
O Relatório de Trabalho do govern China, divulgado nesta manhã, prevê que o país crescerá 7,5% em 2012, com inflação de 4%. Quanto ao déficit do governo, a projeção é de 1,5% do PIB, o que implica em redução de 100 bilhões de iuans em relação a 2011. Segundo o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao (foto), na Assembleia Nacional Popular, o principal órgão do poder, “a política monetária prudente e a política fiscal pró-ativa foram reiteradas no documento”, que destaca a estabilização do crescimento do país como a primeira prioridade do governo, superando a estabilização da inflação.
Ano passado, a segunda maior economia mundial cresceu 9,2%, mas o ritmo foi abrandando ao longo do ano, refletindo a crise nos EUA e na Europa, principal mercado de exportações do país.
Será ?
Para o economista Marcelo Nonnenberg, do Ipea, a China vai desacelerar sem o estouro de bolhas e a demanda por commodities brasileiras não recuará muito.
“O papel da China está consolidado, sobretudo o regional. O país é o motor da economia asiática e deve continuar assim. Mesmo que o ritmo do PIB caia, no geral, de 10% para algo em torno de 7% ou 8%, nos setores mais intensivos em tecnologia, os investimentos continuarão crescendo e o papel da China em nível regional também. Aconteça o que acontecer no mundo, o país só tende a aumentar seu peso no comércio internacional, inclusive a influência de sua moeda, o iuan.”