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	<title>Blog do Rogério Lessa &#187; conflito</title>
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	<description>Liberdade, igualdade e fraternidade.</description>
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		<title>Revoltas árabes e Irã desviam atenção de problemas palestinos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 19:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Lessa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Falando (quase) sozinho]]></category>
		<category><![CDATA[conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[palestina]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio a levantes e programa nuclear iraniano, palestinos perdem espaço em discussões da comunidade internacional The New York Times &#124; 15/03/2012 07:00 Desde que revoltas começaram a se espalhar pelo Oriente Médio e pelo norte da África e a tensão aumentou em torno &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rogerio-lessa/2012/03/15/revoltas-arabes-e-ira-desviam-atencao-de-problemas-palestinos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<h2>Em meio a levantes e programa nuclear iraniano, palestinos perdem espaço em discussões da comunidade internacional</h2>
<div>
<p><strong>The New York Times </strong>| <cite>15/03/2012 07:00</cite></p>
</div>
</div>
<div id="conteudo">
<div id="noticia">
<p>Desde que <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/">revoltas começaram a se espalhar</a> pelo Oriente Médio e pelo norte da África e a tensão aumentou em torno do <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/possivel-conflito-com-ira-nao-causa-panico-entre-israelenses/n1597692997954.html">programa nuclear do Irã</a>, a liderança palestina foi quase completamente abandonada. Politicamente dividida, com os acordos de paz com Israel estagnados e seu apoio internacional diminuído, a Autoridade Nacional Palestina está se sentindo marginalizada, confusa e preocupada com a possibilidade de seu povo apelar para a violência.<span id="more-646"></span></p>
<p>&#8220;O maior desafio que enfrentamos &#8211; além da ocupação &#8211; é a marginalização&#8221;, disse Salam Fayyad, primeiro-ministro da ANP. &#8220;Esta é uma consequência direta da Primavera Árabe, em que as pessoas estão preocupadas com seus próprios assuntos internos. Os Estados Unidos estão em um <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes-eua/">ano eleitoral</a> e têm problemas econômicos, a Europa tem suas preocupações. Fomos deixados de lado.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><img src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/2r/sb/ll/2rsbllpf0gmih8xj39zrvprsf.jpg" alt="" /></p>
<div><cite>Foto: NYT</cite></div>
<div>
<p>O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, discursa em Ramallah, na Cisjordânia (25/09)</p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante décadas, quando governaram seus vizinhos como autocratas, os palestinos estiveram no centro da política do Oriente Médio, e sua luta contra a ocupação israelense concretizava o desejo árabe de ter liberdade e dignigade pós-colonialismo. Logo após o presidente Obama ter tomado posse ele disse que um Estado na Cisjordânia e em Gaza seria a chave para o progresso regional.</p>
<p>Mas este mês, quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/em-reuniao-com-obama-premie-defende-soberania-de-israel-sobre-ir/n1597665029315.html">visitou Washington</a>, o assunto que dominou as conversas <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira-e-tema-central-de-reuniao-de-obama-e-netanyahu-na-casa-branc/n1597664625607.html">foi o Irã</a>, e não as negociações de paz ou a ocupação da Palestina.</p>
<p>Na região, a Primavera Árabe pode ter aumentado a atenção popular para a causa palestina, fazendo com que os egípcios e outros do mundo árabe expressem seus sentimentos anti-israelenses. Mas isso apenas dificultou ainda mais as coisas para a Organização de Libertação da Palestina, que negociava com Israel. O povo acabou favorecendo os islamitas do Hamas. Eles também têm dificuldades, no entanto, em <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/temendo-queda-de-assad-hamas-estaria-avaliando-sair-da-siria/n1597219710448.html">abandonar a sua sede política na Síria</a>, ter que lidar com pouca ajuda vinda do Irã e com divisões internas cada vez maiores.</p>
<p>O resultado é uma fragmentação do movimento palestino, uma perda de patrocinadores e um impedimento para aqueles que tentam construir um Estado ao lado de Israel. Apenas seis meses atrás, houve um momento de otimismo quando a ANP pediu o <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/abbas-entrega-a-onu-pedido-de-reconhecimento-de-estado-palestino/n1597225047771.html">reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU)</a> e, posteriormente, quando o Hamas fechou um acordo para libertar centenas de seus prisioneiros em troca da libertação de um soldado israelense, <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/soldado-israelense-e-solto-em-troca-de-1027-palestinos/n1597289291080.html">Gilad Schalit</a>.</p>
