada do fenômeno que ficou conhecido como doença holandesa nos anos 1970, decorrente do efeito semelhante advindo das exportações de gás. A armadilha é que a valorização cambial tende a inviabilizar a industrialização, mais sofisticada e que tem potencial de geração de empregos e renda de qualidade, tornando a economia mais dependente e menos diversificada. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Publicado no Jornal do Commercio de 09/07
Roberto Saturnino Braga ex-senador do RJ e presidente do Instituto
Solidariedade Brasil (ISB) e Paulo Metri diretor-geral do IS
Depois do término da ex-União Soviética, alguns precipitados defensores do
capitalismo como a melhor forma de organização econômica das sociedades,
falaram de forma desejosa que o sonho socialista tinha acabado, a História
a partir desse instante seria uma mesmice, o capitalismo tinha provado a
sua superioridade etc. Felizmente, esse surto passou rápido, mas restou um
vazio.
Hoje, sabe-se muito bem que o capitalismo, a menos que sejam colocadas
salvaguardas, é um sistema concentrador de renda e gerador de excluídos. Em
algumas sociedades, como os países do norte da Europa, com forte controle
do Estado pela sociedade, o Estado ainda consegue colocar rédeas no
capitalismo e transformá-lo em um sistema socialmente comprometido. Mas,
para países em desenvolvimento, em geral, ele tem demonstrado acirrar a
desigualdade de renda, permitindo inclusive a usurpação por parte do
capital externo de lucros e riquezas no país, em detrimento da sociedade. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
VALOR – 26/09/2007
Carlos Lessa é professor titular de Economia Brasileira da UFRJ. Escreve
mensalmente às quartas-feiras. E-mail: carlos-lessa@uol.com.br
Em 2005 a Petrobras fechou acordo com a Pedevesa, compreendendo um elenco
de projetos conjuntos. Haveria a troca de participações entre as duas
estatais petroleiras sul-americanas, sendo que a Pedevesa participaria na
refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a Petrobras no campo petrolífero
Carabobo I (Venezuela). No mesmo bloco, haveria participação da Petrobras
na exploração do extremamente importante e promissor depósito de gás na
província de Mariscal Sucre. Há dois anos, está lançada a idéia de um
gasoduto que remeteria gás natural das imensas jazidas venezuelanas para
complementar o consumo industrial brasileiro e suprir Buenos Aires. Seria
a coluna vertebral do início de uma integração pela energia na América do
Sul.
Consistiria em um eixo que possibilitaria articular Uruguai, Paraguai e
talvez Chile na equação energética continental com um combustível que, a
cada dia, vê aumentada sua importância ante o débil crescimento das
reservas internacionais de petróleo, frente à evolução do consumo
internacional do combustível. Leia o resto do artigo »
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VALOR – 09/2007
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras
Não é preciso ser um economista para saber que o nível de investimento anual (público mais privado), é fundamental para determinar a capacidade produtiva da sociedade. Num determinado período de tempo, digamos um ano, o estoque de capital humano que ela dispõe (sua força de trabalho que incorpora sua educação e higidez) manipulando o seu estoque de capital (com a tecnologia nele incorporada e o nível de qualidade da infra-estrutura), produz um dado volume de bens e serviços a que chamamos de Produto Interno Bruto (PIB). Nesse processo consomem-se tanto a energia da “força de trabalho”, que é recuperada pela ingestão de parte dos alimentos produzidos, como o capital físico, cuja depreciação deve ser reposta.
É uma questão óbvia que o avanço do PIB depende: 1) do aumento da quantidade e qualidade dos fatores de produção disponíveis, isto é, do seu capital humano e do seu capital físico; e 2) da forma pela qual eles se combinam, ou seja, de como o capital humano manipula o capital físico para produzir o PIB. Leia o resto do artigo »
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