Interessante entrevista do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo, à Maria Inês Nassif (Carta Maior).
A ‘solução’ do caso grego tende a abrir um dique devastador de dinheiro especulativo em busca de operações lucrativas nos mercados ditos emergentes. O debate sobre o que fazer guarda aparência técnica; não raro é tratado de forma tecnocrática pela direita, mas também por setores da própria esquerda. Sua essência, porém, é visceralmente política. A grande interrogação é saber se os Estados nacionais, amarrotados e jogados no fundo da gaveta da história pelo vagalhão neoliberal tem sobrevida e nervura política para liderar a resistência ao imperialismo monetário que benefícia os bancos, o emprego, fundos especulativos e indústrias das economias ricas. A dúvida remete a um debate que de alguma forma já se trava na academia: existe desenvolvimentismo possível no mundo pós-neoliberal?
Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Fernando Haddad, pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo não subestima o trabalho que terá para tentar romper a hegemonia do PSDB na capital paulista. “São Paulo tem um pensamento conservador muito consolidado (…). Se optar pela renovação, no entanto, irradiará rapidamente essa tendência para o país. O Brasil poderia mais, não fosse a âncora conservadora do PSDB de São Paulo. Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país”. Leia mais: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19746