Lucrode bancos sobe 6 vezes mais que PIB de países

13/09/2011 – 22:09

Monitor Mercantil
Por Rogério Lessa

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Guimarães: China e Índia canalizaram investimento externo para incrementar produção

(Foto: Renato Araújo/ABr)

Principaisresponsáveis pela crise foram maiores beneficiados por incentivos públicos

Desde a fase mais aguda da crise financeira, em 2008, o lucro dos bancos mundiais cresceu seis vezes mais que o desempenho do PIB global. A informação foi dada pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ao participar do seminário Políticas estratégicas de inovação e mudança estrutural em um contexto de crescimento e crise, promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

Guimarães salientou que os países que tiveram melhor desempenho na primeira década do século XXI, sobretudo China e Índia, aproveitaram o investimento estrangeiro para modernizar e estruturar suas cadeias produtivas.

Jáo economista Luís Fernandes, ex-presidente da Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), acrescentou que Índia e China contam também com o apoio do Estado nas estratégias de comércio exterior e desenvolvimento.

“No Brasil, a estruturação de um novo ciclo de desenvolvimento esbarra na política macroeconômica, que continua prisioneira dos circuitos de financeirização. Um país que paga juros três vezes superiores ao segundo colocado no ranking mundial não levará ninguém a correr o risco de inovar“, criticou.  

Fernandes, que é professor da PUC-RJ, mostrou que, entre 1980 e 2008, os EUA e a Europa perderam participação no PIB mundial, passando de, respectivamente, 21% para 18,6%, e de 24% para 17%. Índia e China dobraram e triplicaram, respectivamente suas participações, enquanto o Brasil se manteve estagnado no mesmo período.

Elelamentou que, após a crise de 2008, os maiores vencedores tenham sido justamente aqueles que causaram a crise: os bancos.

“Assistimos a um gigantesco processo de transferência de riqueza da população para o setor financeiro. E a conta está sendo cobrada agora com recessão, privatização e corte de direitos sociais“, afirmou o ex-presidente da Finep.

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