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    Pela aliança do BNDES com o Tesouro a favor do crescimento

    Postado em 1 dAmerica/Los_Angeles Setembro dAmerica/Los_Angeles 2008

    Entrevista de Hélio Silveira, vice-presidente da Associação dos Funcionários do BNDES, a Rogério Lessa. O foco da entrevista está na associação estratégica entre Tesouro e BNDES para a concessão de financiamentos.

    Essa proposta foi inicialmente divulgada no jornal dos funcionários, Vínculo, e também publicado no Blog Círculo do Desenvolvimento. Caso queira participar do debate sobre esta associação clique aqui.

    Por: Rogério Lessa

    A partir da Teoria das Finanças Funcionais, do economista Abba Lerner, de que gasto público gera imposto, enquanto o investimento gera poupança, os funcionários do BNDES estão propondo a utilização de uma política monetária de longo prazo, comprometida com o desenvolvimento econômico, diferentemente da que vem sendo realizada pelo Banco Central (BC).

    Segundo o vice-presidente da Associação de Funcionários do BNDES (AFBNDES), Hélio Silveira, a estratégia inclui uma inédita parceria do BNDES com o Tesouro Nacional e liberdade total em relação à concessão de financiamentos.

    Ele iniciou a divulgação da proposta no jornal dos funcionários, Vínculo, em 31 de julho último, como explicou nesta entrevista exclusiva ao MM.

    “O BNDES poderia investir diretamente no aumento da capacidade produtiva. Isso porque a emissão monetária se daria ao término de cada fase de comprovação do aumento da capacidade efetivamente realizado, então a emissão se realiza no tempo, após a efetivação desse aumento da capacidade”, esclarece o economista.

    “Depois da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), se Keynes estivesse vivo, aqui no Brasil seria preso por malversação de recursos públicos”, ironizou.

    Como a dupla Tesouro/BNDES pode substituir a Tesouro/Banco Central?

    Estamos vendo a atuação da dupla Tesouro/Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) nos EUA, para tentar debelar a crise financeira, com emissão direta no meio circulante para tentar evitar a queda do nível de atividade e o do nível do emprego. Então, por que não, a atuação da dupla Tesouro/BNDES? Vemos vantagens, primeiro porque não há emissão direta, pois o BNDES, livre de restrições ao financiamento, poderia investir diretamente no aumento da capacidade produtiva. A emissão monetária se daria ao término de cada fase de comprovação do aumento da capacidade efetivamente realizado. Então, a emissão se realiza no tempo, após a efetivação desse aumento da capacidade. Enfim, seria uma política monetária de longo prazo, comprometida com o desenvolvimento econômico.

    Qual a base teórica dessa proposta?

    A Teoria das Finanças Funcionais, de Abba Lerner, mostra que desde Keynes o gasto público gera imposto, enquanto o investimento gera poupança. Nos EUA, em uma canetada e em pleno sábado, o Senado autorizou aumentar o déficit público em US$ 800 Bilhões (6% do PIB), para evitar o risco de “quebra” do sistema financeiro e de recessão. Leia o resto do artigo »

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    BNDES-TESOURO

    Postado em 20 dAmerica/Los_Angeles Agosto dAmerica/Los_Angeles 2008

    Por uma Política Monetária de Longo Prazo 

    Publicado em: Vínculo

    Por: Hélio Pires da Silveira (*)
          Gustavo Antônio Galvão dos Santos (*)

    Fernando Garcia

    Finalizamos o último “BNDES sempre!” afirmando que, ao contrário da dupla “Tesouro-Fed”, que atua sintonizada com os níveis da atividade econômica e o de desemprego nos EUA, aqui o Banco Central, de forma independente, foca sua atuação apenas na meta de inflação. Vemos, preocupados, que a utilização unicamente da elevação da taxa de juros de curto prazo, apreciando o Real, poderá prejudicar seriamente o balanço de pagamentos. Como contraponto, apresentamos a tese de que o BNDES, atuando em dupla com o Tesouro, e à luz das “Finanças Funcionais”, poderia agir, à semelhança do Tesouro-Fed, focado em metas de crescimento e desenvolvimento.

    Lembramos, no texto, que o Brasil seguiu, na década de 90, junto com outros países, os ditames do “Consenso de Washington”, e o resultado foram anos de baixo crescimento. Agora, contrariando as regras do “Consenso”, as autoridades norte-americanas agem como “segurador e emprestador de última instância”, cientes de suas responsabilidades de manter a higidez e solvabilidade do seu sistema financeiro privado, a despeito das críticas dos economistas ortodoxos. Em resumo, lembramos que, ao contrário da pregação liberal, de minimização da atuação do Estado, o mundo aprendeu desde os anos 30 “que só a intervenção conjunta do ‘Grande Governo’ e do ‘Grande Banco’, em outras palavras, da dupla Banco Central-Tesouro, corrige e segura os excessos das crises financeiras recorrentes, bem como mantém a Economia no rumo do pleno emprego”.

