Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Quando o micro chegar ao macro
Delfim Netto VALOR – 07/08/2007
A análise da formação e importância da taxa cambial para o crescimento econômico, e a construção de um sistema produtivo sofisticado e capaz de absorver a mão de obra que estará disponível, num país que em dez anos terá 220 milhões de habitantes, divide fortemente os economistas. Alguns crêem (é “crença” de ter fé, como Santo Agostinho que “acreditava exatamente por ser impossível”) que o sistema econômico é regulado por leis naturais através do sistema de “mercados”. Deixados inteiramente livres, a “mão invisível” que os coordena (na qual nem Adam Smith acreditava muito…) produzirá uma organização eficiente do sistema produtivo, que num tempo finito, mas não especificado, acabará no melhor dos mundos: o máximo crescimento possível, a maior e melhor utilização possível da mão de obra, equilíbrio interno (que depende da responsabilidade fiscal do governo na geração dos “bens públicos” que só ele pode suprir), equilíbrio externo e, como bônus, redução das desigualdades. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
“O Bradesco lucrou R$ 4,007 bilhões no primeiro semestre deste ano e bateu recorde para o período entre os bancos privados brasileiros nos últimos 20 anos”. UOL Economia.
Nossos bancos são os mais lucrativos do mundo em relação ao patrimonio líquido. Enquanto os ineficientes bancos americanos, europeus e japoneses tem taxas de lucro na casa dos cinco por cento, aqui a rentabilidade chega a 30%. Resta saber se esta eficiência toda não decorre das altas taxas de juros e das taxas cobradas aos clientes pelos serviços bancários. E mais importante, da leniência daquele que deveria ser o regulador do setor financeiro, o Banco Central.
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Postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
de Immanuel Wallerstein
“Immanuel Wallerstein destaca-se como um dos maiores críticos da globalização capitalista e da política internacional dos Estados Unidos, ao lado de intelectuais como Noam Chomsky e Pierre Bourdieu””
Luiz Alberto Moniz Bandeira
A retórica das potências dominantes para justificar seu império é o tema deste novo livro do sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein. Como os poderosos criam narrativas e conceitos que justificam ataques com interesses econômicos e geopolíticos contra outros países? Com apresentação de Luiz Alberto Moniz Bandeira, a obra analisa, entre outros casos, as raízes da mentalidade dos neoconservadores na defesa da Guerra do Iraque e os paradoxos, limites e contradições das chamadas “intervenções humanitárias”, como as que ocorreram em Kosovo e a missão que o Brasil hoje lidera no Haiti; além da farsa do conceito conhecido como “choque de civilizações”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Ricardo Summa
Presidente do Bradesco acredita que é consenso entre os economistas de que não é a taxa de juros alta a causa predominante para a valorização cambial. “Aliás, o atrativo para o investimento de curto prazo é decrescente. Há 13 meses a taxa Selic está caindo. Era de 14,75% em julho de 2006 e fechou em 11,5% em julho último. E a perspectiva é que a trajetória declinante permaneça.”
Já foi discutido antes que o diferencial de juros entre Brasil e EUA é demasiado elevado. E também já foi discutido o fato de que a valorização cambial foi muito maior no Brasil que em outros países.
Contrariando o suposto consenso, acreditamos que é o diferencial de juros e as expectativas de que ele durará por grande tempo as verdadeiras causas de tamanha valorização. Afinal, os especuladores estão apostando na queda do dólar porque esperam que por um bom momento haverá diferencial de juros elevados.
Talvez a frase melhor seria: é um consenso entre economistas de banco que a alta taxa de juros não é a causa predominante para a valorização cambial.
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Postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Márcio Cypriano – Presidente do Bradesco.
Gazeta Mercantil 03/08/2007
Bancos estão realmente assustados. A pressão social para a redução da taxa de juros está ficando difícil de ser contornada. Hoje a pressão mais forte para a redução da taxa de juros surge daqueles que estão sofrendo com o câmbio valorizado: os pequenos e médios industriais e agricultores e trabalhadores de regiões industriais. O governo já sentiu a pressão.
Assim, os bancos perceberam que a grande trincheira que precisam defender para manter os juros altíssimos é o debate sobre a valorização do câmbio. Ele dá seus argumentos. Leitor: o que vc acha? Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Ilan Goldfajn: Economista e ex-diretor do Banco Central Luiz Carlos Bresser-Pereira: Economista e ex-ministro da Fazenda
O Estado de S. Paulo 1/8/2007
O ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-diretor de Política Econômica do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn participaram ontem de um debate promovido pelo portal estadao.com.br sobre os rumos da economia brasileira. O vídeo, que foi transmitido ao vivo, pode ser acessado no endereço. Bresser-Pereira é atualmente professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, enquanto Goldfajn é sócio da Ciano Investimentos.
Ambos têm diagnósticos semelhantes sobre os problemas econômicos do País, mas discordam sobre as receitas para saná-los. Os dois, por exemplo, reconhecem que a taxa básica de juros ainda é alta demais. No entanto, enquanto Bresser-Pereira acredita que “a política do BC é a de manter a taxa de juros alta para favorecer o setor financeiro e os rentistas”, Goldfajn propõe “a redução dos gastos do governo, mais competição, menos risco do País, (mais poder às) agências regulatórias e menos dificuldade de investir”.
Na questão da taxa de câmbio, os dois economistas divergem frontalmente. Bresser-Pereira defende medidas de controle de capitais, enquanto Goldfajn acredita que o real deve continuar flutuando livremente ante o dólar.
A seguir, os principais temas do debate entre os economistas sobre os rumos do juro e do câmbio para atingir o desenvolvimento econômico.
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Postado em 2 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Escrito por Henrique Júdice Magalhães
31-Jul-2007 CORREIO DA CIDADANIA
1. Afirma-se que A Previdência Social teve um déficit de 42 bilhões de reais em 2006
Este é resultado da subtração entre a arrecadação de contribuições sobre a folha de salários e o gasto com o pagamento de benefícios. Acontece que essas contribuições não são as únicas fontes de recursos da Previdência. Concluir daí que ela é deficitária faz tanto sentido quanto dizer que um cidadão que tem três empregos está no vermelho porque o salário de um deles não cobre todos os seus gastos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Eduardo Fagnani E José Celso Cardoso Jr.
Folha de São Paulo, quinta-feira, 02 de agosto de 2007
Os setores conservadores não aceitaram as conquistas do movimento social em 88. Eis por que alardeiam que o suposto déficit é “explosivo”.
Em última instância, o que sempre esteve por detrás da reforma da seguridade é a disputa por recursos públicos. A Previdência é o segundo maior item de gasto corrente. Daí a fome do mercado pela reforma e captura desses recursos. As perguntas que na verdade precisariam ser respondidas neste debate são: Que tipo de sistema de proteção social é o mais adequado a um país com as heterogeneidades e desigualdades do Brasil? Qual a estrutura de benefícios desse sistema, quais os critérios de acesso e como se financiará?
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