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	<title>Blog do Rogério Lessa &#187; política</title>
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	<description>Liberdade, igualdade e fraternidade.</description>
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		<title>Cresce insatisfação da base aliada</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 21:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Peres &#124; Valor BRASÍLIA - Senadores governistas reforçaram o discurso de que o Palácio do Planalto precisa ficar atento aos recados emitidos pela base parlamentar aliada no Congresso em um momento de insatisfação generalizada. Fonte: http://www.valor.com.br/politica/2572670/governistas-reforcam-alerta-sobre-insatisfacao-da-base-aliada &#160; As súbitas trocas nas &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/15/cresce-insatisfacao-da-base-aliada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<pre>Por <strong>Bruno Peres | Valor</strong></pre>
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<p><strong>BRASÍLIA </strong>- Senadores governistas reforçaram o discurso de que o Palácio do Planalto precisa ficar atento aos recados emitidos pela base parlamentar aliada no Congresso em um momento de insatisfação generalizada.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.valor.com.br/politica/2572670/governistas-reforcam-alerta-sobre-insatisfacao-da-base-aliada">http://www.valor.com.br/politica/2572670/governistas-reforcam-alerta-sobre-insatisfacao-da-base-aliada</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As súbitas trocas nas lideranças do governo no Senado e na Câmara ainda ecoam nos corredores do Congresso. “Eu acho que a presidente Dilma está certa ao não aceitar imposições, pressões, ao tentar criar um novo momento entre Executivo e Legislativo”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).</p>
<p>“Agora, ela tem que se aproximar mais de deputados e senadores. Esse recado está sendo dado”, disse. Lindbergh defendeu a substituição de Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM) na liderança governista do Senado. “Em relação aos cargos eu acho que ela está certa com esse endurecimento, mas tem que flexibilizar nessa questão pessoal”, disse Lindbergh. Para ele, é necessária uma aproximação com viagens aos redutos eleitorais dos parlamentares, por exemplo.</p>
<p>A avaliação foi feita um dia após o ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) dizer, em discurso, que “a base do governo está sentindo um gosto de certo azedume” e que “o diálogo precisa ser reaberto”. Collor discursou evocando a “experiência” de “quem, exercendo a Presidência da República, desconheceu a importância fundamental do Senado e da Câmara dos Deputados para o processo democrático e de governabilidade”. Em sua versão, Collor disse que um processo de desestabilização política levou ao impeachment do mandato.</p>
<p>“Não vejo com tanta tranquilidade, como alguns estão vendo, essa transição e essa mudança de lideranças. Não enxergo assim. Gostaria de estar errado, mas é um momento extremamente delicado”, disse Collor, ontem, em um aparte no plenário do Senado ao discurso do ex-líder Romero Jucá. “É fundamental que o Planalto ouça esta Casa e ouça a Casa ao lado”.</p>
<p>O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) considerou que o ex-presidente foi “extremamente humilde” ao reconhecer em seu discurso “o que ele sofreu na própria pele”. Na avaliação de Eunício, “foi uma fala importante, de alerta”. “Ele estava ali de espírito desarmado, dando um testemunho de como essa relação com o Congresso e com o governo ela é importante e deve ser harmoniosa, que deve se procurar ter uma relação de respeito mútuo”, disse Eunício.</p>
<p>A dificuldade nas relações entre Executivo e Legislativo foi agravada na semana passada com a derrubada, no plenário do Senado, da recondução do engenheiro Bernardo Figueiredo, uma indicação pessoal da presidente Dilma Rousseff, à direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).</p>
<p><em>(Bruno Peres | Valor)</em></p>
