Por: Luciana Sergeiro
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, informou que o Brasil vai receber R$ 1,5 trilhão em investimentos no período de 2008-2011. A maior fatia será destinada à indústria e serviços, com R$ 627,1 bilhões, seguidos de perto pela construção residencial, com R$ 534,9 bilhões. Segundo a avaliação do presidente do BNDES, há a percepção de que o Brasil pode atravessar as tormentas que poderão vir, porque tem um mercado interno com um potencial enorme.
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e um dos vice-presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rodrigo Loures, presente à reunião, é interessante e positiva essa aproximação das ações do BNDES e do Ministério da Fazenda, mas afirma que os investimentos em infra-estrutura não têm a velocidade desejada.
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Publicado em: Valor Econômico
Por: Paulo de Tarso Lyra e Arnaldo Galvão
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que o Brasil vai receber R$ 1,5 trilhão em investimentos no período de 2008-2011. Segundo Coutinho, esses são os números “confiáveis e mapeados”, mas existe uma perspectiva de que esse montante chegue a R$ 2,36 trilhões no mesmo período. A maior fatia será destinada à indústria e serviços, com R$ 627,1 bilhões, seguidos de perto pela construção residencial, com R$ 534,9 bilhões. A apresentação feita por Coutinho mostrou que, entre 2004 e 2007, foram investidos no Brasil R$ 896 milhões nos mesmos setores
Coutinho, que abriu as apresentações da reunião do conselho, intitulada “Um Novo Brasil em Construção”, afirmou que esse bom resultado do país acontece independentemente da crise financeira do subprime americana, que completa um ano em agosto. Enquanto a crise das hipotecas retraiu a economia americana, no Brasil o BNDES teve crescimento de 30% nos projetos de investimento programados de 2008 a 2011. “Neste período, as decisões de investimento nem tremeram”, assinalou.
Segundo a avaliação do presidente do BNDES, há a percepção de que o Brasil pode atravessar as tormentas que poderão vir, porque tem um mercado interno com um potencial enorme. Ressaltou que os empresários estão confiando e investindo e o país tem um forte sistema financeiro. O diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Nery, disse que uma prova de que os empresários confiam no futuro do Brasil é o número de empregos com carteira assinada gerados nos últimos 12 meses, que ficou em torno de 1,5 milhão. “Carteira assinada era um elemento em extinção no cenário brasileiro. Essa reversão é uma clara aposta de futuro do empresariado nacional”, destacou Nery. Leia o resto do artigo »