O ataque chinês ao setor de tecnologia dos EUA

Hong Kong – Na década de 1970, os produtos de tecnologia made in USA eram considerados os melhores do mundo, enquanto os fabricados na Europa eram os mais acessíveis. Na década seguinte, os fabricantes europeus (Philips, Grundig) aumentaram seus preços a um nível alto, enquanto os japoneses tornaram-se acessíveis.

Isto foi alterado na década de 1990, quando os fabricantes japoneses (Sony, Panasonic, Toshiba e outros) foram considerados os maiores e melhores, com os sul-coreanos ostentando a fama de “baratos”. Mas, desde a primeira década do século XXI, os fabricantes sul-coreanos (Samsung e LG) são aqueles que detêm a primazia, com os fabricantes chineses sendo aqueles que fabricam produtos acessíveis e baratos. Mas, ao que tudo indica, agora chegou a hora e a vez de os fabricantes chineses assumirem a liderança mundial no mercado de tecnologia.

Há alguns dias, a conhecida empresa norte-americana de pesquisas Gartner anunciou que no terceiro trimestre deste ano a fabrica chinesa Lenovo liderou as vendas mundiais de computadores pessoais com 15,7%, contra a 15,5% da norte-americana HP. Uma outra empresa de pesquisas norte-americana, a IDC, atribuiu a liderança mundial de vendas à norte-americana HP com 15,9% e a vice-liderança à Lenovo, com 15,7%, mas todas as previsões indicam que neste último trimestre a chinesa Lenovo passará a HP.

A Lenovo emergiu tornando-se conhecida internacionalmente em 2005, quando adquiriu o setor de computadores pessoais da IBM. Na ocasião, já era o maior fabricante de PCs na China, mas buscava expandir-se internacionalmente. E, ao que tudo indica, conseguiu.

Leia mais: http://monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=121862

 

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Fatos e mitos dos governos progressistas no Brasil

Plínio de Arruda Sampaio Júnior

A compreensão da realidade brasileira requer o esforço crítico de contrastar a aparência dos fenômenos e a forma como são interpretados pelo senso comum com a sua essência mais profunda, definida pelo sentido das transformações inscritas no movimento histórico. Tal contraste revelará o abismo existente entre o mito de que o Brasil vive um surto de desenvolvimento, liderado por um governo de esquerda que teria criado condições para combinar crescimento, combate às desigualdades sociais e soberania nacional, e a dramática realidade de uma sociedade impotente para enfrentar as forças externas e internas que a submetem aos terríveis efeitos do desenvolvimento desigual e combinado em tempos de crise econômica do sistema capitalista mundial.
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As relações sul/sul da perspectiva estratégica brasileira

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Competitividade ou baixo crescimento?

 

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Rodrigo Medeiros – Postado por Folha Vitória

Encontraram-se nos últimos dias em diversos textos publicados na mídia brasileira as palavras que dão título ao artigo em questão. Muitos analistas apontaram, por ângulos distintos, os dilemas da retomada de um crescimento vigoroso (e sustentado) no Brasil. Algumas análises são otimistas, outras mais realistas. Considero-me no campo dos realistas.

Os motivos são muitos e alguns já foram apresentados por mim neste espaço de opinião do jornal Folha Vitória. Incompreensões existem ao longo dessa caminhada, algo que não facilita o meu trânsito social em diversas instâncias que dependem de elogios ao status quo. Deixando de lado o conforto da louvação panglossiana da realidade presente pregada por alguns, venho focando esforços sérios nas análises de questões multidimensionais que limitam efetivamente as possibilidades socioeconômicas brasileiras. Veremos mais algumas dessas questões neste artigo e sugiro iniciarmos logo pelos números oficiais.

Leia mais: http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/livrepensar/2012/10/16/competitividade-ou-baixo-crescimento/

 

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Rússia: Putin impõe sua hegemonia do Báltico ao Negro e ao Cáspio

Presidente russo utiliza exército, diplomacia, rublos e petróleo

Moscou – Se a posição geográfica é destino, os países da outrora União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) têm sido condenados, há três séculos agora, por suas fronteiras com a Rússia. Amigáveis ou não, as relações são fatais, alicerce da Doutrina Putin sobre a extensão de sua hegemonia no “exterior próximo”.

