Fonte: Monitor Mercantil 07/03/2012 – 12:03
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central entra no segundo dia nesta quarta-feira e deve decidir pelo quinto corte seguido na taxa básica de juros (Selic). O anúncio deve ser feito a partir das 18h.
Analistas do BC esperam uma queda de 10,5% para 10% ao ano, seguindo a tendência das baixas de 0,5 ponto percentual iniciadas em agosto de 2011.
Outro especialistas, no entanto, acreditam em um corte maior, que pode chegar até um ponto percentual para intensificar o processo de aceleração da economia. O BC não faz um corte desta magnitude desde junho de 2009. A própria instituição sinalizou a possibilidade de estabelecer um juros menor do que 10%.
O Banco Central enfrenta outro ponto de tensão com a chamada “guerra cambial” em curso, pela qual o governo teve de baixar os juros. Dilma classifica o fato como “tsunami monetário”. Em esfera mundial, o impasse do câmbio veio após os Bancos Centrais dos EUA e da Europa, sobretudo, injetarem quase R$ 9 trilhões nos mercados financeiros ao longo dos últimos três anos, com o objetivo de atrair economias emergentes que tenham juros altos e um crescimento mais elevado. O Brasil tem os juros reais mais altos do mundo: cerca de 5% ao ano.
A injeção de dinheiro no país, aliada ao PIB de 2011 de 2,7%, pressiona o governo a fazer cortes na Selic, que segundo economistas, atrairá menos investimento e, consequentemente, fará despencar o dólar, o que vai tornar mais baratas as importações contra vendas externas a preço mais alto. Assim, a produção nacional sofrerá menos com a competitividade.