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	<title>Blog do Rogério Lessa &#187; Economia</title>
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	<description>Liberdade, igualdade e fraternidade.</description>
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		<title>Faculdades argentinas reveem estudo de Economia</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 17:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[ciência social]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Caramba, uma boa notícia ! Logo após a escolha de ultra-ortodoxos para o Premio Nobel de Economia, a Argentina nos traz uma esperança contra as trevas. A economia como ciência social. O desafio de mudar o mundo acadêmico. &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2011/10/11/faculdades-argentinas-reveem-estudo-de-economia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Caramba, uma boa notícia ! Logo após a escolha de ultra-ortodoxos para o Premio Nobel de Economia, a Argentina nos traz uma esperança contra as trevas.</em></p>
<p><strong>A economia como ciência social. O desafio de mudar o mundo acadêmico</strong>.</p>
<p>Os planos de estudo das principais faculdades de Economia na Argentina estão sendo revistos. A crise nas potências mundiais questiona a corrente de pensamento neoclássica, redefinidas como ortodoxa e neoliberal hegemônicas na carreira universitária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>( reportagem de Mariano Kestelboim e Mercedes LaGioiosa, publicado pelo jornal Página/12, 26-09-2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A crise do paradigma neoliberal abre a oportunidade de um debate que há uma década atrás parecia impossível. A ortodoxia, como visão hegemônica, não é capaz de explicar a derrocada das economias centrais, tampouco oferece soluções viáveis. A análise dessa crise exige uma compreensão do processo histórico, social e político que a gerou. <span id="more-321"></span></p>
<p>No começo dos anos 70, o aumento dos custos produtivos vinculados em grande medida pelas reivindicações salariais de uma classe operária organizada e a crise do petróleo provocou a queda dos níveis de rentabilidade das grandes corporações das nações mais desenvolvidas do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como resposta, os grupos de poder avançaram numa estratégia de redução de custos através da fragmentação do processo produtivo e de sua relocalização, o que originou uma nova divisão internacional do trabalho. As nações desenvolvidas conservaram ou promoveram atividades de maior alcance científico-tecnológico e, através dos canais comerciais e financeiros, conseguiram controlar as cadeias de valores globais. No resto da periferia, em geral, se aprofundou a exploração dos recursos naturais na primeira fase da guerra fria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O plano se apoiou em três eixos fundamentais: a eliminação das barreiras do comércio e de bens industriais e do movimento de capitais financeiros, o desenvolvimento de novas tecnologias da informação e da comunicação e a aplicação de programas econômicos de concepção neoclássica. Os conteúdos teóricos impostos nas altas casas de estudo exacerbaram a formalização matemática da economia e sua abstração, distanciaram o Estado da administração da economia e retiraram dos currículos a análise dos processos históricos e sociais, assim como das transformações das estruturas produtivas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dessa maneira, procurou se apagar a essência política e social do estudo da economia e afastar a população da discussão sobre o impacto das politicas aplicadas no marco da estratégia neoliberal que prejudicavam os interesses nacionais e implicavam no desmantelamento das bases produtivas e das instituições públicas, a destruição dos postos de trabalho e uma crescente desigualdade social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, numa nova etapa, as economias emergentes estão podendo se recuperar das consequências das politicas neoliberais através do desenvolvimento de uma visão genuina e singular do funcionamento de suas economias no marco de um mundo globalizado. Ao mesmo tempo, os países centrais &#8211; principais promotores das políticas ortodoxas &#8211; atravessam uma crise de envergadura e tentam repassar os seus efeitos negativos aos países mais fracos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eles, além de contarem com instituições financeiras e políticas tanto locais como multilaterais de diversas índoles, se amparam em uma fundamentação acadêmica que de maneira desinteressada e quase científica oferece determinado marco teórico. Entretanto, essa ação institucional perde legitimidade diante da evidência irrefutável dos discordantes presentes. O desempenho dos países emergentes aponta o consenso político-social ao redor de uma visão que incorpora o estudo da problematica nacional e latino-americana em uma perspectiva histórica, e que apresenta respostas diante da existência de economias com estrutura produtiva desequilibrada e diante da necessidade de avançar na integração financeira regional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse florescente cenário é acompanhado, não obstante, de maneira tíbia e expectante pelo mundo acadêmico que prefere se manter a margem das mudanças que se apresentam na sociedade diante do temor de que ele pudesse melar o rigor científico universitário, as ideias e enfoques alternativas, que foram sistematicamente segregados de um sistema de conhecimento que permita uma compreensão acabada da realidade e que comece a desempenhar um papel ativo na formação de jovens portadores de um saber global desde uma perspectiva nacional e regional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O caminho até aqui agora percorrido e o anseio de ver a Argentina como um país industrial e de vanguarda tecnológica, pede o questionamento da visão hegemônica e das instituições a partir das quais essas se reproduzem. O desafio é, então, construir uma universidade que questione seus papel na sociedade e que se permita discutir conteúdos curriculares, oferecendo um claro exemplo de evolução, democracia e pluralidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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