Latinoamericana de Notícias. Publicado no Monitor Mercantil
Leia mais: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=121457

A exemplo dos czares e de Lenin e demais soviéticos no passado, o presidente Vladimir Putin também impõe a hegemonia de Moscou com esferas de influência do Mar Báltico ao Mar Negro e ao Mar Cáspio. Continue lendo

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O Mensalão, a Mídia e o Judiciário

Raimundo Antonio da Silva *

Ainda que seja um inviolável direito de uma boa imprensa noticiar os fatos e sempre associada a verdade deles, aliás o que é da sua gênese numa sociedade democrática, confesso uma certa perplexidade com o desproporcional destaque dado pela grande mídia nacional a dois fatos e que vêm sendo objeto de acalorados debates na opinião pública brasileira.

Os fatos: o que já passou a denominar-se de “espetacularização do julgamento da Ação Penal 470″ cunhada por esta mesma imprensa, com a clara finalidade de cooptar a “fulminante opinião pública, de Mensalão, e a observada “ideologização” da nossa Suprema Corte (STF),  resvalando, no meu entender e salvo melhor juízo, para uma perigosa promiscuidade entre setores revanchistas desta mídia e o Judiciário. Permito-me a tecer algumas considerações a respeito do tema em discussão.

Inicialmente, quero afirmar com convicção que não defendo corrupção de qualquer espécie, inclusive dos políticos, sejam os da oposição ou sejam do PT e da base aliada. Se os supostos ilícitos a estes imputados, objeto da Ação 470 sob julgamento do STF, forem efetivamente comprovados, ou seja, tendo por base provas cabais conforme previsto na Constituição, eles merecem as penas previstas no Código Penal. Quero afirmar, todavia, que o rigor da lei deveria ser aplicado a todos, e que ela, a justiça, deveria condenar todos os envolvidos em corrupção, sob pena de ela perder o seu postulado básico que é o de aplicar a lei com equilíbrio, transparência e imparcialidade.

E no que diz respeito ao denominado Mensalão, tem tido o nosso STF este comportamento? Ele está se atendo às regras basilares e consagradas em nosso estado de direito, ou de forma subliminar está julgando sob forte influência de uma mídia que se revela cada vez mais raivosa e rancorosa contra o projeto político e popular encarnado na figura do ex-presidente Lula, e que extrapola, na minha opinião, os limites da ética jornalista? Fico com esta última hipótese, e aí é onde mora o perigo que ronda a nossa democracia.

Para nós democratas fica o dever de ficarmos vigilantes para que não viceje em nosso país o dissimulado revisionismo conduzido por certos políticos, notadamente os do partido do “príncipe dos sociólogos” que não contavam com a grande aliança firmada entre a grande maioria do povo brasileiro e o ex-torneiro mecânico. E vale observar que, numa sociedade democrática, é incompatível este contubérnio entre o Judiciário, em especial sua maior Corte, e uma mídia que não segue a maior das lições de Hannah Arendt, que dizia: “o que existe, em jornalismo, é a verdade factual”. Urge que o STF não se afaste da sua autonomia de julgar e não se deixe influenciar pela “fulminante opinião pública” reverberada por setores poderosos da mídia nacional.

A propósito, reproduzo o sábio pensamento do consagrado economista Luiz Belluzo, quando ele afirma que ” a democracia não sobrevive quando os procedimentos formais são substituídos pela opinião fulminante da chamada “opinião pública”.

E o que eu tenho visto, no julgamento em questão, é uma clara intenção da grande imprensa, excetuada a Carta Capital, de influir no resultado do processo em análise no Supremo. A não ser isto qual seria outro interesse? Estaria o nosso tribunal pleno vendo neste episódio uma oportunidade histórica de sanear os costumes políticos brasileiros?

Não creio. Prefiro ficar com a opinião do renomado cientista social Wanderley Guilherme dos Santos, mencionado num artigo de um outro renomado pensador, Leonardo Boff, neste sentido: “Revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu líder carismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.”

No que concordo em gênero, número e grau. Por que senão vejamos:

Por que a justiça brasileira não dá o mesmo tratamento ao “mensalão” mineiro que conta, segundo denúncias, com a participação de políticos de alto calibre do PSDB, e sempre com o silêncio cúmplice da grande mídia? E as operações da Polícia Federal Satiagraha, Castelo de Areia, apenas para ficar nestas, até hoje sem desdobramentos judiciais? E as denúncias da compra de votos por ocasião da Emenda da Reeleição do ex-presidente FHC, contando até hoje com o obsequioso silêncio da grande Mídia?

