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Blog do Desemprego Zero

A Economia Política da Integração Financeira e da Privatização na América Latina

Escrito por Gustavo, postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Carlos Medeiros 

Segundo o Professor Carlos Medeiros, a desmontagem do Estado a favor dos mercados e a colocação das decisões privadas como mais benéficas à sociedade do que as decisões públicas foi vendida pelos economistas e mídia em geral como um corolário inevitável da democracia e da melhor distribuição de renda. Essa idéia foi a origem da longa crise que o neoliberalismo nos meteu a partir do final dos anos 80.

Os processos de abertura financeira e de privatização constituíram em geral numa reorganização das relações entre o estado e o  mercado favorecendo o capital financeiro.

Ainda que possuam autonomia e dinâmicas próprias, a abertura financeira e a privatização afirmaram-se como processos articulados por dois mecanismos principais.

Em primeiro lugar pela livre entrada de fluxos financeiros e de investimento externos nos processos de privatização, em segundo lugar como forma de atração decapitais financeiros de residentes nacionais para ativos a serem privatizados.

Mas,sobretudo, porque a busca de uma estratégia deflacionista e de combate ao gasto público revelava-se simultaneamente uma estratégia favorável aos bancos e investimentos financeiros em geral bem como aos demais detentores de riquezas através de lucrativas operações de privatização.

Na América Latina, tal como se deu nas economias socialistas da Europa Oriental,este processo assumiu uma natureza radical e ideológica. Este radicalismo, de certa forma correspondeu à vigência de processos hiperinflacionários em várias economias da região e,sobretudo, ao triunfalismo dos novos “money doctors” das agencias internacionais formados pelos economistas mais prestigiosos da academia americana de elite e dos seus disciplinados discípulos latino-americanos.

Mas a força das novas idéias sobre a construção de um novo paradigma e modelo fortalecia-se principalmente dos interesses gestados ao longo dos anos 80 em particular dos interesses do capital financeiro sobre a estabilidade da taxa de cambio e sobre a necessidadede limitar e subordinar o estado às decisões privadas.

Este último aspecto assumiu particular destaque na mídia e na sociedade civil emgeral. Associou-a estranha idéia de que o estado desenvolvimentista era inequivocamente autoritário(associando arbitrariamente o autoritarismo dos militares anticomunistas do Brasil ou daArgentina dos 60s e 70s mas não o do Chile dos 70s) e favorecedor dos ricos (um discurso mais brasileiro do que argentino, devido a que neste país o desenvolvimentismo se deu comuma maior distribuição, fato genericamente omitido por seus críticos) responsável pela alta inflação e estagnação. 

Assim, a desmontagem deste estado a favor dos mercados e decisões privadas foi vendida pelos economistas e mídia em geral como um corolário inevitável da democracia e da melhor distribuição de renda. Estas associações, histórica, lógica epoliticamente insustentáveis afirmaram-se como senso comum, dando legitimidade às políticas liberalizantes e privatizantes.

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