Abit teme fracasso da nova política industrial

Monitor Mercantil

22/07/2011 – 22:07   

Setor têxtil cobra mais proteção e diz que juro alto e real forte são entraves  

Preocupado com a possível reprimarização e desindustrialização da economia brasileira, o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, teme que a Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), nova política industrial que o governo anunciará em breve, acabe se tornando um “anti-clímax” por causa dos juros altos e do câmbio valorizado, entre outros entraves, como a carga tributária.

 “Estamos nos articulando pela adoção de um regime tributário diferenciado, que desonere a exportação e os investimentos”, disse Pimentel, acrescentando que o Simples, programa que oferece abatimentos fiscais para empresas de menor porte, acaba limitando o crescimento das firmas, ao restringir os benefícios ao faturamento de até R$ 2,4 milhões.  

 

Entre as propostas da Abit, está a adoção do programa Reintegro, que dá crédito tributário para a exportação. “Estamos no meio de uma guerra cambial na qual o objetivo de cada país é gerar empregos e abrir mercados. Projetamos uma taxa de, no mínimo, 6%, o que não seria muito. Afinal, somente a burocracia pesa entre 2% e 6% no chamado Custo Brasil”, ponderou o executivo, em entrevista exclusiva ao MM.  

Pimentel frisou que a Abit é favorável ao livre comércio. “Porém não ao comércio ingênuo. Somos favoráveis à abertura dos mercados, ao comércio livre, porém não ingênuo. As condições precisam ser iguais para todos. Aqui deixamos tudo sem defesa comercial, com juros indecentes. Nosso rating é melhor do que o de muitos países que praticam taxas de juros muito inferiores à nossa”, ponderou, criticando a permanência de um mercado financeiro indexado aos índices de inflação. “Todo este cenário está nos levando a perder densidade nas cadeias produtivas”, finalizou

Veja entrevista na íntegra: http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=98239

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