Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Somos os campeões mundiais da taxa de juros real. E a diferença em relação aos outros “competidores” é muito grande, quase o dobro dos nossos hermanos argentinos, que já possuem uma taxa muito elevada comparado a outros países. Como já discutimos em posts anteriores, o BCB decide a taxa de juros soberanemente. O trabalhador é prejudicado por esta decisão ao mesmo tempo que se beneficiam os detentores de direitos sobre a riqueza corrente. O que assusta é o tamanho descompromisso da elite política com o mundo do trabalho expresso pela enorme taxa de juros. Mais uma medalha de ouro!


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Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Ricardo Summa
As transferências do governo para os rentistas (que recebem a taxa de juros) e para os trabalhadores aposentados (que viveram de salários) tem enorme influência na distribuição da renda entre as classes sociais.
Conforme visto em artigo anterior, os gastos com o pagamento de juros são consequência de política deliberada do BC em fixar a taxa básica em patamares altíssimos. Se por um lado o pagamento de juros é um gasto do governo, de outro ele é renda dos detentores de títulos. Como os detentores de títulos são, por definição, detentores de riqueza, a alta tranferência de renda do governo para essa classe que recebe juros de títulos públicos (a classe rentista) é uma política regressiva em termos de distribuição de renda.
A segunda parte da equação se fecha. Se a taxa de juros é sagrada e por determinação política se move lentamente, e como consequencia os gastos com o endividamento também são altíssimos, a lógica ortodoxa vai dizer que se deve cortar outros gastos. E justamente os gastos para aqueles que viveram de salários são o alvo da vez para serem cortados (Nova reforma da previdência).
Assim sendo, do ponto de vista da Economia Política e da distribuição da renda entre as classes socias, os imensos gastos com juros e a diminuição das tranferências para os aposentados refletem uma política de redistribuição de renda duplamente negativa por parte do Estado.
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Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Ricardo Summa
No primeiro semestre de 2007, os juros nominais somaram R$ 78,854 bilhões, ou 6,49% do PIB ou mais de 20% de toda arrecadação de impostos!!
Os gastos com juros são definidos pelo governo, pois o Banco Central define soberanamente a taxa básica – SELIC – e as taxas de juros de médio e longo prazo dos LTN seguem a taxa básica como foi demonstrado em artigo anterior.
Como sabemos, o Banco Central escolheu impor ao país a maior taxa de juros real do mundo e por isso os gastos com juros são também recordes mundiais.
Porém, o mais estranho é que pouco alarde é feito com relação a esse grande montante de gastos com juros, enquanto os gastos previdênciários são constantemente alvos de ataque. Muito estranho…
Primeiro, não há um déficit na previdência, como demonstrou a Profa. Denise Getil (ver texto). Afinal, as receitas previdenciárias são previstas pela constituição. Mesmo assim, dentro do argumento ortodoxo, para todo o ano de 2007, o suposto déficit da previdência é de R$ 45 bi. Como os recursos são previstos por lei, não é necessário cortar gastos para arcar com as transferencias previdênciárias.
Por outro lado, os gastos com juros, definidos autonomamente pelo Banco Central, e em um montante muito maior do que o suposto déficit previdenciário, aumentam velozmente mês a mês levando a Secretaria do Tesouro (pela lógica ortodoxa) a cortar outros gastos. Para formalizar esse processo criaram o supérávit primário, que é uma meta de adminitração do orçamento público que coloca o pagamento de juros como prioridade absoluta. Para pagar juros, eles exigem que se corte gastos em educação, saúde e até em segurança nos aeroportos. Obviamente tal corte de gastos são desastrosos para o país. Esses cortes significam baixo nível de gastos sociais e em infra-estrutura, o que já foi frisado em outros artigos: Quem vai agora comemorar o Superávit Primário? e A crise aérea e o superávit
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Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Luiz Guilherme Piva – Economista e doutor em Ciência Política, diretor da Stratus Investimentos. (Gazeta Mercantil; 31/07/2007)
Apesar da baixa inadimplência no sistema, os spreads continuam no Olimpo. Com as reduções da taxa Selic, que caíram de 19,75% ao ano em agosto de 2005 para 11,5% ao ano neste mês, tem havido expansão do crédito na economia brasileira. Em dezembro de 2005, o total de créditos no sistema financeiro correspondia a 28,5% do PIB. Em maio último, chegou a 32% do PIB. Governantes e analistas almejam atingir o percentual de 50% do PIB em médio prazo.
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Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Janela fechada
GERALDO BIASOTO JR E JOSÉ ROBERTO AFONSO
FOLHA DE SÃO PAULO São Paulo, sábado, 28 de julho de 2007
Os autores aceitam a posição ortodoxa em termos de política fiscal, mas oferecem uma excelente e eficaz (apenas para grandes projetos) idéia para para “burlar” a equivocada contabilização de investimento em gasto corrente na contabilidade pública “moderna” (sobre esse equívoco clique aqui, ou aqui).
A solução dos autores é criar uma empresa estatal para gerir (e contabilizar) cada grande investimento que o governo realizar.
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Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2007
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Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Fábio Konder Comparato
Professor-titular da Faculdade de Direito na USP e membro do Conselho Federal da OAB.
A falta de um projeto para o Brasil faz com que a sociedade navegue ao sabor de crises anunciadas e governos onipotentes, diz o jurista
Flávia Tavares Folha de S. Paulo 29/7/2007
Hoje parecem viver em planetas distintos e remotos o viajante que dorme no chão do aeroporto e o político que dribla crises anunciadas. São personagens que não se falam. Vivem como estranhos num País sem projeto de futuro. Preocupado com esse estado de coisas, o jurista Fábio Konder Comparato decidiu ir à luta. Sua meta é aproximar instituições autônomas da sociedade, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ou o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), apostando que elas podem atuar como depositárias dos anseios da população. “Esse movimento deve impulsionar a reforma política de que o País precisa”
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Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2007
Taxa de juros de curto prazo e longo prazo (Ver Gráficos)
Ricardo Summa
Ideólogos do mercado propagam a idéia de que, por mais que o BC fixe a taxa básica de juros, as taxas de prazo mais longos são determinadas exclusivamente pelo mercado, que tem poder de travar uma “queda de braço” e pressionar o BC. No presente texto, defenderemos que o BC tem muito mais controle sobre o conjunto das taxas de juros do que os ideólogos advocam.
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