prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Onde andam os grandes economistas?

Escrito por Gustavo, postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Marco Antonio Rocha, jornalista,

em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 2-04-2007 

“Já não se fazem mais economistas como antigamente! Esta é a impressão que se impõe ante a maioria dos tediosos e dispensáveis textos e entrevistas dos novos gurus dessa velha ciência”, escreve . 

Segundo ele, “o que temos hoje, na maioria dos artigos de economistas nos nosso jornais e revistas, e também, aliás, nos da imprensa mundial, é uma espécie de chuvisco miúdo. Palpites dirigidos a operadores e especuladores dos mercados futuros. O que terá acontecido com o ensino da Economia nas faculdades? Ainda se discute e se estuda macroeconomia? Ainda se fala de políticas econômicas? Ainda se analisam políticas públicas em geral? E de Economia Política, ainda se ouve falar?”  

E conclui:

“A vulgata mercantilista parece ter ocupado o lugar do pensamento econômico, inclusive, talvez, nas faculdades”. 

Eis o artigo. 

“Até uns 20 ou 30 anos atrás, a Economia era um assunto muitíssimo fascinante e desafiador para quem se interessasse pelo progresso e pelo futuro das sociedades humanas. Grandes nomes nacionais e internacionais desse complexo ramo do conhecimento freqüentavam então as páginas de jornais e revistas e nos estimulavam com análises e explicações econômicas que eram pedras lapidares na formação cultural de toda uma geração. Mais até do que economistas, eram pensadores, e não palpiteiros. 

Qualquer bom jornalista de Economia, com 40 a 50 anos de idade, há de se lembrar, com saudade e com reverência até, das magníficas lições ou esclarecimentos auridos em artigos do canadense John Kenneth Galbraith; dos americanos Paul Samuelson (mestre de gerações), Paul Sweezy, Joan Robinson, Milton Friedman, para citar muito poucos; do sueco Gunnar Myrdal; do argentino-chileno Raul Prebisch; do franco-egípcio Samir Amin; do alemão Gunder Frank; do alemão-belga trotskista Ernest Mandel; do mestre polonêsdo planejamento socialista Oskar Lange; do brasileiro Celso Furtado; de outros brasileiros ilustres, de Octávio Gouvêa de Bulhões, um dos fundadores do FMI, e de Eugênio Gudin; do checo-brasileiro Alexandre Kafka, diretor do FMI por décadas; do austríaco Friedrich Hayek; do notável Ota Sik, da Checoslováquia, que, muito antes de Gorbachev, quis flexibilizar a economia comunista centralmente planificada e chegou a introduzir reformas no seu país, no governo Dubcek, durante a curta Primavera de Praga, a que os tanques russos puseram abrupto fim. 

Não importa a qual linha ideológica aderissem, eram todos pensadores importantes e em todos se tinha o que aprender. 

Há quanto tempo não ouvimos, nem lemos, sobre essa gente ou sobre seus importantíssimos legados intelectuais? Robert M. Solow, por exemplo, laureado com o Prêmio Nobel em 1987 por suas contribuições à teoria do crescimento econômico e à chamada Economia do Desenvolvimento, que tanto o Brasil procura desde a década de 1930 e que agora é a menina dos olhos do presidente Lula, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Terá Lula ouvido falar de Solow? 

Se ouviu, não foi nas rádios ou nas TVs brasileiras, nem leu nada sobre ele nos jornais brasileiros recentes. 

O que temos hoje, na maioria dos artigos de economistas nos nosso jornais e revistas, e também, aliás, nos da imprensa mundial, é uma espécie de chuvisco miúdo. Palpites dirigidos a operadores e especuladores dos mercados futuros. O que terá acontecido com o ensino da Economia nas faculdades? Ainda se discute e se estuda macroeconomia? Ainda se fala de políticas econômicas? Ainda se analisam políticas públicas em geral? E de Economia Política, ainda se ouve falar?#Na maioria dos casos, parece que estamos diante de um torneio para escolha de candidatos a comentador de corridas de cavalos nos jóqueis clubes. Sim, porque é o que estes fazem: avaliam as possibilidades de cada conjunto (cavalo-cavaleiro) e dão palpites. E avaliam também as expectativas do público, para saber qual conjunto pagará maior prêmio. 

