Gregos vão às ruas protestar contra as medidas que já desempregaram 40% dos jovens
COM “AUSTERIDADE” DESEMPREGO ENTRE OS JOVENS CHEGA A 40%
Com o país submetido a draconianas medidas recessivas, a Grécia amargou desemprego recorde no quarto trimestre do ano passado, com 1.025.877 de pessoas sem emprego. Segundo o Elstat – equivalente grego do IBGE – nos últimos três meses de 2011, a taxa de desemprego alcançou 20,7%, contra 14,2% no último trimestre de 2010, um crescimento de 44,1%.
No terceiro trimestre do ano passado, a taxa ficara em já assustadores 17,7%. Nessa comparação, houve uma piora de 16,8%. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a situação é ainda mais dramática, com cerca de 40% de desempregados, contra 28% no mesmo período de 2010.
.”Os dados trimestrais do desemprego refletem o aprofundamento da velocidade da contração econômica doméstica. Considerando que o desemprego é um indicador atrasado, não devemos descartar um novo aumento da taxa de desemprego nos próximos meses”, disse o economista do EFG Eurobank Platon Monokroussos, ouvido pela agência Reuters.
A construção civil – um dos principais centros das bolhas que impulsionaram a economia do país antes da crise de 2008 – foi um dos setores mais castigados pelo desemprego, que cresceu 19% no último trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano anterior.
E, em mais uma demonstração do abismo entre a Grécia real e o país vislumbrado pela banca local e internacional, no mesmo momento em que os números do Elstat davam formas à chaga social grega, o mercado financeiro comemorava a aprovação pela direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) de um empréstimo de 28 bilhões de euros. O valor integrará o novo pacote de empréstimos à Grécia, junto com a Zona do Euro, de 130 bilhões de euros.
O FMI vai liberar o dinheiro ao longo de quatro anos, sendo 1,65 bilhão de euros imediatamente.