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Blog do Desemprego Zero

Queremos dar trabalho!

Escrito por Gustavo, postado em 15 dEurope/London agosto dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Helio Pires da Silveira    Vice- Presidente da AFBNDES 

 Relembrando Gonzaguinha: 

“Um homem se humilha se castram seus sonhos. Seu sonho é sua vida, e vida é trabalho. E sem o seu trabalho, um homem não tem honra. E sem a sua honra, se morre, se mata .” 

Somos das Associações de Funcionários do Sistema BNDES: AFBNDES, AFBNDESPAR e AFFINAME  estamos engajados na Campanha do Pleno Emprego e explicamos porquê! De 1930 a 1980, nosso país crescia 7% a.a. surpreendíamos o mundo. A partir deste período, rastejamos num crescimento de 2,4% a.a., ou repetindo o economista César Benjamin:“Assim, a economia mais dinâmica do mundo, que dobrou seu produto cinco vezes seguidas em cinqüenta anos, caminha para experimentar a terceira década rastejante”. 

O que aconteceu?

Infelizmente, no período de exceção de 1964 a 1984, o país  ainda cresceu, mas de forma desigual e recorrendo ao endividamento externo.  

 Em1979, o Banco Central americano aumentou os juros de forma unilateral, o México, endividado, quebrou em 1982, arrastando todos os países endividados, nós inclusive, ao mesmo destino. A conta dos bancos externos chegou pesada, nós e quase todos os países em desenvolvimento tivemos que parar o crescimento e redirecionar nossa produção para vendê-la lá fora e, assim, poder pagar, em dólares, os juros. 

 A partir daí, foram 25 anos de crescimento rastejante. Incluindo surpreendentemente os últimos 5 anos, quando o mundo cresceu acima de 5% a.a. e viramos exceção junto com o pobre Haiti.  

 O que aconteceu desta vez? Para entendermos, temos que dividir  estes anos em 3 períodos:A década de 80 – Conforme comentado, o governo forçou uma recessão interna, enquanto deveria ter feito um Pacto Social. Dividir as perdas entre as classes sociais, ou seja: não só reduzir salários, como foi feito, mas estabelecer tetos de reajustes de preços e tarifas. Mas o governo de exceção adotou, o que o nosso mais reconhecido  economista Celso Furtado denomina de socialização das perdas, reduziu salários e subiu fortemente  os juros internos, permitindo que os empresários se adaptassem sem perdas. Eles aumentaram seus preços e aplicaram seus capitais ociosos em títulos públicos. Ao fazer isto, transformaram nossa economia de produtiva para “financerizada” criando uma casta improdutiva de vencedores: os “rentistas” e os “operadores financeiros” (os grandes bancos). O mais famoso economista do Século XX – Keynes e os economistas clássicos sempre alertaram para o risco que representa uma economia refém dos aplicadores financeiros. Nela, a produção e o emprego ficam comprometidos.

A década de 90 –  No início da década, os banqueiros internacionais, com a ajuda dos seus organismos oficiais  já tinham equacionado o endividamento dos países em desenvolvimento.  Já podiam assim partir para um novo ciclo de ganhos sobre eles. Criaram a globalização financeira e o receituário neoliberal. No fim da década, de novo deixaram todos estes países, nós inclusive, quebrados e endividados.

A primeira década do século XXI – Após o conflito no Iraque, em 2003, o forte consumo americano a oferta chinesa de produtos baratos e uma nova onda de liquidez internacional  financiam um novo surto de crescimento mundial. Países emergentes que mantiveram seus juros internos adequados e suas taxas de câmbio estáveis têm se beneficiado do crescimento mundial, somos exceção novamente, recordista de taxas de juros, junto com a Turquia e de baixo crescimento junto com o Haiti.  

 Então podemos dizer que o Brasil não tem perspectivas? Não! Temos feito saldos positivos no comércio exterior, a inflação está controlada, acumulamos reservas internacionais, a dívida externa está quase equacionada.

Entretanto, devemos crescer, este ano, apenas um pouco mais de 4%a.a, enquanto a média dos países em desenvolvimento alcançará a inédita taxa de 8%! É uma taxa considerada no passado como de “milagre econômico”. E a primeira vez que é uma taxa generalizada em quase todo terceiro mundo.

Mas o governo e os economistas-chefes de bancos insistem em afirmar que devemos nos contentar com nosso crescimento atual, que é muito superior à média dos anos recentes. De fato, estamos melhores do que na chamada “Fernandécada”.

Então tudo vai bem? Para os vencedores: “rentistas” e “operadores financeiros” , beneficiados pelos juros, sim! Para os que estão empregados, com carteira assinada e direitos trabalhistas assegurados, aparentemente, sim! Mas para o restante da população, não!

Vivemos sob o estigma do medo: da violência, da perda do emprego e da precariedade dos serviços públicos.

Nestes 25 anos passamos da 8ª economia do mundo para a 11ª. Hoje, temos 10% da população economicamente ativa desempregada, mas 30% está sub-empregada na informalidade! A participação do Salário na Renda caiu de 60% para 35%. O Estado se afasta de suas responsabilidades sociais ou concede serviços  para grupos financeiros poderosos. Não temos empregos para os jovens e os índices de criminalidade são elevados.

Nós, da maior instituição de financiamento de desenvolvimento do mundo, sabemos que sem o crescimento e emprego um país não tem solução. Sabemos que o país reúne todas as condições para crescer já! Uma nação continental e rica de recursos, com uma população ávida por trabalho e renda não pode ser egoísta, não pode ser medíocre!

Hoje, temos o caminho da busca da cidadania -  a Campanha do Pleno Emprego!   

  “A gente quer viver pleno direito( ou pleno emprego- grifo nosso), a gente quer é ter todo respeito, gente quer viver uma nação, gente quer é ser um cidadão”.



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2 Respostas para “Queremos dar trabalho!”

  1. edilene goulart falou:

    gostaria de saber mais especificado como funciona pois moro em uma cidade que sofre muito ondde o povo está desesperado,até passando fome com a falta de desemprego o meu coração está apertado de ver o povo tão humilhado e sem emprego nos ajude com urgencia pois a fome não espera.sou vereadora mais bem votada dqui e eleita pelo PRB necessito de uma solução e de uma ajuda urgente por favor me ajudem a trazer fontes de emprego para minha cidade.

    o meu muito obrigado.

    um abraço.

  2. beatriz falou:

    Prezada Edilene,

    Somos apenas um grupo de pessoas que defende que o Governo Federal implemente programas de garantia de emprego como este:

    http://desempregozero.org/2008/05/06/programa-cidade-cidada-2/

    obrigado,
    equipe Desemprego Zero

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