E os economistas da moda? Dedicam-se a especular sobre como e quando estourará a próxima ‘crise’ e quem ganhará ou perderá com ela. Ou a dar ‘dicas’ para os aficcionados de ataques especulativos contra moedas nacionais. Um dos mais notórios, por sinal, é também economista. Ficou famoso (além de ter ganho muito dinheiro) por ‘quebrar o Banco da Inglaterra’, do que ele próprio se vangloria, como se merecesse uma estátua pela façanha. Hoje em dia diz que procura fazer coisas mais úteis com os US$ 8,5 bilhões de liquidez pessoal que amealhou graças ao esforço intelectual em que se empenhou ao longo da vida, tentando calcular a ‘distância’ entre a cotação que as principais currencies do mundo ostentavam e o seu ponto de equilíbrio, para poder jogar a favor ou contra elas. 

Mas são coisas como essa que entretêm os economistas hoje em dia? É para isso que servem? Para animarem o excitante jogo dos mercados futuros? Desistiram dos debates sobre as melhores políticas de utilização dos recursos públicos? De como promover maior geração de empregos? De como obter melhor retorno dos investimentos em educação? De como arrancar multidões da linha da miséria e da carência absoluta? De como evitar que recursos alocados para o desenvolvimento sejam dilapidados antes de chegar ao destino? De como criar um novo sistema monetário mundial que não condene países de moedas fracas a viverem sob permanente ameaça de crise cambial? De como fazer os mercados operarem a favor do bem-estar e da segurança, e não a favor do sobressalto? 

Esses desafios, que fazem realmente valer a pena alguém querer ser economista, derrotaram os economistas por W. O.? Ou são de fato insuperáveis e desacorçoantes? 

Na derrota intelectual que os grandes e reais desafios lhes infligiram, muitos economistas como que passaram a preferir a competição (mais lucrativa e menos comprometedora, talvez), na adivinhação de expectativas, com operadores de mesas de mercados futuros, ou a tomada de posição a favor ou contra medidas administrativas imediatistas de governos, de acordo com suas preferências políticas – como um Paul Krugman, por exemplo, ou como muitos brasileiros que teriam conhecimentos e capacidade para vôos bem mais altos no terreno da Economia propriamente dita, mas ficam no da consultoria miúda sobre o que pode acontecer, por exemplo, com a taxa de câmbio. 

Há dias, num site chamado Resistir, havia uma entrevista de Samir Amin, tão ‘marxista’ como em 1957. Uma frase dele: ‘… há uma contradição fundamental nessa retórica que, reduzindo a democracia à sua dimensão meramente política, e limitando-a à democracia representativa, a dissocia da questão social que se supõe seja regulável pelo mercado…’ 

Pouca coisa? Sem dúvida. Mas há mais conteúdo (discutível, embora) nessas poucas palavras – no que respeita aos objetivos que a Economia deve ter e aos anseios da maioria das pessoas de carne e osso – do que numa página inteira de trololó insípido sobre a ‘bolha’ imobiliária nos EUA. Os popstars das ‘análises’ dos mercados, no entanto, nem sequer têm condições de entender o que ele está dizendo, quanto mais de contradizê-lo num debate. 

A vulgata mercantilista parece ter ocupado o lugar do pensamento econômico, inclusive, talvez, nas faculdades.” 



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

2 Respostas para “Onde andam os grandes economistas?”

  1. ricardo falou:

    Gustavo,
    Acho que deveriamos perguntar ao Sr Marco Antonio Rocha: onde andam os grandes jornalistas que buscam entrevistas com melhores economistas?

  2. Gustavo A. G. dos Santos falou:

    Também acho, Ricardo.
    Por que não pergunta a ele isso?
    abraços,
    Gustavo

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>