O que diz Goldman Sachs sobre a crise Irã-Israel

Em memorando enviado aos seus clientes, o Goldman Sachs aconselha sobre “como deverão posicionar-se em seus investimentos diante dos novos fundamentals que têm sido conformados no mercado do petróleo e, os quais, serão as prováveis consequências para a economia e os investimentos”. 

Adverte que, os investidores deverão manter posição overweight nas ações do setor energético. O aumento nos preços do petróleo está, diretamente relacionado com a muito forte demanda no mercado. Isto desacelerará o crescimento, mas, não colocará – pelo menos, por enquanto, – em risco de queda a lucratividade das empresas”.

“O considerável é que, a explosão dos preços do petróleo é incentivada pela demanda e, não pela oferta, algo que é positivo – e, destaca que – quando existe crise pela oferta, os setores defensivos são aqueles que super-desempenham nos mercados de capitais”, esclarece o memorando do Goldman Sachs.

De acordo com o Banco de Investimentos, “as ações do setor energético permanecem baratas em níveis históricos, em relação com o preço do petróleo quando, então, os investidores deverão preferí-las, também, ano que vem”.

Relatório do UBS

Julius Walker, analista-estratégico do UBS, anota em novo relatório do banco suiço sobre as perspectivas de uma crise de petróleo no Irã, quais são os prováveis cenários para o petróleo e qual será sua repercussão sobre os preços das commodities em geral.

“As mais sérias consequências – de acordo com Walker – sofrerão os países que constituem os maiores importadores de petróleo iraniano. Estes são: China com 550.000 barrís/dia, Índia com 320.000 barrís/dia, Coréia do Sul, com 220.000 barris/dia, Turquia com 190.000 barrís/dia, Itália com 180.000 barrís/dia, Espanha com 160.000 barrís/dia, Grécia com 110.000 barrís/dia, África do Sul com 60.000 barrís/dia e, França com 50.000 barrís/dia”.

Para Walker existem quatro prováveis cenários. “Primeiro, as sanções da UE entram em vigor em 01 de julho deste ano, fato que resultará na interrupção do fluxo de 0,6 milhão de barrís/dia aos mercados. Neste caso, o petróleo será lançado aos US$ 130/barril, ou talvez menos, porque o embargo fará exceções para alguns países, dos mais fracos economicamente compradores do petróleo iraniano, como a Itãlia e a Grécia. Segundo cenário, as sanções plenas da UE entram em vigor, junto com mais uma nova redução da ordem de 10% por outros países importadores. Neste caso, os preços do petróleo atingirão US$ 138/barril. Terceiro cenário registra o fim das exportações iranianas de petróleo, talvez em consequência de um ataque aéreo de Israel. Neste caso, a falta de oferta atingirá os 2,5 milhões de barrís/dia, com os preços do petróleo sendo lançados aos US$ 205/barril. O quarto e último cenário do UBS registra o fechamento total do mercado de petróleo do Irã. Isto incluirá alguma espécie de intervenção militar estrangeira e convulsões internas. Neste caso, o mundo perderá quatro milhões de barrís/dia de petróleo e, seu preço atingirá US$ 270/barril”.

Edmond De Rothschild

 

“A situação, extremamente, grave no Irã e sua ameaça de fechar os Estreitos de Hormuz “cheiram” crise no mercado de petróleo para breve”, estima o banco Edmond De Rothschild. Os preços do petróleo têm sido aumentados, repentinamente, aos mais altos níveis desde maio do ano passado. E o motivo é, em parte, os fundamentals, mas, principalmente, as contínuas convulsões no Irã”.

Conforme analisa o banco, “o setor petrolífero tem sido atingido pelos temores de que, os Estreitos de Hormuz – através dos quais, passa 17% do comércio mundial de petóleo – serão fechados. Algo assim será catastrófico, considerando que, existe mínima vantagem para alguém utilizar oleodutos terrestres”.

“Entretanto, as possibilidades de os Estreitos de Hormuz serem fechados são mínimas porque – como se sabe – o governo iraniano precisa das arrecadações pela venda do petróleo para conseguir permanecer no poder. Também, os Estreitos de Hormuz são internacionais e, se por hipótese, o Irã fechá-los, estará bloqueando uma passagem, a qual, é igualmente, utilizada pela Arábia Saudita, Kuwait e, Catar. Além disso, quase 85% do volume de petróleo que passa pelos Estreitos de Hormuz destina-se aos países asiáticos, os quais, têm investido fortemente no Irã, Assim, bloquear a passagem pelos Estreitos de Hormuz levará à guerra, a qual, contudo, será de curta duração. E mesmo que não haja guerra, os líderes do Irã têm planejado ações militares, as quais, retardarão a passagem do petróleo pelos Estreitos de Hormuz. E o Irã pode usar outros métodos(como o Hezbollah), reduzir suas exportações ou declarar bloqueio”, avalia Edmond De Rothschild.

“Caso ecloda uma nova crise de petróleo – Edmond De Rothschild prevê que, – o aumento de preços do petróleo não será limitado aos US$ 10/barril – US$ 20/baril. Nas crises de petróleo do passado o aumento de preço do petróleo havia oscilado desde 100% até 360%. Se então existir uma tal crise, será catastrófica para a economia mundial inteira, especificamente, para os países emergentes, cujo crescimento está fortemente atrelado com o petróleo, assim como, para os EUA”.

Julga, também, que, “um excessivamente rápido aumento de preço do petróleo tende sempre a provocar uma “quebra” nos preços das ações. E os únicos setores que são salvos, são o energético, assim como, os setores defensivos”.

Destaca, finalmente, que, “além da crise por causa do Irã, o petróleo tem, também, outos motivos para continuar evoluindo ascendentemente. Além do fato de que a demanda por petróleo tem tendência ascendente apesar da ameaça de queda na economia mundial e, as injeções de liquidez dos bancos centrais tendem a impulsionar os preços das commodities “para cima”.

Dr. Doom

O conhecido analista Marc Faber, aliás Dr.Doom, prevê guerra Irã-Israel e, recomenda aplicações em metais preciosos. Segundo ele, “o risco político no Grande Oriente Médio tem aumentado consideravelmente e, a guerra entre Irã e Israel já é quase inevitável. E os metais preciosos, assim como, as ações serão o refúgio seguro para os investidores em caso de uma guerra – quase certa –  entre Irã e Israel”. (LAURA BRITT. Sucursal da União Européia – Latino Americana de Notícias).

Esta entrada foi publicada em Falando (quase) sozinho, Sociedade Alternativa e marcada com a tag . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>