CABRAL, CASAGRANDE E AGNELO CONTINUAM FAVORECENDO EMPRESAS

23 de janeiro de 2014 at 23:08

Cabral, Agnelo e Casagrande

A pressão popular em torno da pauta do transporte público sobre os governantes é forte neste ano que inicia. Visando evitar qualquer atrito com a população na tentativa de garantir prestígio político, os governos de estados como Brasília, Rio de Janeiro e Espírito Santo tem tomado providências duvidosas para garantir a estabilidade dos preços das passagens.

A despeito do próprio documento que requereu e aprovou a CPI do Transporte Público no Senado ter observado que os subsídios às empresas de ônibus: “têm sido dados com fim muito mais de elevar o lucro dos empresários do que de promover uma redução proporcional da tarifa”, e da nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatar aumento de 67% acima da inflação no preço da passagem no período entre 2000 e 2012, os governadores das três cidades citadas continuaram a favorecer as empresas.

Como já noticiado anteriormente aqui mesmo, o GDF concedeu uma indenização bilionária ao setor em um decreto repleto de ilegalidades no dia 27 de junho do ano passado. Os governadores do Rio de Janeiro e Espírito Santo tem seguido a mesma linha de atuação, a de desfavorecer o público de maneiras menos alarmantes, mantendo a caixa preta do transporte público intacta.

O governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), por meio do decreto 44.568, desonerou em 50% do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos (IPVA), todas as empresas de ônibus do estado na última terça dia 21. Com isso o montante que as empresas deixarão de pagar é de R$ 36 milhões.

Enquanto isso, no Espírito Santo o também governador Renato Casagrande (PSB) tomou medida similar, e no último dia 09 aumentou em R$ 2,5 milhões mensais o subsídio ao sistema de transporte do estado, o Transcol. Este aporte de recursos será somado aos R$ 5,83 milhões já pagos, totalizando RS 8,33 milhões.

Os indícios de ilegalidades e irregularidades apontados no requerimento da CPI são completamente ignorados pelos governadores citados que continuam aumentando o aporte de dinheiro público, único meio de manter a passagem no preço atual em suas concepções.

A impressão que passam aos mais atentos é a de que estão alheios ao que ocorre no cenário nacional e permanecem fazendo a velha política de favorecimentos aos poderosos.