<p>Zakaria al Qaq, um especialista em segurança nacional palestina na Universidade de Al Quds, em Jerusalém, disse que recentemente se juntou a dezenas de outros estudiosos estrangeiros para uma série de palestras sobre sua especialidade nos Estados Unidos. Ninguém sequer mencionou a questão palestina.</p>
<p>O Presidente da ANP, Mahmoud Abbas, conhecido por ser um político um tanto quanto indeciso, parece estar dividido sobre como proceder nesta situação. Ele e seus assessores trabalharam durante semanas em uma carta de várias páginas que deve ser entregue a Netanyahu, expondo todas as razões pelas quais acreditam que Israel esteja impedindo um progresso pacífico.</p>
<p>Ele planeja entregar uma cópia aos líderes americanos e europeus, explicando por que ele acha que deve abandonar o acordo de paz entre Israel. Mas embora os diplomatas se solidarizem com a sua frustração devido a recusa de Israel em interromper a contrução de assentamentos na Cisjordânia e no leste de Jerusalém, eles suspeitam que Abbas, conhecido como Abu Mazen, se sinta politicamente incapaz de comprometer-se com Israel especialmente durante este momento turbulento.</p>
<p>&#8220;O preço político que Abu Mazen paga por estar atualmente negociando com Netanyahu é muito alto”, disse um diplomata ocidental de alto escalão, que falou sob condição de anonimato. &#8220;As pessoas nesta região acreditam que ou você está protestando ou está sendo protestado. Ele decidiu que é melhor protestar.&#8221;</p>
<p>No entanto, o problema não é apenas palestino. O governo de Netanyahu e os seus apoiadores também disseram que os tumultos regionais dificultam ainda mais que possam ceder território.</p>
<p>&#8220;Os israelenses sempre se preocuparam com o que aconteceria caso fizessem uma concessão difícil e estratégica no processo de paz. O que irá acontecer caso os regimes com os quais assinaram um acordo sejam derrubados?&#8221;, observou Dore Gold, presidente do Centro de Jerusalém para Assuntos Públicos e assessor de Netanyahu.</p>
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<p>&#8220;Israel tem que ser extremamente cauteloso e levar em consideração até mesmo suas preocupações de segurança. Será que a Autoridade Palestina ainda vai ser a Autoridade Palestina daqui a um ano? Quando os diplomatas europeus vierem a Israel para pedir novas concessões territoriais, será como nos perguntar se queremos colocar uma barraca no olho de um furacão.&#8221;</p>
<p>Outros argumentam que conforme cresce a frustração palestina cresce também a possibilidade de uma explosão na Cisjordânia. Os confrontos com as tropas israelenses têm piorado nos últimos meses.</p>
<p>Enquanto isso, as distrações do mundo árabe, juntamente com as manobras israelenses, têm contribuído para um agravamento da crise fiscal para a ANP, embora o setor privado do país trabalhe para construir uma moderna infraestrutura no país, criando uma nova classe de pequenos porém impressionantes negócios.</p>
<p>O crescimento econômico da Cisjordânia, que de 2008 a 2010 teve uma média de 10%, desacelerou para 5,7% em 2011, com o desemprego ainda em torno dos 17%, de acordo com Oussama Kanaan, do Fundo Monetário Internacional. No ano passado, todos os países árabes juntos deram apenas US$ 340 milhões à Autoridade Palestina, deixando-a com US$ 200 milhões a menos do que o esperado.</p>
<p>A autoridade tem sido incapaz de pagar suas dívidas a empresas privadas e fundos de pensões públicos, fazendo com que ainda tenha cerca de US$ 500 milhões em atraso, além de sua dívida de US$ 1,1 bilhões com bancos privados.</p>
<p>Acordos entre os ministérios das finanças palestinas e israelenses para melhorar a arrecadação de fundos palestinos não foram implementados porque o governo israelense não assinou nenhum deles. Fayyad disse que a menos que essas medidas entrem em vigor, ele não poderá participar de uma conferência de doadores prevista para este mês em Bruxelas.</p>
<p>Enquanto isso, tropas israelenses intensificaram seus ataques noturnos contra cidades da Cisjordânia ao fecharem recentemente duas estações de televisão, contribuindo ainda mais para a sensação de impotência.</p>
<p>&#8220;Precisamos prestar atenção às nossas finanças, à nossa segurança e à violência vinda do Exército israelense&#8221;, disse Fayyad. &#8220;O que o Exército vem fazendo é errado e perigoso. Eles fazem com que nossa autoridade pareça fraca. Eles talvez não estejam cientes de que pode haver um momento em que as coisas irão simplesmente sair de controle.&#8221;</p>
<p><em>Por Ethan Bronner</em></p>
</div>
</div>
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