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		<title>Governo pune Paraná por causa da posição adotada no Senado</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 21:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcos Chagas, Repórter da Agência Brasil Brasília &#8211; O governo não vai retomar as negociações com o PR enquanto a bancada no Senado mantiver a postura de oposição tomada na quarta-feira (14). A informação é do líder do governo no Senado, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/15/governo-pune-parana-por-causa-da-posicao-adotada-no-senado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<ul>
<li>Marcos Chagas, <em>Repórter da Agência Brasil</em></li>
</ul>
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<p>Brasília &#8211; O governo não vai retomar as negociações com o PR enquanto a bancada no Senado mantiver a postura de oposição tomada na quarta-feira (14). A informação é do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), que disse ter sido &#8220;surpeendido&#8221; pelo anúncio da bancada de sair da base aliada.<span id="more-664"></span></p>
<p>&#8220;Não dá para conversar nesses termos [ir para oposição por tratamento dispensado ao partido pelo Executivo]. Estamos nos esforçando, mas com o clima posto pelos senadores [do PR], eu não tenho mais autoridade para continuar com essas tratativas&#8221;, disse o líder. Eduardo Braga acrescentou que conversou com o líder do partido, Blairo Maggi (MT), na quarta-feira pela manhã e acabou sendo surpreendido pela postura da bancada anunciada no fim do dia. &#8220;Tínhamos tratativas em andamento&#8221;, disse.</p>
<p>Braga disse, ainda, que procurará Blairo Maggi para uma conversa. Segundo ele, o líder do PR &#8220;não deixou portas fechadas&#8221; para uma retomada das negociações sobre um eventual espaço do partido na Esplanada dos Ministérios. Essa é a maior reclamação da bancada rebelada. Maggi lembrou hoje que o PR conversou por nove meses com o governo, depois de perder o Ministério dos Transportes, sem qualquer retorno.</p>
<p>Tido por adversários como uma pessoa autoritária, o novo líder do governo deixou claro que sempre foi &#8220;firme e duro&#8221; em suas conversas. Entretanto, destacou que sabe ser humilde e pedir desculpas. &#8220;Tenho consciência das minhas limitações, mas também sei dizer não&#8221;. Eduardo Braga disse que no exercício da função de líder pretende agir com total lealdade para com a presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p>Sobre as relações entre o PMDB e o PT, os dois maiores partidos aliados do governo no Congresso, o parlamentar reconheceu que jamais haverá total alinhamento de posições. Ele comparou as relações partidárias com o relacionamento de marido e mulher, quando nem sempre ambos comungam do mesmo pensamento. Entre os peemdebistas, Braga disse que existe um movimento de pacificação interna em andamento. &#8220;O PMDB tem grande responsabilidade no governo e na governabilidade. Somos governo, temos o cargo de vice-presidente ocupado por Michel Temer&#8221;.</p>
</div>
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		<title>Operários, tela a óleo de Tasila do Amaral</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 23:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Antunes, para o Jornal dos Economistas I. A década de ouro O objetivo deste artigo é compreender por que vem ocorrendo uma relativa desmobilização da sociedade brasileira e, em particular, dos organismos de representação da classe trabalhadora? As respostas &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/13/operarios-tela-a-oleo-de-tasila-do-amaral/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Antunes, para o Jornal dos Economistas</p>
<p>I. A década de ouro</p>
<p>O objetivo deste artigo é compreender por que vem ocorrendo uma relativa desmobilização da sociedade brasileira e, em particular, dos organismos de representação da classe trabalhadora? As respostas são complexas e nos remetem aos ciclos das lutas travadas nas últimas décadas no Brasil.</p>
<p>Poderíamos começar lembrando que, ao longo dos anos 1980, o Brasil esteve à frente das lutas sociais e sindicais, mesmo quando comparado com outros países avançados. A criação do PT em 1980, da CUT em 1983, do MST em 1984, a luta pelas eleições diretas em 1985, a eclosão de quatro greves gerais, a campanha da Constituinte, a promulgação da Constituição em 1988 e, finalmente, as eleições de 1889 são exemplos vivos da força das lutas daquela década. Houve avanços significativos na luta pela autonomia e liberdade dos sindicatos em relação ao Estado, através do combate ao Imposto Sindical, à estrutura confederacional, cupulista, hierarquizada e atrelada, instrumentos que se constituíam em alavancas utilizadas pelo Estado para controlar os sindicatos. Aquela década conformou também um quadro nitidamente favorável para o chamadonovo sindicalismo, que caminhava em direção contrária à crise sindical presente em vários países capitalistas avançados.<span id="more-638"></span></p>
