Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2007
FOLHA DE SÃO PAULO – 19.09.2007
Em 2006, índice da população considerada pobre recua a 26,9%, ante 30,5% no ano anterior; economista credita resultado ao mínimo
Total de indigentes também cai, de 6,8% da população em 2005 para 5,7% em 2006; pobreza se concentra mais em áreas metropolitanas
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Em 2006, a pobreza atingia 26,9% da população brasileira. É o mais baixo índice desde 1987, quando estudos nesse sentido começaram a ser feitos pela economista Sonia Rocha, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), com base em informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e obtido pela Folha.
Em 2005, a proporção de pobres ficou em 30,5%. Em 1995, a pobreza chegava a 33,2%, no primeiro ano completo do Real. No período, o número de pobres caiu significativamente, graças à estabilidade. Leia o resto do artigo »
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O ESTADO DE SÃO PAULO
setembro de 2007
CADERNO 2
Paul Laity
Quando o historiador mais conhecido do mundo se concentra nos problemas políticos de hoje, convém ouvi-lo. Eric Hobsbawm celebrou seu 90º aniversário este ano com um livro de ensaios, Globalisation, Democracy and Terrorism, no qual avalia o mundo desde os atentados de 11 de setembro, oferecendo lições ‘que o autor aprendeu, não menos por viver durante e refletir sobre boa parte do século passado’.
Como estudioso que não só tem sido uma presença formidável na disciplina histórica desde os anos 1940, como pode dizer que ‘se lembra vividamente’ da noite fria de inverno em que Hitler tomou o poder em Berlim, Hobsbawm sente-se qualificado a se afastar da cena contemporânea e observá-la ‘num contexto mais amplo e numa perspectiva mais longa’. E sua reputação nunca foi tão alta, graças a seus dois livros anteriores: o relato best-seller do ‘curto século 20′, A Era dos Extremos (1994), considerado obra-prima; e suas memórias Tempos Interessantes – Uma Vida no Século 20 (2002), em cuja escrita ele supera os padrões já exigentes de um renomado estilista.
A amplitude e poder de análise de Hobsbawm são inquestionáveis. Ele fala numerosas línguas, viajou por toda parte e se sente igualmente à vontade avaliando o regulamento Bosman de futebol enquanto explica colapsos do mercado acionário. Até a Spectator, uma revista seguramente hostil a seu comunismo impenitente, o considera o ‘maior historiador vivo’. Ele está feliz por ter chegado aos 90: logo não será incomum, assinala, mas por enquanto isso tem um certo ‘valor de escassez’. Leia o resto do artigo »
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