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Blog do Desemprego Zero

Espantando o vôo de galinha

Escrito por Imprensa, postado em 21 dEurope/London setembro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 2)

Editorial

Dar prioridade à decisão de investir afasta riscos de gargalo no lado da oferta e sugere que o Brasil pode ter entrado em um ciclo virtuoso

 

14 de Setembro de 2007 – O PIB brasileiro cresce há 22 trimestres consecutivos. É um recorde absoluto na série histórica do IBGE. Este fato gerou curiosa reação. Os economistas esperavam expansão do produto superior a 6% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006. O IBGE, no entanto, apontou que esse índice foi de 5,4%. É interessante observar que os costumeiros protestos, que ocorrem sempre que a realidade não acompanha o que pensam os palpiteiros, desta vez não aconteceram. A calma das análises reflete que a expansão não assustou, nem mesmo os que temem o aquecimento da economia pelo medo da inflação. Motivo: embutido nos números do IBGE está o promissor sinal de que os investimentos feitos no período superaram todas as expectativas. A taxa de investimentos do segundo trimestre foi quase o dobro da registrada no primeiro, atingindo 7,3%. Esse desempenho elevou o nível de investimento para 17,7% do PIB, ante 16,7% no segundo trimestre de 2006.

 

Dar prioridade à decisão de investir indica que os tradicionais “vôos de galinha”, que tantas vezes já vitimaram a economia brasileira, desta vez foram postos de lado no horizonte nacional. E essa é a melhor notícia dos dados do IBGE. No acumulado de doze meses, os investimentos avançaram 9,3%. Em relação ao primeiro semestre de 2006, a expansão foi de 8,5%, a melhor marca desde o primeiro semestre de 1997.

 

Por que os investimentos aceleraram tanto de março a junho deste ano? A gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, ponderou que diversos componentes do investimento superaram expectativas no período, desde a construção civil até a importação de máquinas e equipamentos. Esta expectativa favorável em relação ao futuro gerou investimentos maiores que o consumo das famílias, um dos principais motores do PIB no segundo trimestre do ano. Em outras palavras: concomitante com o crescimento do consumo, ampliou-se a capacidade produtiva futura do País. Por essa razão, o diretor da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, vinculou os dados sobre investimento com as expectativas de curto e médio prazos: “Não haverá gargalo do lado da oferta que ameace a inflação”, assegurando que o Brasil entrou em um ciclo virtuoso.

 

O indicador mais consistente desse ciclo, pelo efeito multiplicador que tem sobre a economia, é a expansão da construção civil: 6,3% de expansão em relação ao segundo trimestre de 2006. Não é por outro motivo que o Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo prevê que o setor feche o ano com expansão de 7,9%.

 

É fato que o consumo das famílias, crescimento de 5,7%, impulsionou o ciclo virtuoso, tanto quanto a expansão da indústria, que atingiu 6,8%, confirmando que a demanda interna se consolidou como motor do crescimento brasileiro. Ambos, consumo e expansão industrial, estão vinculados à massa de rendimentos, que no acumulado do ano subiu 5,2% em relação ao mesmo período de 2006, bem como as operações de crédito para pessoas físicas, que registraram a forte expansão de 22,2% na mesma comparação. Esses índices empurraram para cima o desempenho da indústria de transformação, alta de 7,2% no trimestre, na comparação com 2006. Esse último dado foi tão significativo que chegou a surpreender a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

 

Há, por outro lado, um resumo da ópera essencial em todo esse conjunto de dados: como o crescimento do PIB foi bom, mas abaixo das expectativas do mercado, as taxas de juros futuras recuaram sensivelmente desde anteontem. Esse dado reforça a visão de que o ciclo de cortes na taxa Selic pode perdurar com mais facilidade, apesar das pressões inflacionárias oriundas do setor de alimentos. Em outras palavras, como o mercado financeiro reconheceu, estabilizando os juros futuros, o País cresceu, mas com bom senso, principalmente porque investiu mais.

 

É o sinal mais convincente de que o Brasil está preparado para a expansão de modo sustentado, sem vôo de galinha, mesmo se precisar enfrentar movimentos de ajuste que podem atingir a economia internacional. Portanto, crescer com juízo, definitivamente, é o caminho certo.

 

 

 



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