FINEP deve operar R$ 6 bi este ano

“A FINEP precisa estabelecer metas mais ousadas para 2012”. A afirmação do presidente Glauco Arbix começa a materializar-se. A previsão é que este ano a FINEP opere, em recursos reembolsáveis para empresas, R$ 6 bilhões, contra os R$ 3,75 bilhões aplicados em 2011, o que corresponde a um aumento de 62,5%. Esses recursos são do Programa de Sustentação do Investimento – PSI e se destinam a operações de crédito, com juros subsidiados, para empresas que atuam em setores estratégicos, como saúde, tecnologia da informação e comunicação (TIC), defesa e aeroespacial, petróleo e gás, sustentabilidade, energia e desenvolvimento social.

No ano passado, a ações de fomento nestes setores estratégicos resultaram em uma demanda de projetos de ciência, tecnologia e inovação de cerca de R$ 9 bilhões em empresas inovadoras, no total de 326 projetos. Desses, a FINEP já contratou 165 projetos que somam cerca de R$ 3,5 bilhões. Com a expansão dos recursos em 2012, a expectativa é que a demanda restante de R$ 5,64 bilhões seja atendida com agilidade.

 

Para isso, a FINEP acaba de criar um grupo de trabalho que terá a tarefa de identificar gargalos e obstáculos, repensar estruturas e agilizar a tramitação dos processos internos, reduzindo em 80% o tempo médio de análise e aprovação dos projetos reembolsáveis. Em um grande esforço, a Financiadora conseguiu, em 2011, reduzir os prazos de análise em 58%, passando de 249 dias para 102 dias. Este ano esses números devem cair ainda mais. “O desafio é transformar este esforço em processo de gestão mais moderna, eficiente e avançada”, diz o presidente Glauco Arbix.

 

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