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    Entenda a atual crise financeira

    Postado em 13 dAmerica/Los_Angeles Outubro dAmerica/Los_Angeles 2008

    Por Celso Evaristo Silva

    Tirando a negligência dos agentes financeiros dos EUA na concessão de créditos hipotecários, a disseminação mundo afora dos “papéis podres”, a especulação desenfreada, a crença na infalibilidade das forças de mercado, a ingerência da política na economia, a ingerência da economia na política, o comportamento de manada dos pequenos e médios investidores, o comportamento de predador dos mega investidores, a omissão do governo Bush, a ação da política externa do governo Bush, a falta de liderança de Bush, a ganância dos bancos de investimento, a natureza acumulativa intrínseca ao sistema capitalista, a independência dos Bancos Centrais - em especial o americano, o comportamento de esfinge de Alan Greenspan (enquanto presidente do FED), a invasão dos hackers nos sistemas de informática dos bancos, a falta de controle e regulação do mercado financeiro, a visão de curtíssimo prazo predominante nos dias de hoje, o pouco conhecimento de Obama sobre política externa, o menor ainda de McCain sobre economia, a gravidez indesejada da filha da vice conservadora de McCain, as orelhas de abano do Obama, o mundo secreto das seguradoras de operações de crédito, o descolamento do mercado financeiro da economia real, o swap de ativos, o swing de casais, a utilização indiscriminada de futures contract, a volatilidade do mercado, os passivos descobertos, os ativos enrustidos, a crença inabalável nos fundos de hedge, a democratização do desejo de “se dar bem”, a ciranda financeira, a incompatibilidade dos métodos de apuração dos índices de inflação, a tirania do Pensamento Único, a conspiração dos Illuminati, os boatos, a crença no sindicalismo de resultado, o sonho (americano) da casa própria, a guerra do Iraque, a guerra do Morro do Alemão, a defesa do Vasco, a atuação dos market boys de Wall Street, o made in China, o julgamento ipso facto das agências classificadoras de risco - a la Seu Nonô, a pressão dos lobbies sobre o Congresso americano, a força da indústria petrolífera, a influência do complexo industrial-militar, o nepotismo (americano), a especulação com commodities, a atuação dos market players, o comportamento obsessivo-compulsivo do consumidor americano, a globalização do capital, a imigração indesejável de latinos no mercado americano, a farta utilização de mão-de-obra barata de imigrantes ilegais nos EUA, a descrença do cidadão comum na classe política, a agiotagem oficializada, a falta de percepção da falta de lastro dos papéis garantidores das operações futuras, a ideologia neoliberal, a falta de ética na política e no funcionamento do mercado, os fundamentalistas do partido republicano, os oportunistas do partido democrata, a insignificância dos independentes, o surgimento e estouro das bolhas, os balanços matraqueados, a alienação do homem comum, a interferência da mudança climática na produção de grãos, a atuação da mídia formadora e deformadora de opinião, a proliferação das escolas de negócios, o fantasma de 1929, e algumas outras variáveis aleatórias, a atual crise financeira mundial pode ser explicada e compreendida, na sua gênese, com a utilização de critérios rigorosamente técnicos e científicos.

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    ESTAMOS TODOS REFÉNS

    Postado em 22 dAmerica/Los_Angeles Setembro dAmerica/Los_Angeles 2008

     

    (*) Celso Evaristo Silva

     

    “A máquina ideológica que sustenta as ações preponderantes da atualidade é feita de peças que se alimentam mutuamente e põem em movimento os elementos essenciais à continuidade do sistema” (Milton Santos, in ‘Por uma outra Globalização’, pág.18 - Ed. Record, São Paulo, 2000).

