Com uma base de 205,15 milhões de linhas móveis – dados da Anatel – as empresas ainda ignoram o poder do celular como mídia de massa. Essa é a opinião do publicitário Marcelo Castelo, da agência F.Biz.
“Este ainda não é um mercado que explodiu. Mas existe uma perspectiva muito grande que explodirá”, afirma o publicitário.
De acordo com a pesquisa Monitor Acision de Valor Agregado Móvel (Mavam), divulgada ontem, a receita com os chamados serviços agregados, no qual está incluída a propaganda no celular, foi de R$ 10 bilhões em 2010.
A verba é usada com a compra de publicidade por SMS, banners vistos em sites acessados pelo celular e em jogos online.
A agência de Castelo, que comprou R$ 1,5 milhão em mídia no celular em 2010, gastou R$ 700 mil no mês passado e planeja comprar R$ 10 milhões em mobile marketing neste ano.
Alguns fatores apontam para este movimento de crescimento, de acordo com o executivo. Entre eles, o preço 30% mais baixo de aparelhos smartphones, nos quais é possível o acesso à internet.
Outro motivo é a relação do brasileiro com a tecnologia e o rápido crescimento no acesso à internet no País.
Uma dificuldade é o valor cobrado do cliente pelas operadoras no envio de SMS. Enquanto no Brasil uma mensagem de celular sai ao custo de R$ 0,30, na Inglaterra, por exemplo, esse valor é de R$ 0,12.
Além disso, as operadoras ainda não conseguem segmentar entre seus milhares de assinantes o perfil da audiência para a qual as agências focadas em publicidade em internet e novas mídias como o celular precisam, no tempo em que elas precisam.
Mas o maior desafio agora, na opinião de Castelo, é catequizar os clientes. “É preciso criar a cultura de anunciar no celular. Com a TV aconteceu a mesma coisa. Foram necessários quatro anos depois que a televisão ultrapassou o rádio em penetração para que se começasse a anunciar no veículo”, avalia