Como diz a presidenta Cristina Kirchner, “a direita tem algo de antissemita”.
Ex-presidente da Argentina é acusado de acobertar informações sobre atentado contra associação judaica em 1994, na qual 85 morreram
O ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999) será julgado pela acusação de obstruir a investigação do atentado contra a associação judaica AMIA em 1994, no qual 85 morreram e 300 ficaram feridos.
Segundo comunicado do Centro de Informação Judicial (CIJ), “o juiz Ariel Lijo elevou a julgamento oral o processo contra Menem e (o destituído juiz federal Juan) Galeano pelo acobertamento do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA)”.
A promotoria acusa Menem de ter cometido o crime de “acobertamento agravado” da chamada “conexão local” do ataque, que teve sua autoria intelectual e material atribuída pela Justiça argentina a autoridades iranianas, entre elas o ex-presidente Ali Rafsanjani (1989-1997), segundo um relatório.
Além de Menem, será julgado o ex-titular da Secretaria de Inteligência do Estado, Hugo Alfredo Anzorreguy, o subsecretário Juan Carlos Anchezar, o comissário Jorge Alberto Palácios e o policial federal Carlos Alberto Castañeda, de acordo com informações do jornal La Nación
A Justiça conseguiu provas de que os serviços de inteligência do Estado e as forças de segurança acobertaram e apagaram pistas em favor de cúmplices locais dos terroristas durante o governo Menem.