    Então, a partir da análise de nosso momento econômico, vemos que o governo não está aprendendo as verdadeiras lições que vêm do Norte.

    Nas horas críticas, o Estado e o Congresso norte-americanos autorizam gigantescas emissões monetárias, sem contrapartidas fiscais, para segurar as irresponsabilidades e excessos do sistema financeiro. Em suma, neste momento, deveríamos fazer o que eles fazem e não o que eles “recomendam” que façamos.

    Nesse contexto, onde vemos, preocupados, a atuação do nosso Banco Central voltado, apenas, para o curto prazo, sem nenhuma visão estratégica, nos sentimos na obrigação de lançar, ao debate, nossa tese de atuação conjunta BNDES-TESOURO, para atuação no médio e longo prazos, visando Desenvolvimento & Pleno Emprego.

    Finanças Funcionais

    (Para desenvolvermos a tese “BNDES-TESOURO - Por uma Política Monetária de Longo Prazo”, contamos com a colaboração de nosso colega Gustavo Antônio Galvão dos Santos, economista e Doutor em Finanças Funcionais pela UFRJ, que também participa do Conselho de Colaboradores do Círculo do Desenvolvimento e do Conselho Deliberativo da AFBNDES).

    Nossa preocupação é não perder a janela de oportunidade que o contexto nacional e internacional está nos oferecendo e não desperdiçar o crescimento que estamos vivenciando, que poderá ser abortado pela elevação dos juros. Isto só beneficia os “rentistas - detentores da dívida pública”, além de prejudicar o equilíbrio das contas externas. Por outro lado, nos preocupamos com o não aproveitamento das lições internacionais que estão minando a “fortaleza do pensamento ortodoxo” e que nos permitiriam avançar para uma verdadeira política de desenvolvimento, para o resgate da dívida social, e caminhar para o Pleno Emprego. Leia o resto do artigo »

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    Entenda, Aumento do Orçamento do BNDES

    Postado em 12 dAmerica/Los_Angeles Agosto dAmerica/Los_Angeles 2008

    É possível aumentar o orçamento do BNDES?

    Em artigo publicado por Hélio Pires da Silveira, vice-presidente da AFBNDES, ele diz que é possível sim, o aumento do orçamento do BNDES, desde que se faça uma atuação conjunta entre o Tesouro e o BNDES. Para entender melhor, segue o texto.

    Por: Hélio Pires da Silveira (*)

    Depois dos anos 90, em termos dos países em desenvolvimento, podemos resumir a história em dois grupos: aqueles que aceitaram e aqueles que rasgaram a cartilha do “Consenso de Washington”. Enquanto estes últimos crescem a altas taxas, como os asiáticos, em especial China e Índia, bem como alguns países sul-americanos, nós, assim como a Turquia, por exemplo, que fomos considerados “bons alunos”, com o “dever-de-casa” em dia, amargamos taxas de crescimento abaixo do potencial.

    O final da primeira década do século XXI, entretanto, não tem sido feliz para os paradigmas liberais, o “mercado” e todos os seus mecanismos de auto-regulação, como o acordo de Basiléia, as agências de “rating” e as seguradoras de crédito fracassaram diante da crise do subprime.

    No último dia 26 de julho, em pleno sábado, o Congresso americano aprovou um projeto de lei de US$ 300 bilhões para ajuda aos mutuários, em dificuldade, do sistema imobiliário privado americano, bem como ajuda financeira direta na Fannie Mae e Freddie Mac. O projeto prevê ainda a elevação do teto do déficit orçamentário em US$ 800 bilhões para US$ 10,6 trilhões (Pasmem! Déficit de 76% do PIB).

    A Fannie, criada como estatal na depressão dos anos 30, e a Freddie, fundada nos anos 70 com subsídios oficiais para massificar o financiamento imobiliário aos americanos, foram privatizadas na onda de desregulamentação dos anos 80, mas nunca deixaram de receber subsídios federais: juntas respondem por 40% dos créditos imobiliários do sistema. A função das duas era “securitizar”, ou seja, receber os créditos hipotecários do sistema privado para liberá-los para novos giros.

