Sobre Paes, a perimetral e a CCR
Por Rennan Martins
Ontem, durante chegada ao Rio de Janeiro, assisti uma aula de como não gerenciar o transporte público de uma cidade. Aterrissamos no aeroporto Santos Dumont por volta das 16:45 e normalmente me dirigiria ao ponto mais próximo a fim de tomar o ônibus que me deixaria em Niterói, não foi possível. A derrubada da perimetral, em nome da especulação imobiliária feita pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) mudou todo o itinerário do transporte.
Conversei com um guarda de trânsito da prefeitura que me informou que os coletivos que se dirigem a Niterói, que passavam na Avenida General Justo foram transferidos, se eu quisesse pegar o mesmo transporte deveria me dirigir a 1º de março, altura da Candelária. Disso temos que, alguém que trabalhe nas redondezas e more em Niterói, deve passar a andar mais de 2 km para tomar o mesmo ônibus se não quiser gastar ainda mais.
Decidi me encaminhar as barcas, e então assisti mais desrespeito com o cidadão. O sistema Riocard estava fora do ar, e os usuários que precisassem recarregar naturalmente não poderiam fazê-lo, só que além disso, não tinham direito a pagar o valor de R$ 3,10 previsto, deveriam pagar a integral de R$ 4,50, ou seja, uma falha da CCR é coberta não pela empresa e sim pelo usuário. Conversei com os funcionários do guichê que “não souberam” me informar quanto tempo o sistema já se encontrava inoperante. Mas posso assegurar que na chegada a Niterói ainda não havia sido restaurado, abaixo o registro:

Considerando que em 2012 as barcas tiveram uma média de 104 mil passageiros diários segundo o governo do estado, podemos fazer conjecturas. Se 1% dos passageiros tiveram de pagar 45% a mais que o previsto, temos que R$ 14.560,00 a mais foram para os cofres da CCR porque eles não mantiveram o sistema.
Só numa cidade que é pensada para favorecer um seleto grupo empresarial podemos conceber que a má gestão é lucrativa.