<p>Entretanto, no final daquela década já começavam a despontar as tendências econômicas, políticas e ideológicas que foram responsáveis pela inserção do sindicalismo brasileiro na onda regressiva, resultado tanto da reestruturação produtiva do capital em curso em escala global como da emergência da pragmática neoliberal, que passaram a exigir mudanças significativas.</p>
<p>A partir de 1990, com a ascensão de Collor e depois com FHC, o receituário neoliberaldeslanchou. Nosso parque produtivo estatal foi enormemente alterado pela política privatizante, afetando diretamente a siderurgia, telecomunicações, energia elétrica, setor bancário, dentre outros, o que alterou o tripé que sustentava a economia brasileira (capital nacional, estrangeiro e estatal), redesenhando e internacionalizando ainda mais o capitalismo no Brasil. O setor produtivo estatal era fagocitado ainda mais pelo capital monopolista estrangeiro.</p>
<p>Com um processo tão intenso, a simbiose nefasta entre neoliberalismo e reestruturação produtiva teve repercussões muito profundas na classe trabalhadora e em particular no movimento sindical. Flexibilização, desregulamentação, terceirização, novas formas de gestão da força de trabalho etc. tornaram-se pragas presentes em todas as partes. No apogeu da era da financeirização, do avanço técnico-científico-informacional, do mundo digital onde tempo e espaço se convulsionam, o Brasil vivenciou mutações fortes no mundo do trabalho, alterando sua morfologia, da qual a informalidade, a precarização e o desemprego ampliavam-se intensamente.</p>
<p>Esta nova realidade arrefeceu o novo sindicalismo que se encontrava, de um lado, diante da emergência de um sindicalismo neoliberal, sintonizada com a onda mundial conservadora, de que a Força Sindical é o melhor exemplo. E, de outro, diante da inflexão que vinha ocorrendo no interior da CUT, que cada vez mais se aproximava do sindicalismo social-democrata. A política de &#8220;convênios&#8221;, &#8220;apoios financeiros&#8221;, &#8220;parcerias&#8221; com a social-democracia sindical, especialmente européia, levada a cabo por décadas, acabou contaminando o sindicalismo de classe no Brasil, que pouco a pouco se social-democratizava, num contexto, vale lembrar, onde a social-democracia se aproximava do neoliberalismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II. O sucesso do social-liberalismo e o advento do sindicalismo negocial de Estado</p>
<p>Foi neste contexto que Lula sagrou-se vitorioso nas eleições presidenciais em 2002, depois de um período de enorme desertificação social, política e econômica do Brasil, vitória que ocorreu em um contexto internacional e nacional bastante diferente dos anos 1980. A vitória da &#8220;esquerda&#8221; no Brasil ocorria quando ela estava mais fragilizada, menos respaldada nos pólos centrais que lhe davam capilaridade, como a classe operária industrial, os assalariados médios e os trabalhadores rurais.</p>
<p>Se pudéssemos lembrar Gramsci, diríamos que o transformismo já havia convertido o PT numPartido da Ordem. Quando Lula venceu as eleições, em 2002, ao contrário da potência criadora das lutas sociais dos anos 1980, o cenário era de completa mutação. Ela foi, por isso, uma vitória política tardia. Nem o PT, nem o país eram mais os mesmos. Como já pude dizer anteriormente, o Brasil estava desertificado e o PT havia se desvertebrado.</p>
<p>Quais são as explicações para esse transformismo? Aqui podemos tão somente indicá-las: 1) a proliferação do neoliberalismo na América Latina; 2) o desmoronamento do &#8220;socialismo real&#8221; e a prevalência equivocada da tese que propugnava a vitória do capitalismo; 3) a social-democratização de parcela substancial da esquerda e sua aproximação à agenda social-liberal, eufemismo usado para &#8220;esconder&#8221; sua real face neoliberal.</p>