    Vemos, hoje, na atuação conjunta do Fed e do Tesouro Americano, a confirmação do que o economista Hyman Minsky, seguidor de Abba Lerner, e especialista nas recorrentes “bolhas especulativas”, dizia: no limite, é a intervenção do “Grande Governo” e do “Grande Banco” como seguradores de última instância que socorre o “mercado” e seus excessos, mas, infelizmente, pela necessidade de emissão para segurar o sistema, gera o combustível para a próxima “bolha”. Agora mesmo, especulamos se as emissões dos Grandes Bancos Centrais Mundiais, desde fins de 2007, para amenizar a crise sistêmica, já não estariam alimentando o componente especulativo da presente “bolha das commodities“. Leia o resto do artigo »

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    O BNDES sempre!

    Postado em 31 dAmerica/Los_Angeles Julho dAmerica/Los_Angeles 2008

    Hélio Pires da Silveira (*)

    Depois dos anos 90, em termos dos países em desenvolvimento, podemos resumir a história em dois grupos: aqueles que aceitaram e aqueles que rasgaram a cartilha do “Consenso de Washington”. Enquanto estes últimos crescem a altas taxas, como os asiáticos, em especial China e Índia, bem como alguns países sul-americanos, nós, assim como a Turquia, por exemplo, que fomos considerados “bons alunos”, com o “dever-de-casa” em dia, amargamos taxas de crescimento abaixo do potencial.

    O final da primeira década do século XXI, entretanto, não tem sido feliz para os paradigmas liberais, o “mercado” e todos os seus mecanismos de auto-regulação, como o acordo de Basiléia, as agências de “rating” e as seguradoras de crédito fracassaram diante da crise do subprime.

    No último dia 26 de julho, em pleno sábado, o Congresso americano aprovou um projeto de lei de US$ 300 bilhões para ajuda aos mutuários, em dificuldade, do sistema imobiliário privado americano, bem como ajuda financeira direta na Fannie Mae e Freddie Mac. O projeto prevê ainda a elevação do teto do déficit orçamentário em US$ 800 bilhões para US$ 10,6 trilhões (Pasmem! Déficit de 76% do PIB). Leia o resto do artigo »

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    O Desenvovimento do Brasil em III Atos

    Postado em 2 dAmerica/Los_Angeles Abril dAmerica/Los_Angeles 2008

    Helio Pires da Silveira-9-02-07

    Vice presidente da AFBNDES

    Somos Benedenses, portanto, fanáticos e comprometidos com o Desenvolvimento Nacional.

    Desenvolvimento se faz por vontade política, investir para criar e desenvolver a estrutura produtiva de uma nação se faz pela capacidade operativa de um povo, coordenada pelo conjunto de suas classes dirigentes. Leia o resto do artigo »

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    Estado Quebrado, o PAC e o Círculo de Giz

    Postado em 2 dAmerica/Los_Angeles Abril dAmerica/Los_Angeles 2008

    Helio Pires da Silveira -07-02-07

    Vice-Presidente da AFBNDES

    O Estado Brasileiro Quebrado

    A “Oligarquia Financista” tem um discurso facilmente assimilável pelo senso comum:

    “O Estado brasileiro está quebrado”;

    “O Estado gasta mais do que ganha”;

    “Como toda dona-de-casa, o Estado tem que equilibrar suas contas”;

    “Temos que cortar gastos para pagar a Dívida Pública”;

    ” A Previdência Social está quebrada e é uma das principais razões do déficit público”; e

    ” O ‘Estado quebrado e ineficiente’ tem que conceder os serviços públicos para o setor

    privado , já que não tem recursos: para a segurança pública, para as estradas, para a

    educação, saúde e saneamento”. Leia o resto do artigo »

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    CENTRO INTERNACIONAL CELSO FURTADO DE POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO

    Postado em 1 dAmerica/Los_Angeles Abril dAmerica/Los_Angeles 2008

    CURSO CELSO FURTADO – 1º SEMESTRE/2006

    TRABALHO FINAL

    “O NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO”

    HÉLIO PIRES DA SILVEIRA

    2006

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    Postado em Helio Pires da Silveira | Sem Comentários »

    O Déficit Público Brasileiro

    Postado em 1 dAmerica/Los_Angeles Junho dAmerica/Los_Angeles 2002

    Helio Pires da Silveira

    Economista - junho de 2002

    A economia mundial experimentou forte crescimento de 1950 a 1970. Os EUA, com sua forte economia desde o pós-guerra e a Europa e Japão com suas economias recuperadas após a injeção de recursos do “Plano Marshall” (diretamente do governo norte-americano) promoveram um forte crescimento mundial .

    Foi a “era de ouro” das políticas Keynesianas representada pela intervenção do Estado nos mercados e pela implementação de políticas sociais, saúde e educação criando o que veio a ser conhecido como a Economia do Bem- Estar Social (Welfare State) nos principais países europeus. Leia o resto do artigo »

    Postado em Deficit Público Seminário AFBNDES - Junho de 2002, Helio Pires da Silveira | 2 Comentários »