Contrariando o “consenso”
Escrito por rfsm, postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2007
Ricardo Summa
Presidente do Bradesco acredita que é consenso entre os economistas de que não é a taxa de juros alta a causa predominante para a valorização cambial. “Aliás, o atrativo para o investimento de curto prazo é decrescente. Há 13 meses a taxa Selic está caindo. Era de 14,75% em julho de 2006 e fechou em 11,5% em julho último. E a perspectiva é que a trajetória declinante permaneça.”
Já foi discutido antes que o diferencial de juros entre Brasil e EUA é demasiado elevado. E também já foi discutido o fato de que a valorização cambial foi muito maior no Brasil que em outros países.
Contrariando o suposto consenso, acreditamos que é o diferencial de juros e as expectativas de que ele durará por grande tempo as verdadeiras causas de tamanha valorização. Afinal, os especuladores estão apostando na queda do dólar porque esperam que por um bom momento haverá diferencial de juros elevados.
Talvez a frase melhor seria: é um consenso entre economistas de banco que a alta taxa de juros não é a causa predominante para a valorização cambial.











6 dEurope/London agosto, 2007 as 12:18 pm
Esse concenso se reforça pelo fato do Bradesco ter tido o maior lucro dos bancos privados nos últimos 20 anos no primeiro semestre de 2007. Neste prisma (do lucro dos rentistas) a política econômica é perfeita e a taxa de juros deve continuar o mais alta possível.