Com privatização dobra importação de petróleo na Argentina

País retira incentivo a multis, que levaram 10 bi de pesos sem elevar produção

Mais uma província argentina, desta vez a de Chubut, rompeu contrato com a empresa petrolífera Repsol YPF, que, segundo o governo central, não cumpriu o compromisso de elevar os investimentos na produção. Com o setor privatizado no governo Carlos Menem, a importação de petróleo em 2011 dobrou sobre 2010, para US$ 9,4 bilhões.

Em outubro, a presidente Cristina Kirchner determinara que as petrolíferas e mineradoras repatriassem receitas de exportação. E, em novembro, no conselho de administração da empresa – do qual o governo faz parte – votou contra o pagamento de dividendos à YPF de Buenos Aires. A medida se destinava a conter a fuga de capital.

Irritada com a decisão da YPF de não elevar a produção, Cristina teria discutido até a nacionalização da empresa. De imediato, porém, suspendeu os programas Petróleo Plus e Refino Plus, que garantiam incentivos fiscais para estimular novos investimentos em exploração, produção e refino. Desde 2008, o governo repassou quase 10 bilhões de pesos em incentivos fiscais às companhias do setor.

“As petroleiras não agem em sintonia com os interesses nacionais ou sociais dos países nos quais atuam. Querem só levar petróleo local para suas refinarias espalhadas pelo mundo”, destaca o engenheiro Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros e do Clube de Engenharia.

Segundo Metri, se todos os países produtores passassem a exportar derivados, em vez de petróleo bruto, as refinarias das petroleiras privadas ficariam paradas: “No caso do petróleo, o faturamento é tão grande que nenhuma perda é desprezível. Talvez por causa dessa busca da lucratividade máxima, as empresas do setor dispensem as parcerias com os países nos quais atuam. E a mídia se cala”, resumiu.

Fonte: Monitor Mercantil
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=109674

 

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