     

    Patético, com gostinho de Quem mandou?, ver o Tio Sam injetar  hot money do contribuinte americano diretamente nas veias do cambaleante Shangri-La liberal de Wall Street. O Consenso de Washington perdeu-se nas brumas de um passado recente. As caras de ressaca mal curada do presidente Bush e de sua entourage econômica anunciando o “pacotasso” de US$ 700 bi dizem tudo(E olha, a quem veja nisso apenas o antepasto). De repente, não mais que de repente, os EUA deixaram de ser investment grade. Apesar disso, não devemos baixar a guarda nem deixar de procurar entender melhor a amplitude do tragicômico acontecimento histórico.

     

    O simbolismo impregnado na “ajuda” do governo americano ao esfarelado mercado financeiro, com certeza, é uma séria avaria na estrutura ideológica do neoliberalismo; por enquanto, ficamos por aí. Os últimos acontecimentos podem revelar apenas a ponta do iceberg da  estrutura do poder político econômico no mundo, gênese da atual crise, mas não seu funcionamento. Não que qualquer detentor de um mínimo de capacidade analítica já não ao menos desconfiasse de que quem manda, quem tem a hegemonia na economia mundial é o capital financeiro. Muitos tinham certeza; mas, uma coisa é saber, intuir, outra é ver diante de si a materialização irrefutável de nossas certezas e/ou desconfianças. Leia o resto do artigo »

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    Capitalismo e Liberalismo - contradições

    Postado em 10 dAmerica/Los_Angeles Setembro dAmerica/Los_Angeles 2008

    Celso Evaristo Silva*

    A idéia fundamental do liberalismo clássico é o “sagrado direito de propriedade privada”, assim entendido pelos adeptos dos pressupostos liberais. O livre mercado e a concorrência são elementos importantes para a existência do modo capitalista de produção e sua representação ideológica mais pura: a concorrência perfeita. Todavia, a essência do capitalismo não decorre de nenhum dos dois, são fatores necessários à sua existência porém não suficientes. A condição sine qua non é a propriedade privada dos meios de produção. Marx salientava em “O Capital” que para a plenitude do sistema capitalista seriam necessárias a interação dialética entre propriedade privada, o mercado e o trabalhador livre.

    Os teóricos do liberalismo defendem a propriedade privada dos meios de produção, o livre mercado e a liberdade individual, como os meios mais eficazes de reduzir a pobreza e sustentar o progresso das sociedades. Aliás, não só eles, também Marx defendia a tese de que o capitalismo desenvolvera sobremaneira as forças produtivas de muitas regiões do globo, e retirara sociedades arcaicas de sua letargia histórica.

    Segundo esses teóricos, a combinação dos três fatores estimulam os indivíduos a produzir e utilizar melhor os escassos recursos econômicos. O sentir-se dono de algo faz com que haja maior motivação para o trabalho e a produção. O empresário ou capitalista, no afã de acumular riqueza e reinvestir parte dela, atende as necessidades dos consumidores, tornando o sistema produtivo mais eficaz. O consumidor é entronizado no papel alvo primordial de todo processo de produção no sistema de livre mercado. Diante disso, este, ainda, seria o melhor meio de ordenamento econômico para o bem estar geral da população.

    Tanto do ponto de vista teórico quanto empírico, o livre mercado apresentaria, para os liberais, melhores resultados do que qualquer outro sistema, seja ele o intervencionismo keynesiano ou o socialismo, tal qual o conhecemos. Leia o resto do artigo »

    Postado em Celso Evaristo Silva | 1 Comentário »

    Categoria em Construção

    Postado em 9 dAmerica/Los_Angeles Novembro dAmerica/Los_Angeles 2006

    Desculpe,

    Esta categoria está em construção. Terá conteúdo em breve.

    Obrigado.

    Postado em Artigos Selecionados, Artigos de Opinião, Bruno Galvão dos Santos, Celso Evaristo Silva, Entrevistas, Glossário de Conceitos Teóricos, Gustavo Antônio Galvão dos Santos, Helio Silveira2, Jose Francisco Sanches da Silva, Leonardo de Moura Perdigão Pamplona, Oikos, Regras do Debate, Rogério Lessa, Sugestões para Debate, Textos para Debate | Sem Comentários »