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	<title>Blog do Rogério Lessa &#187; focus</title>
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	<description>Liberdade, igualdade e fraternidade.</description>
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		<title>Boletim Focus erra outra vez, por uma &#8220;pequena margem&#8221; de mais de 200%</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 23:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Mauro Santayana, 09/01/2012 Descrição: http://1.bp.blogspot.com/-QWLjYoX2dE4/TwtiJAAPRwI/AAAAAAAAAog/ro-v1huoLms/s320/adolar.jpg Terminado o ano de 2011, o Brasil alcançou quase 30 bilhões de dólares de superávit em seu comércio externo, o maior nos últimos quatro anos, com o crescimento de 47% sobre o resultado do &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/01/09/boletim-focus-erra-outra-vez-por-uma-pequena-margem-de-mais-de-200/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mauro Santayana, 09/01/2012</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/-QWLjYoX2dE4/TwtiJAAPRwI/AAAAAAAAAog/ro-v1huoLms/s320/adolar.jpg">Descrição: http://1.bp.blogspot.com/-QWLjYoX2dE4/TwtiJAAPRwI/AAAAAAAAAog/ro-v1huoLms/s320/adolar.jpg</a></p>
<p>Terminado o ano de 2011, o Brasil alcançou quase 30 bilhões de dólares de superávit em seu comércio externo, o maior nos últimos quatro anos, com o crescimento de 47% sobre o resultado do ano anterior – com volume de negócios de quase 500 bilhões de dólares.<span id="more-444"></span></p>
<p>Se alguém voltar à previsão do Boletim Focus, em dezembro de 2010, para o comércio externo em 2011, irá verificar que os “magos” do sistema financeiro previam o saldo de pouco mais de 9 bilhões e quinhentos milhões de dólares. Erraram por pouco, apenas pela “pequena” margem de 20 bilhões de dólares &#8211; mais de 200% sobre seus cálculos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um equívoco de dois, três por cento, ou, de, no máximo dez por cento seria aceitável, embora surpreendente, tratando-se de tão altos luminares. Mas errar por essa margem, e continuar sendo consultados, como se nada tivesse ocorrido, é um insulto à inteligência da nação.</p>
<p>Embora todas as previsões do “mercado” se baseiem não exatamente em fatos, mas na opinião pessoal dos chamados analistas, não era difícil prever o aumento do preço das commodities no início do ano de 2011. Nada indicava abrupta queda do ritmo da demanda chinesa, cada vez mais voltada para o atendimento de seu imenso mercado interno em expansão, e, logo, menos dependente do que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos. Se a demanda chinesa não diminuiu na crise de 2008, por que isso se daria em 2011 ou por que ocorrerá – a não ser que haja uma catástrofe, natural ou política – neste ano de 2012. Deduz-se que o ritmo da economia chinesa cresça acima de 9% nestes doze meses.</p>
<p>O Banco Central surgiu, em 1964, subordinado à ideologia do primeiro governo militar, o de Castelo Branco. Foram seus criadores intelectuais Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões, embora o projeto de sua criação viesse de Vargas, visto como importante para a soberania nacional. A idéia de Getúlio era a de que os bancos privados deveriam ser submetidos aos freios do Estado, e esses freios seriam manejados pela instituição que pretendia. Não conseguiu criá-lo por causa da oposição dos banqueiros paulistas, e dos acadêmicos monetaristas, liderados por Eugenio Gudin, que pretendiam um “banco central independente”. O Bacen nasceu assim submetido ao fetiche do “mercado” financeiro, uma vez que criado por economistas neoliberais (já então), como foram Bulhões e Roberto Campos, ambos pupilos diletos de Gudin, para quem a industrialização do país era um erro, e deveríamos ser apenas o velho país “essencialmente agrícola”. Bulhões e Campos foram francos defensores do capital estrangeiro. E ferozes inimigos da criação e manutenção da Petrobrás. Campos chegou a sugerir que a Petrobrás fosse chamada de Petrossauro.</p>
<p>Por isso, em lugar de reservar aos seus técnicos a elaboração dos estudos de previsão dos rumos da economia, a fim de orientar seu próprio comportamento e a ação do governo, o Bacen “ouve” o mercado. Ora, o mercado não fala: falam os seus operadores, interessados apenas nos próprios negócios. É de sua conveniência prever situação negativa para as finanças públicas, a fim de justificar o aumento de juros que o Tesouro , mediante a taxa Selic, paga aos bancos, e orienta as operações de crédito com comércio, a indústria e os cidadãos. Daí as estimativas, quase sempre furadas, do Boletim Focus, que, em todo o início de ano, passam a ser amplamente divulgadas pelos meios de comunicação, como verdades incontestáveis. Essas “profecias”, baseadas no “mercado” – incapaz de perceber, em qualquer lugar do mundo, o surgimento de crises, como a de 29 e as atuais &#8211; corroem a credibilidade do Banco Central, e deveriam estar sendo discutidas amplamente, pelos jornais, pelo Congresso e toda a sociedade brasileira. O mercado não existe como pessoa de direito. E isso faz lembrar a famosa resposta de Geisel, quando o advertiram de que deveria “ouvir o sistema”: o único sistema que conhecia era o sistema métrico decimal, que não fala. O mercado não opina, nem fala. Quem opina e fala são os seu agentes.</p>
<p>O Banco Central nesta nova administração não é o mesmo do passado, quando esteve sob a presidência do banqueiro Henrique Meirelles. A reversão da tendência de alta futura da SELIC já demonstrou que seus novos dirigentes – e o governo como um todo &#8211; não vão mais se submeter, dóceis, a esse tipo de pressão. A Nação não pode permitir que meia dúzia de usurários determine quanto devem pagar de juros os que trabalham e produzem.</p>
<p>Talvez fosse melhor acabar de vez com o Boletim, que só tem servido para dar fé aos maus augúrios das cassandras.</p>
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