Postado em 21 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por Paulo Passarinho
Pensar o que nos espera em relação ao próximo ano que se avizinha, nos obriga a refletir sobre o que ocorreu em 2009.
Ao final do ano passado, vivíamos o impacto dos sintomas mais agudos da crise financeira global, que já havia se manifestado desde o segundo semestre de 2007.
Naquele ano, a ação coordenada dos bancos centrais dos Estados Unidos, da União Européia e do Japão deteve os efeitos mais fortes de uma crise que já era prevista por muitos. Contudo, um ano depois, em setembro do ano passado, as fortíssimas injeções de crédito na economia e de ajuda financeira a empresas não foram suficientes para evitar medidas que se fizeram necessárias, como a estatização de grandes bancos na terra de Tio Sam e na Inglaterra, berços esplêndidos do pensamento econômico liberal. Além disso, o banco de investimentos Lehman Brothers quebrou, surpreendeu ao chamado mercado com seu pedido de concordata e arrastou consigo inúmeras empresas da economia real e outras instituições financeiras. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo Medeiros
Publicado no Monitor Mercantil de 17/12/09
O processo de desenvolvimento econômico é complexo. Sabe-se, entretanto, que ele não pode ser atingido sem investimentos produtivos e estes, por sua vez, estão entrelaçados às atividades de engenharia. Contabiliza-se que para cada milhão de dólares investidos há a necessidade de se agregar pelo menos um novo profissional de engenharia.
Nesse sentido, preocupa-nos o fato de que apenas 5% dos concluintes de cursos de graduação no Brasil sejam de engenharia. A média dos países da OCDE é de 14%. Na Coréia do Sul essa média é de 25% e na Rússia, 18%. O Brasil forma 1,6 engenheiros para cada 10 mil habitantes ao passo que os chineses, 4,6. Para as pessoas que esperam competir por preços com os chineses o recado é claro.
Dados da OMC expõem um quadro merecedor de reflexões. Algo entre 55% e 75% das exportações dos países mais desenvolvidos e dos tigres asiáticos é oriundo de três indústrias: metal-mecânica, química e eletroeletrônica. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por Luís Nassif
Um dos grandes desafios tecnológicos brasileiros será o de manter a liderança dos carros flex, mas não perder a próxima onda tecnológica, a do carro elétrico.
O trabalho “Carro elétrico, a revolução geopolítica e econômica do século XXI e o desenvolvimento do Brasil”, de Gustavo Antônio Galvão dos Santos, Bruno Galvão dos Santos, Rodrigo Loureiro Medeiros e Roberto Pereira D’Araújo - os dois primeiros economistas do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico s Social), o terceiro professor de engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo, a o quarto engenheiro eletricista - tenta responder a esse desafio.
A indústria automobilística é ponto central da indústria meta-mecânica, onde se concentram 70% das inovações e das exportações mundiais de manufaturas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por Adriano Benayon *
Em recente artigo, “País Ocupado”, historiei a tomada do espaço econômico brasileiro por transnacionais, sediadas na maioria em países hegemônicos (EUA e Reino Unido) e em seus associados menores (Alemanha, Japão, França etc.).
Para fazer aceitar como natural e vantajosa a entrada de investimentos estrangeiros, os donos do poder mundial comandam, há mais de século, intensiva lavagem cerebral realizada por prestigiosas universidades e centros de estudos, que sustentam financeiramente, afora a grande mídia.
Bem analisada e compreendida, a realidade deveria desiludir os crentes nessa propaganda enganosa, exceto os bloqueados emocionalmente e os que fazem meio de vida da louvação às transnacionais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por Marli Olmos
Do Valor (11/12/09):
Chevrolet Volt, exposto no American International Auto Show: a General Motors renova ambições com seu carro elétrico, depois da experiência frustrada de 1996
Como numa trama policial, no filme “Quem Matou o Carro Elétrico?” buscam-se culpados pelo desaparecimento do EV (”electric vehicle”), um automóvel movido a baterias que de fato chegou a ser produzido pela General Motors e vendido na Califórnia em 1996. O documentário aponta quatro suspeitos pelo “assassinato”: as companhias petrolíferas, por motivos óbvios; a indústria automobilística, que estaria mais interessada nos lucrativos carrões movidos a combustão; as baterias, que, além de caras e pesadas, limitavam a autonomia; e o próprio consumidor, que, menos envolvido com a causa ambiental na época, não estava disposto a pagar por um veículo mais caro.
Lançado em 2006, o filme americano causou polêmica por exibir testemunhos de consumidores, políticos, ambientalistas e dirigentes das montadoras. Nos dias de hoje, no entanto, se alguém se interessasse em produzir um filme sobre o mesmo tema a história seria outra. O veículo movido a eletricidade certamente ganharia papel de herói, em substituição ao vilão do motor poluente, acusado como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
(Publicado no Monitor Mercantil em 02/12/09)
Paulo Metri - Diretor do Instituto Solidariedade Brasil
Um descendente do ditador Fulgêncio Batista participava em Havana de uma organização clandestina que tinha como objetivo derrubar o governo de Fidel Castro, utilizando práticas terroristas. Foi visto, inclusive, em uma ação violenta buscando desestabilizar o regime, em que quatro pessoas morreram. Depois, testemunharam ter sido ele o responsável pelas mortes.
Batista foi preso, fugiu de Cuba, foi julgado e condenado, sem ser precisa a ordem dos fatos, e depois de muitas voltas, apareceu no Brasil, onde foi preso, pois havia um pedido para tal emitido pelo governo cubano. Logo depois, Cuba pediu a extradição ao governo brasileiro deste assassino comum, segundo o julgamento da Ilha. Obviamente, Batista é um personagem fictício com história bem parecida à de Battisti, só que passada em Cuba e, não, na Itália. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Paulo Passarinho
Encerrei o meu último artigo nesse espaço - onde me reportei à sessão da CPI da Dívida Pública em que estive presente na Câmara Federal - manifestando o meu espanto com a demonstração de fragilidade dada por Armínio Fraga. O ex-presidente do Banco Central, na ocasião, explicou aos parlamentares que, frente ao jogo duro do mercado, para aceitar rolar a dívida da União, em 2001 e 2002, não restou alternativa que não fosse atender o apetite e voracidade dos agentes financeiros por mais juros, cláusulas cambiais e prazos mais curtos de vencimento para os títulos do governo.
Rigorosamente, não se trata de debilidade da autoridade monetária de então, conforme ironicamente insinuei. Uma das principais características observada no comando da política econômica do país, já há muitos anos, e independentemente do presidente de plantão, é o absoluto controle exercido pelo sistema financeiro sobre os cargos de direção do Banco Central, o verdadeiro lócus decisório dos rumos do país em termos econômicos. Neste artigo já mencionado, lembrei, por exemplo, que desde 1988 iniciou-se um processo de desmontagem de todas as restrições à livre movimentação de capitais no Brasil, aparentemente de forma absolutamente ilegal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dAmerica/Los_Angeles dezembro dAmerica/Los_Angeles 2009
Por CÉSAR BENJAMIN
Da Folha (02/12/09):
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres. Leia o resto do artigo »
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