Rússia e China, esta última com presença cada vez maior na África (e Brasil !), em busca de petróleo e terras férteis, vetam no Conselho de Segurança quaisquer sanções contra o regime sírio, que já matou três mil civis durante protestos.
Natural, afinal os EUA também vetaram o mais do que justo Estado da Palestina, nas fronteiras de 1967.
Enquanto isso, a Turquia tira de boa moça (e a esquerda embarca na “Frotilha da Paz”, como batizou a capa de O Globo) adulando os palestinos (sempre usados para este fim), enquanto ataca os curdos, ocupa o Chipre à revelia da ONU, serve de base para Bush invadir o Iraque e entra no “racha” do petróleo da Líbia.
Isto sem falar no abraço apertado no neoliberalismo, que cada vez mais empobrece o povo turco, que amarga taxa de mortalidade infantil pior do que a de Gaza, segundo a ONU.
Por sua vez, Netanyahu, o cara-de-pau por excelência, diz que Estado da Palestina é ameaça à segurança de Israel, mas faz acordo com Hammas, que prega a destruição de Israel, libertando, inclusive, o líder da segunda Intifada, forte candidato a derrotar … Abbas (!!) na eleições.
E a esquerda acha que Abbas é dócil demais… Boa parte dela é contra a solução de dois Estados, preferindo sonhar com uma Palestina que acolha os judeus. Esta era a proposta dos primeiros sionistas, mas hoje o soldado judeu, franzino e abatido, trocado por mais de mil palestinos, é a prova viva de que em Israel não há mercenários e que dificilmente os dois povos abrirão mão de suas aspirações nacionais.
Por sinal, não é demais repetir que a volta às fronteiras de 1967 é vontade da ampla maioria das duas populações.
Pergunta que não quer calar: Por que China e Rússia não utilizaram seu poder de veto para impedir os ataques aéreos que iniciaram a rapina do petróleo da Líbia ?
Uma pista: A União Soviética, primeira nação a reconhecer o Estado de Israel, trocou de lado, convertendo-se a Maomé, que tem mais petróleo e soldados do que Moisés, representando um mercado muito maior para armas – afinal, são 15 milhões de judeus mundo afora, com um Estado, enquanto há 1,5 bilhão de muçulmanos, em mais de 50 países, além dos imigrantes em diversas nações não muçulmanas.
Roubar petróleo pode, só não pode haver paz entre judeus e palestinos, pois vai prejudicar a indústria armamentista, tão útil nas crises. Esta é a mensagem das grandes potências militares.
Vá em frente Mahmoud Abbas !