<p>E o PT, partido que se originou no seio das lutas sociais e sindicais, aumentava sua sujeição aos calendários eleitorais, atuando cada vez mais como partido eleitoral e parlamentar, até tornar-se um partido policlassista. Lula passou a cobiçar a confiança das principais frações das classes dominantes, incluindo a burguesia financeira, o setor industrial e o agronegócio. Um exemplo é bastante esclarecedor: quando, ao final do governo FHC, em 2002, houve um acordo de &#8220;intenções&#8221; com o FMI, este organismo exigiu que os candidatos à presidência manifestassem sua concordância com os termos do referido acordo. O PT de Lula publicou, então, um documento, denominado como a Carta aos Brasileiros, onde evidenciava sua política de subordinação ao FMI e aos setores financeiros internacionais e nacionais.</p>
<p>O resultado de seu governo é conhecido: sua política econômica ampliou a hegemonia dos capitais financeiros; preservou a estrutura fundiária concentrada; deu incentivo aos fundos privados de pensão; determinou a cobrança de impostos aos trabalhadores aposentados, o que significou uma ruptura com parcelas importantes do sindicalismo dos trabalhadores, especialmente públicos, que passaram a fazer forte oposição ao governo Lula.</p>
<p>A sua alteração mais significativa, no segundo mandato, foi uma resposta à crise política aberta com o mensalão, em 2005. Era necessário que o novo governo ampliasse sua base de sustentação, desgastada junto a amplos setores da classe trabalhadora organizada. Foi então que ocorreu uma alteração política importante: o governo ampliou o programa Bolsa-Família, uma política social de perfil claramente assistencialista, ainda que de grande amplitude, que atinge mais de 12 milhões de famílias pobres com renda salarial baixa e que por isso recebiam um complemento salarial. E foi esta política social – assumida como exemplo pelo Banco Mundial – que ampliou significativamente a base social de apoio a Lula, em seu segundo mandado. Ela atingia os setores mais pauperizados e desorganizados da população brasileira, que normalmente dependem das políticas do Estado para sobreviver.</p>
<p>E em comparação ao governo de FHC, a política de aumento do salário mínimo, ainda que responsável por um salário vergonhoso e inconcebível para uma economia do porte da brasileira, significou efetivos ganhos reais em relação ao governo tucano. E, desse modo, o governo Lula &#8220;equacionou&#8221; as duas pontas da tragédia social no Brasil: remunerou exemplarmente o grande capital financeiro, industrial e o agronegócio e, no outro pólo da pirâmide social, implementou a Bolsa-Família assistencialista e concedeu uma pequena valorização do salário mínimo, sem confrontar, é imperioso dizer, nenhum dos pilares estruturantes da tragédia brasileira.</p>
<p>Quando a crise mundial atingiu duramente os países capitalistas do Norte, em 2007/08, o governo tomou medidas claras no sentido de incentivar a retomada do crescimento econômico, reduzindo impostos do setor automobilístico, eletrodoméstico e da construção civil, todos incorporadores de força de trabalho, expandindo fortemente o mercado interno brasileiro e compensando, desse modo, a retração do mercado externo em suas compras de commodities.O mito redivivo do novo &#8220;pai dos pobres&#8221; ganhava força.</p>
<p>Mas havia, ainda, outro elemento central na engenharia da cooptação do governo Lula/Dilma: o controle de setores importantes da cúpula sindical, que passava a receber diretamente verbas estatais e, desse modo, garantia o apoio das principais centrais sindicais ao governo (1). Pouco antes de terminar seu governo, Lula tomou uma decisão que ampliou ainda mais o controle estatal sobre os sindicatos, ao permitir que as centrais sindicais também passassem a gozar das vantagens do nefasto Imposto Sindical (2), criado na Ditadura Vargas, ao final dos anos 1930. E, além do referido imposto, elas passaram a receber outras verbas públicas, praticamente eliminando (em tese e de fato) a cotização autônoma de seus associados. Outro passo crucial para a cooptação estava selado.</p>
<p>E, se já não bastasse, centenas de ex-sindicalistas passaram a participar, indicados pelo governo, do conselho de empresas estatais e de ex-estatais, com remunerações polpudas. Portanto, para compreender a cooptação de parcela significativa do movimento sindical brasileiro recente, é preciso compreender esse quadro, do qual aqui pudemos oferecer as principais tendências.</p>
