Faz sentido. Os EUA vetam o Estado da Palestina, então China e Rússia vetam sanções contra o governo sírio, que já matou 3 mil pessoas do próprio povo. Mas vem cá, invadir a Líbia para rapinar o petróleo pode? A Síria é grande exportador de petróleo? Não. O que tem de tão bom no Afeganistão para atrair União Soviética e OTAN? São os mistérios do Oriente.
Organização diz que repressão a protestos deixou 3 mil mortos nos últimos sete meses, incluindo 187 crianças
iG São Paulo | 14/10/2011 12:51
Organização diz que repressão a protestos deixou 3 mil mortos nos últimos sete meses, incluindo 187 crianças
A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Navi Pillay, fez um apelo nesta sexta-feira para que a comunidade internacional tome “medidas imediatas” para proteger a população civil da Líbia.
Segundo Navi, subiu para 3 mil o número de mortos nos sete meses de protesto contra o regime do presidente Bashar Al-Assad.
‘Gangues’ e conflitos matam policiais
A estimativa anterior, divulgada em 6 d outubro, era de 2,9 mil mortos desde o início das manifestações.
“A comunidade internacional deve agir de forma coletiva e decisiva antes que a contínua e brutal repressão e os assassinatos levem o país a uma violenta guerra civil”, afirmou Navi, em comunicado.
Ela não especificou quais medidas a comunidade internacional deveria adotar.
Seu porta-voz, Rupert Colville, disse que cabe ao Conselho de Segurança da ONU decidir a ação apropriada.
Mas ele afirmou: “O que foi feito até agora não está produzindo resultados e as pessoas continuam sendo mortas todos os dias. Apenas torcer para dar certo claramente não é o suficiente.”
De acordo com a ONU, pelo menos 187 dos 3 mil mortos na Síria são crianças. Em média, entre 10 e 15 pessoas são mortas por dia.
Nesta sexta-feira, testemunhas disseram que forças de segurança abriram fogo contra manifestantes em várias cidades, deixando ao menos sete mortos. Os protestos teriam acontecido em Damasco, Daraa, Aleppo, Idlib, Hassakeh, Homs e Hamas