prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Presidente do Bradesco defende juros altos e câmbio valorizado

Escrito por Gustavo, postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Márcio Cypriano – Presidente do Bradesco.

Gazeta Mercantil 03/08/2007

 Bancos estão realmente assustados. A pressão social para a redução da taxa de juros está ficando difícil de ser contornada. Hoje a pressão mais forte para a redução da taxa de juros surge daqueles que estão sofrendo com o câmbio valorizado: os pequenos e médios industriais e agricultores e trabalhadores de regiões industriais. O governo já sentiu a pressão.

Assim, os bancos perceberam que a grande trincheira que precisam defender para manter os juros altíssimos é o debate sobre a valorização do câmbio. Ele dá seus argumentos. Leitor: o que vc acha?

 Crescimento, dólar e oportunidades

3 de Agosto de 2007 – Houve uma rápida mudança da percepção internacional com relação ao Brasil. Há bem mais de um ano a valorização do real frente ao dólar vem sendo discutida de forma mais intensa, às vezes com paixão, por empresários, economistas e por todos os que, direta ou indiretamente, se interessam pelo tema.

É uma discussão que tem sido centrada sobretudo em seu viés negativo. O real valorizado estaria diminuindo a competitividade de produtos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no externo, com conseqüências danosas para o desempenho do setor industrial. Esse debate tem sido permeado, também, pelo seguinte diagnóstico: a origem da valorização estaria na simples especulação dos investidores internacionais com as altas taxas de juros internas. Esse dinheiro não teria qualquer compromisso com o desenvolvimento e a produção real de riqueza.

O câmbio é um tema complexo e tornou-se uma discussão ainda mais sofisticada, nos últimos anos, em função de fatores novos, tais como o surpreendente desempenho da economia chinesa, a valorização de todas as moedas frente ao dólar e a abundância de liquidez que se observa no mundo. No entanto, no caso brasileiro, a apreciação do real frente ao dólar é um fenômeno cujas causas são relativamente simples de localizar.

A primeira causa, e a mais óbvia, é o avanço significativo dos saldos da balança comercial. Dos resultados modestos do início desta década, a balança comercial mudou de patamar. Em 2001, tivemos um saldo de US$ 2,6 bilhões. Até a terceira semana de julho de 2007, o valor foi superior a US$ 23 bilhões, e deve fechar o ano acima de US$ 40 bilhões.

Outro fator, também evidente, são os juros altos. Mas já há consenso entre os economistas de que esta não é a causa predominante. Aliás, o atrativo para o investimento de curto prazo é decrescente. Há 13 meses a taxa Selic está caindo. Era de 14,75% em julho de 2006 e fechou em 11,5% em julho último. E a perspectiva é que a trajetória declinante permaneça.

O que ocorreu de novidade na apreciação do real foi uma rápida mudança de percepção da comunidade econômica internacional em relação às saudáveis perspectivas do Brasil. Finalmente, contabilizam os analistas internacionais, conseguiu-se encaminhar soluções para a volta do crescimento econômico. Esse novo patamar das expectativas implicou aumento vigoroso do volume de investimento estrangeiro direto (IED).

Atenção: este é o capital que veio para ficar; destina-se a empreendimentos; alimenta o desenvolvimento econômico. Em 2004 chegaram ao Brasil, por esse caminho, cerca de US$ 18 bilhões de dólares. Em 2007, segundo estimativa do boletim Focus, do Banco Central, publicada no final de julho, o País deve receber mais de US$ 30 bilhões líquidos. Volumes expressivos também estão chegando à Bolsa de Valores, atraídos pela abertura de capital de empresas ou emissão de ações.

Como se vê, o “problema” do câmbio não é bem um problema. O real está onde está porque a economia vai bem. Se no início do ano falava-se de um crescimento do Produto Interno Bruto da ordem de 3%, ou um pouco mais, a expectativa já foi ajustada pelo mercado para algo como 4,8%. A inflação tem sido controlada com eficiência e deve encerrar 2007 dentro das metas previstas. Há uma grande safra agrícola a ser colhida, aumento de emprego e renda e o consumo das famílias é crescente.

A posição do País em suas contas externas é muito confortável. Não há artificialismos como o controle de preços ou maquiagem de índices. As informações publicadas pelo governo ou pelas instituições privadas são confiáveis. São essas as variáveis que importam para o investidor brasileiro e estrangeiro, que lhe dão segurança para empreendimentos de longo prazo no Brasil.

A conseqüência é a valorização do real. Como acontece com a maioria dos fenômenos econômicos, este também produz vantagens e desvantagens. A vantagem é que a entrada de recursos, oriundos da receita de exportações e de investimentos diretos, resulta em tranqüilidade nas contas externas, atualização do parque industrial e indução ao crescimento. A desvantagem é que a apreciação cambial sacrifica setores que, até mesmo devido à rapidez com que ela se deu, não tiveram tempo de se ajustar.

A arrecadação de tributos tem crescido mais de 10% ao ano por força da recuperação do nível de atividade. Essa é uma situação favorável por vários aspectos. Entre eles, destacaria a oportunidade que se abre de uma efetiva redução linear da carga tributária, ampliando o poder de competitividade das empresas nacionais. A propósito, somente em momentos de bom desempenho econômico como o que vivemos hoje permite-se avaliar propostas nesse sentido. É uma chance de agregar valor aos produtos brasileiros, o que redundaria em um novo impulso ao crescimento econômico. Vale a pena pensar nisso.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>