Governo intervém nas empresas de Wagner Canhedo e assume gestão da Viplan

23 de dezembro de 2013 at 17:39

O GDF alega que o empresário tem colocado obstáculos ao repasse das linhas para as empresas vencedoras da licitação pública do novo sistema de transporte coletivo.

 

Enfim, deram um “jeitinho” de o governo assumir as dívidas de empresas de ônibus. Matéria tirada do Correio Braziliense:

 

 

O governo decidiu intervir nas empresas de ônibus da família de Wagner Canhedo Filho. Em uma operação que reuniu policiais civis e militares, e funcionários da TCB e da Secretaria de Transportes, o GDF assumiu a gestão da Viação Planalto (Viplan), da Condor e da Lotáxi na manhã desta segunda-feira (23/12). A ação foi na garagem central do grupo, onde funciona a administração, no Guará, na EPIA Sul. As empresas comandam hoje 214 linhas e 744 ônibus, o equivalente a cerca de 30% do mercado no Distrito Federal.

A notificação foi entregue pelo presidente da TCB, Carlos Alberto Koch a Wagner Canhedo Filho, que administra as empresas da família. O empresário se disse surpreso com a ação. O governo esperou os ônibus começarem a rodar para não prejudicar a população. O governador Agnelo Queiroz e o vice Tadeu Filippelli explicarão a intervenção ainda nesta manhã  em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti.

O GDF alega que o empresário Wagner Canhedo Filho tem colocado obstáculos ao repasse das linhas para as empresas vencedoras da licitação pública do novo sistema de transporte coletivo. Outro motivo para justificar a operação é a baixa qualidade do serviço prestado pelas empresas à população. Canhedo arrecada cerca de R$ 800 mil diariamente com a operação dos ônibus.

A intervenção nas empresas de Canhedo será feita nos mesmos moldes da operação do governo realizada em fevereiro, para assumir a gestão das empresas de ônibus do Grupo Amaral. O GDF alega que Canhedo resiste a demitir os funcionários. Sem a dispensa das equipes, as empresas ganhadoras da licitação não podem contratar motoristas e cobradores para colocar os veículos em circulação. A intenção do GDF com a intervenção é demitir os servidores, pagando os direitos trabalhistas, para que eles sejam recontratados posteriormente.

Em fevereiro, o GDF assumiu as três empresas do Grupo Amaral (Rápido Brasília, Viva Brasília e Rápido Veneza), que estavam sob risco de paralisar os serviços prestados aos passageiros da região Norte da capital. O grupo, ligado ao ex-senador Valmir Amaral, era responsável por cerca de 10% do mercado brasiliense. À época, a Sociedade de Transportes de Brasília (TCB) ficou responsável pela parte operacional. O governo teve de investir mais de R$ 35 milhões na compra de combustível e outros insumos, como pneus, além de recuperar metade dos ônibus das empresas, que estavam sem condições de circulação.

A decisão sobre a intervenção no Grupo Canhedo vem sendo articulada há algum tempo pelo GDF. Quando houve a intervenção no Grupo Amaral, o governador Agnelo Queiroz (PT) já tinha mandado um recado claro. Ele disse que uma nova intervenção “depende muito mais das empresas do que do próprio GDF. A obrigação das permissionárias é cumprir os contratos. O GDF não vai se furtar a tomar as providências”.

 

 

Vale a pena conferir no site, pois além de uma reportagem em vídeo, há também os comentários. Veja tudo aqui.

 

E para completar, uma outra reportagem, onde o próprio governador Agnelo diz que “intervenção nas empresas da família Canhedo é histórica”.

Descaso com o transporte público gera transtornos em Sobradinho/DF

19 de dezembro de 2013 at 02:25

No começo da manhã de quarta feira (18 de dezembro) um ônibus causou problemas na pista que liga Sobradinho I, II, e Planaltina, ao Plano Piloto, em Brasília. Gerando um engarrafamento que testou a paciência dos motoristas (eu mesmo fiquei preso por mais de 1 hora, em um pequeno trecho de pouco mais de 1 km). O ônibus derrapou e caiu de uma ribanceira.

 

Segue o link da matéria: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/12/18/interna_cidadesdf,403982/acidente-com-onibus-complica-o-transito-na-descida-do-colorado.shtml

 

 

Obviamente, com um transporte público melhor, que engloba metrô e um número maior de ônibus (e com capacidade para mais passageiros), o engarrafamento quilométrico não teria se formado, pois consequentemente haveria um número menor de veículos na pista.

 

E por falar em ônibus maiores, me lembro do ônibus articulado que vi em Brasília ontem. Ele era enorme. Com quase o dobro do tamanho de um ônibus normal. E tinha cerca de 10 pessoas dentro. Me pergunto: por qual razão os ônibus maiores são deixados (normalmente) para linhas com menor volume de passageiros, enquanto aquelas linhas que levam dezenas e dezenas de trabalhadores e estudantes, apertados como sardinhas, sofrem com os ônibus de menor capacidade?

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