<p>O que nos leva a concluir que, para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda, há um bom caminho a percorrer. Mas talvez seu primeiro desafio seja criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação. E um passo imprescindível neste processo é, desde logo, romper a política de servidão voluntária que empurrou os sindicatos em direção ao Estado.</p>
<p>Notas:</p>
<p>(1) O campo sindical do governo é amplo: no centro-esquerda, além da CUT, temos a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), formada pela Corrente Sindical Classista que se desfiliou da CUT em 2007 para criar sua própria central. No centro-direita, temos a Força Sindical, já mencionada, que combinava elementos do neoliberalismo com o velho sindicalismo que se &#8220;modernizou&#8221;, além de várias pequenas centrais como a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central, todas dotadas de pequeno nível de representação sindical e de algum modo herdeiras do velho sindicalismo dependente do Estado.</p>
<p>No campo da esquerda sindical anticapitalista, em clara oposição aos governos Lula/Dilma, são importantes a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e o movimento INTERSINDICAL. A primeira se propõe a organizar não só os sindicatos, mas também os movimentos sociais extra-sindicais, e a segunda (ainda que hoje se encontre dividida) é também oriunda de setores de esquerda que romperam com a CUT, tendo um perfil mais acentuadamente sindical e voltado para a reorganização do sindicalismo pela base, contra a proposta de criação de uma nova Central</p>
<p>(2) Em 2010 foram R$ 84,3 milhões para as centrais: segundo o Ministério do Trabalho, as duas maiores centrais, CUT e Força Sindical, receberam R$ 27,3 milhões e R$ 23,6 milhões, respectivamente &#8211; valores que representam 80% do orçamento da Força e 60%, da CUT. Em seguida, os maiores beneficiados foram a União Geral dos Trabalhadores (UGT), com R$ 14 milhões; Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que embolsou R$ 9,9 milhões; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), R$ 5,3 milhões; e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), R$ 3,9 milhões.</p>
<p>Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia do Trabalho no IFCH/UNICAMP e autor, entre outros livros, de O Continente do Labor (Boitempo) que acaba de ser publicado. Coordena as Coleções Mundo do Trabalho (Boitempo) e Trabalho e Emancipação (Ed. Expressão Popular). Colabora regularmente em revistas estrangeiras e nacionais.</p>
<p>[Publicado originalmente no Jornal dos Economistas do Rio de Janeiro, n. 268, novembro de 2011]</p>
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		<title>Dilma indica Mário Rodrigues Jr. para ANTT</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 18:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Através da Mensagem 20/2012,  a presidente Dilma Rousseff está submetendo à consideração do Senado o nome de Mário Rodrigues Junior para ser reconduzido ao cargo de Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) &#8211; veja a mensagem presidencial em: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=103536&#38;tp=1 O relator &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/12/dilma-indica-mario-rodrigues-jr-para-antt/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Através da Mensagem 20/2012,  a presidente Dilma Rousseff está submetendo à consideração do Senado o nome de <strong><span style="text-decoration: underline;">Mário Rodrigues Junior</span></strong> para ser reconduzido ao cargo de Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) &#8211; veja a mensagem presidencial em: <a href="http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=103536&amp;tp=1" target="_blank">http://www.senado.gov.<wbr>br/atividade/materia/getPDF.<wbr>asp?t=103536&amp;tp=1</wbr></wbr></a></div>
<div></div>
<div>O relator da proposição é o senador Vincentinho Alves - <a href="http://www.senado.gov.br/senadores/dinamico/paginst/senador4763a.asp" target="_blank">http://www.senado.gov.br/<wbr>senadores/dinamico/paginst/<wbr>senador4763a.asp</wbr></wbr></a> A Mensagem foi lida na reunião da Comissão de Infraestrutura (08/03/1012) e a sabatina pode ocorrer na próxima reunião da Comissão (15/03/2012).</div>
<div></div>
<div>
<pre><strong>Segundo a Agência Brasil, enquanto não oficializa os novos nomes, o governo estuda decreto para nomear substitutos interinos na diretoria da ANTT.</strong></pre>
<div>
<div>12/03/2012 &#8211; 14h06</div>
<div>
<ul>