Por fim, pergunto: e o modelo de privatização do Sistema Telebrás, com empresas estatais privatizadas por preços muito baixo no período FHC, objeto de farta documentação exibida no livro Privataria Tucana, recebendo o solene desprezo desta mesma Mídia?

Todos nós cidadãos de bem sonhamos com um país exemplar para os nossos filhos e nossas futuras gerações. E livre, acrescento desse “cancro” que é a corrupção. Que todos aqueles que malversam com o dinheiro público sejam exemplarmente punidos pela justiça brasileira, mas enfatizo: todos, rigorosamente todos! E quem tem que decidir isto é ela, sempre baseada em provas, e não orientada por uma imprensa sem o menor compromisso com a verdade dos fatos.

Pulitzer (Joseph Pulitzer, 1847-1911), do alto de sua inesgotável sabedoria, já falava que uma imprensa cínica, mercenária e corrupta seria também responsável pela criação de uma sociedade tão vil quanto ela. Que fique aqui o alerta.

* Raimundo Antonio da Silva é aposentado do BNDES.

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Sair da “crise”

Adriano Benayon *

O jornal Valor publicou, em setembro, artigos de dez “renomados” economistas sobre a “crise” mundial e seus desdobramentos. Na realidade, trata-se de depressão econômica, caracterizada por queda, desde 2008, de emprego, produção, consumo e investimentos, em quase todos os países “desenvolvidos”.

2. Pior que esconder a depressão nas estatísticas oficiais é não apontar-lhe a causa essencial: a concentração dos meios de produção e das finanças sob o comando de um grupo de pessoas contáveis nos dedos, coadjuvadas por executivos cujo total não passa de 0,001% da população (mil vezes menos que o falado 1%).

3. A concentração determina as causas imediatas do colapso e da depressão: a) desregulamentação (falta de controles públicos e supressão dos que havia) dos mercados financeiros, deixados ao bel prazer dos alavancadores dos títulos podres, como derivativos de 600 trilhões de dólares (nessa moeda e em euros); b) os bancos e financeiras, manipuladores e aproveitadores da criação de títulos, não arcarem com os ônus dos estragos que produziram, postos nos ombros dos Estados, que viraram devedores de créditos de que não se beneficiaram. Continue lendo

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Botequim Desenvolvimentista: A expansão via consumo está esgotada?

Revista Desafios do Desenvolvimento (Ipea)
Rogério Lessa Benemond – do Rio de Janeiro

Políticas de transferência de renda, aumento do salário mínimo, crédito em expansão e renda extra vinda do exterior por conta dos altos preços das commodities levaram o Brasil a viver, a partir de 2004, um novo ciclo de expansão apoiado no consumo que ganhou impulso e importância na crise financeira mundial instalada após 2008. No entanto, o crescimento dos índices de inadimplência, taxas de investimento modestas, câmbio sobrevalorizado e a piora do cenário externo levantam dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo.

 

Leia maishttp://ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2805:catid=28&Itemid=23

 

 

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São Paulo é a penúltima em ranking de desenvolvimento econômico e social

Essa foi a posição da capital paulista numa lista de 27 metrópoles globais; cidade só ficou à frente de Mumbai, na Índia

10 de outubro de 2012 | 13h 18

Wladimir D’Andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO – A cidade de São Paulo piorou sua pontuação em estudo da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) sobre desenvolvimento econômico e social em 2012 na comparação com o ano passado e, por conta disso, caiu para penúltimo lugar no ranking de 27 metrópoles globais. A capital paulista, segundo o estudo Cidades de Oportunidade 2012, divulgado nesta quarta-feira, só fica à frente da cidade indiana de Mumbai e perde para outras metrópoles emergentes como Johannesburgo (25.º lugar), Istambul (24.º), Buenos Aires (23.º) e Cidade do México (21.º). Nova York segue na liderança do ranking, com 1.112 pontos, mais que o dobro da pontuação conquistada pela cidade brasileira (527). Continue lendo

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Síria X Turquia: curdos podem ser usados como “bucha de canhão”

Serbin Argyrowitz, Agência Latino-Americana de Notícias,  Sucursal do Grande Oriente Médio. Publicado no Monitor Mercantil

http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=120957

Damasco – O primeiro “aviso”, atiçando o incêndio do problema curdo, não parece ter sensibilizado o governo de Ancara, enquanto o primeiro-ministro turco, Retzep Tayyip Erdogan, tenta passar ao contra-ataque, dialogando com os curdos do PKK e contando com a participação até do Otzalan. Continue lendo

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