Segundo relatório fiscal do Estado, gestão de Netanyahu durante a interceptação naval de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza foi falha e o processo de tomada de decisão, que custou a morte de nove pessoas, não foi bem coordenado
“Deficiências substanciais e significativas foram descobertas no processo de tomada de decisão que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu liderou e orientou”, escreveu o fiscal do Estado Micha Lindenstrauss em um relatório de 153 páginas. Netanyahu “não atinou que impedir à força o avanço da flotilha tinha o risco de desencadear um confronto violento”.
O primeiro-ministro respondeu que “os cidadãos de Israel usufruem de um nível de segurança que não tinham por muitos anos”.
Uma investigação da ONU sobre a interceptação da flotilha reconheceu a legalidade do embargo e disse que os participantes da flotilla “agiram de forma irresponsável” ao tentar quebrar o bloqueio. Mas afirmou também que as mortes dos ativistas eram “inaceitáveis” e criticou Israel por fracassar em não usar “opções não violentas”.