<li><a title="" href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/politica" rel="tag">Política</a></li>
</ul>
</div>
<div>
<p>Sabrina Craide<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-12/governo-estuda-decreto-para-nomear-substitutos-interinos-na-diretoria-da-antt">http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-12/governo-estuda-decreto-para-nomear-substitutos-interinos-na-diretoria-da-antt</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília &#8211; O Ministério dos Transportes estuda a possibilidade de editar um decreto para nomear diretores substitutos na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), enquanto a diretoria do órgão está incompleta. Segundo o ministro Paulo Sérgio Passos, a possibilidade ainda está sendo avaliada com a Advocacia-Geral da União, mas a ideia é fazer como no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em que uma diretoria interina foi nomeada para substituir os diretores afastados por denúncias de corrupção.</p>
<p>No caso da ANTT, que não tem um Conselho de Administração, como o Dnit, a indicação dos interinos teria de ser feita pelo ministro dos Transportes. “É uma solução transitória, para que se garanta, em nome do interesse público, a continuidade das atividades de gestão e administração da agência”, explicou Passos.</p>
<p>A diretoria colegiada da ANTT é composta por cinco diretores, mas dois indicados ainda aguardam aprovação dos nomes pela Comissão de Infraestrutura do Senado e, depois, pelo plenário. A recondução do ex-diretor-geral da agência, Bernardo Figueiredo, foi rejeitada na semana passada pelo plenário do Senado. Com isso, a ANTT está sem o quórum mínimo para a aprovação de matérias, que é três diretores.</p>
<p>O ministro lamentou a rejeição de Figueiredo no Senado, mas garantiu que projetos importantes como o do trem de alta velocidade vão continuar sendo tocados pela pasta. “É um profissional que tinha grandes responsabilidades em relação a inúmeros projetos de interesse do governo federal, um profissional experiente e com uma folha de serviços importante prestados ao país. Mas respeito a decisão do Senado Federal”.</p>
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		<title>China e Rússia juntas na pressão contra o Irã</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 22:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Falando (quase) sozinho]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Representantes de vários países apelaram hoje (8) às autoridades do Irã para que se empenhem na busca de um &#8216;diálogo sério&#8217; e sem &#8216;condições predefinidas&#8217;. O apelo ocorreu durante a reunião de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/08/china-e-russia-juntas-na-pressao-contra-o-ira/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Representantes de vários países apelaram hoje (8) às autoridades do Irã para que se empenhem na busca de um &#8216;diálogo sério&#8217; e sem &#8216;condições predefinidas&#8217;. O apelo ocorreu durante a reunião de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). O pedido foi apresentado por escrito aos iranianos.</p>
<p>O texto é assinado por representantes dos países que integram o grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas &#8211; os Estados Unidos, a China, Rússia, o Reino Unido e a França. A Alemanha não pertence ao conselho, mas integra o grupo. Anteontem (6), a chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, propôs ao Irã, em nome do grupo 5+1, o recomeço das conversações sobre o programa nuclear, sem indicar a data nem o local. Porém, autoridades iranianas disseram que havia uma disposição por parte de alguns países em pressionar o governo do Irã a não desenvolver seu próprio programa. Após duas missões da agência no Irã, o grupo 5+1 se disse preocupado com as negociações.</p>
<p>No ano passado, a Aiea mencionou, em seu relatório, que havia indicações que levantam suspeitas sobre a produção de armas atômicas no programa nuclear iraniano. Mas as autoridades do Irã negam as suspeitas e dizem que o programa tem fins pacíficos. Segundo os iranianos, as suspeitas têm motivação política. O país é alvo de várias sanções econômicas, comerciais, financeiras e militares.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil, com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.</p>
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