Blog do Desemprego Zero

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Battisti versus Batista

Postado em 3 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009

(Publicado no Monitor Mercantil em 02/12/09)

 Paulo Metri - Diretor do Instituto Solidariedade Brasil

 Um descendente do ditador Fulgêncio Batista participava em Havana de uma organização clandestina que tinha como objetivo derrubar o governo de Fidel Castro, utilizando práticas terroristas. Foi visto, inclusive, em uma ação violenta buscando desestabilizar o regime, em que quatro pessoas morreram. Depois, testemunharam ter sido ele o responsável pelas mortes.

Batista foi preso, fugiu de Cuba, foi julgado e condenado, sem ser precisa a ordem dos fatos, e depois de muitas voltas, apareceu no Brasil, onde foi preso, pois havia um pedido para tal emitido pelo governo cubano. Logo depois, Cuba pediu a extradição ao governo brasileiro deste assassino comum, segundo o julgamento da Ilha. Obviamente, Batista é um personagem fictício com história bem parecida à de Battisti, só que passada em Cuba e, não, na Itália. Leia o resto do artigo »

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Dentro Sarney!

Postado em 8 dAmerica/Los_Angeles setembro dAmerica/Los_Angeles 2009

(Veiculado no Monitor Mercantil de 03/09/2009)  

Por Paulo Metri - Diretor do Instituto Solidariedade Brasil  

Chega! Cansei de me segurar! A grande mídia está, há mais de um mês, execrando o Sarney como o pior dos crápulas. Malham-no como a um Judas em praça pública. Desculpem-me todos os maranhenses, inclusive minha mãe, e o Jackson Lago pelo que vou dizer a seguir. Aliás, salvo engano, o Jackson tem se mantido reservado, neste momento, o que faz admirá-lo mais ainda, pois seria tão fácil chutar um cachorro ferido.

Sarney está longe de ser uma vestal. Quanto a ser um crápula, não sei se ele chega a estar nesta categoria. Contudo, tenho medo de queimaduras, por isso, não coloco minha mão no fogo por ele. Entretanto, este não é mais um artigo de pichação sobre ele. Por falar nisso, virou esporte nacional falar mal dele. Aquele que escondeu algo do Imposto de Renda, o dono de jornal que recebeu muito dinheiro para veicular matéria para ludibriar a opinião pública, aquele que corrompeu o guarda de trânsito e o guarda que foi corrompido, todos juntos malham o Sarney. Parece que este ato expia as culpas gerais. Leia o resto do artigo »

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Consulta a Madame Natasha

Postado em 28 dAmerica/Los_Angeles agosto dAmerica/Los_Angeles 2009

Fonte: Correio da  Cidadania 

Por Paulo Metri - conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros 

De vez em quando, consulto Madame Natasha, porque gosto do ambiente místico e é instigante vê-la tentar cruzar a barreira do intransponível. É como se eu comprasse um bilhete de loteria e ficasse esperando ganhar o grande prêmio.

Pois bem, meu dia chegou. Na última sessão, olhando sua bola de cristal, ela começou a dizer: “Vejo um auditório com tudo branco, desde o chão, tablado, cadeiras, mesa principal, luminárias, até as roupas de todos os presentes. O auditório está cheio e na mesa principal, de frente para a platéia, estão quatro senhores. Porém, o auditório está em um local aberto, sem paredes, no meio de um grande céu azul”.

A partir deste ponto, ela passou a repetir a conversa deles. Apresento a seguir minhas anotações sobre esta conversa, citando os personagens que foi possível identificar, pelos seus nomes próprios, graças ao tratamento usado entre eles. Leia o resto do artigo »

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Análise incompleta

Postado em 21 dAmerica/Los_Angeles agosto dAmerica/Los_Angeles 2009

Publicado no Jornal do Brasil de 21/08/09 

Por Paulo Metri - conselheiro da FEBRAE  

Lendo o artigo sobre o pré-sal do The New York Times de 17/08/09, constata-se a busca da manipulação da informação, através de análise incompleta e tendenciosa. Antes de qualquer outro comentário, os Estados Unidos são um dos países mais protecionistas do mundo. Por que o Brasil não consegue colocar álcool e outros produtos agrícolas no mercado americano? Por que os Estados Unidos só lutam pela queda das barreiras protecionistas dos produtos e serviços em que são competitivos? Por que o petróleo produzido nos EUA não pode ser exportado? Por que é proibido perfurar na plataforma da Costa Leste americana?

Os brasileiros devem exportar o petróleo do pré-sal, após o abastecimento interno, mas desde que seja produzido pela Petrobrás e deixe muitos tributos nos Tesouros federal, estaduais e municipais. A Petrobrás compra mais localmente, desenvolve tecnologia aqui, emprega mais brasileiros e investe mais no país. Ela conseguirá os financiamentos que precisa porque os bancos reconhecem bons negócios e empresas com capacidade de pagamento de dívidas. Portanto, o argumento da falta de recursos da Petrobrás não é verdadeiro. Leia o resto do artigo »

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Imprecisões do pré-sal

Postado em 6 dAmerica/Los_Angeles agosto dAmerica/Los_Angeles 2009

(Publicado no Jornal do Brasil de 02/08/09)  

Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira das Associações de Engenheiros  

Os prepostos das petroleiras estrangeiras repetem na mídia que, com o advento do pré-sal, a lei 9.478 não precisa ser mudada, bastando a alíquota da participação especial, cuja definição pode ocorrer por decreto do Executivo, ser aumentada. Esta lei tem satisfeito plenamente as petroleiras estrangeiras, pois elas recebem o petróleo que aqui produzem, o mandam para onde querem, compram plataformas, outros bens e serviços onde acham melhor, pagam pouquíssimos tributos ao Brasil, contratam desenvolvimentos tecnológicos nos seus países de origem e empregam alguns poucos trabalhadores no Brasil. Mas, estes prepostos não avisam que os usos da arrecadação estão na lei e, sem sua mudança, a destinação social que o Presidente Lula e a sociedade querem dar ao acréscimo de arrecadação não pode ser realizada.

O Ministro Lobão diz que não se pode entregar o pré-sal para a Petrobrás porque esta empresa, hoje, tem 60% de suas ações em mãos privadas. O cidadão comum imagina que, se a entrega ocorresse, 60% do petróleo do pré-sal passariam para os entes privados, o que não é verdade. As empresas entregam para seus acionistas dividendos, que, no caso da Petrobrás, correspondem a 25% do lucro, depois do pagamento de tributos e após a retirada das reservas. Os tributos são da ordem de 40% do lucro e as reservas variam de ano para ano, mas, são no mínimo 10% do mesmo. Assim, se as contas forem feitas, a parcela de dividendos que vai para os acionistas privados corresponde a somente 8% do valor do lucro antes do pagamento de tributos e da retirada das reservas. Leia o resto do artigo »

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Se correr, ele pega; se ficar, ele come; mas se mobilizar, é ele que se ferra

Postado em 28 dAmerica/Los_Angeles julho dAmerica/Los_Angeles 2009

Fonte: Correio da Cidadania

Por Paulo Metri 

Os ministros Lobão e Dilma vão aos Estados Unidos para uma reunião de executivos americanos e brasileiros, e para reuniões com autoridades americanas, incluindo o presidente Obama, com o tema principal dos debates sendo o pré-sal. Lembro, de pronto, que amigos me falam há anos sobre o Diálogo Interamericano, entidade com a qual as lideranças brasileiras submissas ao capital internacional, principalmente ao anglo-saxão, selam acordos antes de se candidatarem à Presidência da República, permitindo a elas ter acréscimos consideráveis em suas chances de vencer as eleições. Sempre achei que estes amigos tinham muito da “teoria da conspiração”, conceito exposto no filme de mesmo nome, em que o personagem principal via conspiração de grupos e países fortes em diversos atos e fatos. Hoje, começo a achar que existe a possibilidade de eles não estarem tão errados.

Mesmo que não haja a submissão criminosa e impatriótica citada, até porque ela seria um complô contra a sociedade brasileira, existe na atitude dos ministros, inquestionavelmente, um erro de prioridade e outro de entendimento sobre o que representa o pré-sal, ambos muito preocupantes. Erro de prioridade porque os ministros não explicaram, salvo engano, as novas medidas a serem tomadas com relação ao pré-sal para sindicatos, associações de funcionários, federações sindicais, centrais de trabalhadores e nem para nenhum movimento social. A classe trabalhadora e os movimentos sociais não precisam ser ouvidos, segundo os ministros? Pensam eles que estes grupos não têm para onde correr em 2010? Leia o resto do artigo »

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A truncada história do pré-sal

Postado em 23 dAmerica/Los_Angeles junho dAmerica/Los_Angeles 2009

Por Paulo Metri 

Quando um artigo sobre assunto relevante diz frases não-precisas, sou compelido a escrever para o veículo de mídia que o publicou. O artigo “A verdadeira história do pré-sal” foi publicado no Estadão do dia 08/06/09, cheio de imprecisões, no meu entender. Neste caso, se eu as contar para o editor, não as verei publicadas, talvez porque ele não concorda com minha posição ou, simplesmente, ele não quer usar o jornal para divulgar outro pensamento.

Tampouco tenho a mínima esperança de convencer este editor. Tenho o desejo, sim, de contar como estão buscando truncar a verdade para conquistarem os desavisados, e tento avisar estes últimos. Leia o resto do artigo »

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Petrobrás versus Petrosal

Postado em 4 dAmerica/Los_Angeles junho dAmerica/Los_Angeles 2009

Fonte: Correio da Cidadania 

Por Paulo Metri*  

Neste momento, existe muita discussão sobre o que fazer com os blocos não licitados do pré-sal, travada em jornais, televisões, rádios, mídia alternativa, seminários, reuniões etc. Uma corrente advoga que eles devem ser entregues, sem licitação, para a Petrobrás. Outra, para uma nova empresa a ser criada, com todo capital pertencente à União, que será chamada, aqui, de Petrosal.

A corrente das petroleiras estrangeiras busca convencer que nada deve ser modificado na lei 9.478, principalmente, a entrega do petróleo a quem o produz, que significa a entrega do lucro extraordinário gerado por ele e da arma geopolítica que ele representa. Assim, os blocos do pré-sal devem ser leiloados, segundo propalam as empresas estrangeiras, usando o mesmo “modelo de sucesso”. Em compensação, elas acham que deve ser editado um decreto do Executivo aumentando a alíquota da participação especial para o pré-sal, significando reconhecerem a baixa taxação sobre a produção de petróleo, existente, hoje, no Brasil. Esta proposta não pode ser levada a sério, por várias razões, mas tem uma que elimina qualquer boa vontade de analisá-la. Se ela for aprovada, o presidente Lula e toda a sociedade podem esquecer a intenção de remeter recursos para a educação, a saúde, o combate à pobreza etc, à medida que os “usos” da arrecadação do petróleo são definidos na lei 9.478, que não contém os novos destinos, e, segundo foi apregoado, a lei não pode ser modificada. Leia o resto do artigo »

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