Bin Laden já havia sido derrotado politicamente

18/05/2011 – 20:05

 Texto magistral, publicado no Monitor Mercantil. Longe do fanatismo, o povo árabe ganha voz e se aproxima da vitória contra o subdesenvimento.

Países ocidentais deverão mudar sua visão sobre o Mundo Árabe Muçulmano  

Damasco – O inglório fim de Osama bin Laden, do homem que sonhou a ressurgimento do califado da Mauritânia até além do Paquistão e utilizou para materialização deste objetivo, com a mais cruel forma, a arma do terrorismo contra os EUA e outros países do Ocidente, sinaliza o fim de uma época e o início de uma outra, que não é totalmente alheia às insurgências que eclodem nos países da África do Norte e do Grande Oriente Médio.

 

O controle do terrorismo islâmico, a derrocada da ideologia da Al Qaeda, em sintonia com o crescimento de movimentos de emancipação do Mundo Muçulmano, que parecem capazes de conformar uma outra situação em toda esta ampla região, criam as premissas para uma outra situação no mundo.

 Por mais que os comentários sejam prematuros para alguns, a sintonia das últimas evoluções, os diversos e diferentes fatos são suficientemente separados, com fortes simbolismos e capazes de mostrar o fluxo da situação.

 

 

Antes do assassinato de Osama bin Laden, seu extremista e retrógrado movimento havia sido derrotado politicamente em toda a região da África do Norte e do Grande Oriente Médio. Seu terrorismo não solucionava o problema de desenvolvimento e sequer da libertação social dos povos da imensa região.

 

Longe do fanatismo

 

Ao contrário, seu sonho, baseado sobre o fanático fundamentalismo remetia a esquemas feudais de séculos anteriores, que as atuais sociedades árabes não poderiam aceitar. E prova da derrota política da rede terrorista pan-islâmica que havia composto foram as insurgências na África do Norte e no Grande Oriente Médio, as quais originavam-se de outro lugar e destinavam-se a outro lugar.

 

Os que esperavam insurgências tipo islâmico no Egito e na Tunísia e agora na Síria desiludiram-se vendo os jovens marchando pacificamente nas ruas e reivindicando direitos semelhantes àqueles que os europeus reivindicavam há dois séculos.

 

Neste sentido, o assassinato de Osama bin Laden e a consequente derrocada, lógica, da rede terrorista pan-islâmica, em sintonia com uma efetiva democratização da região, gera somente esperanças por um mundo melhor.

 

A emancipação dos povos da África do Norte e do Grande Oriente Médio e sua desindexação dos retrógrados regimes, assim como dos retrógrados esquemas terroristas, redes e doutrinas, por mais que demore, trará novos equilíbrios no mundo e criará novas oportunidades em toda a região.

Se o Ocidente tiver a paciência e a coragem para superar a crise que assola e atormenta os países terá, provavelmente, também a oportunidades para aproveitar as novas condições que se conformarão na ampla região do Grande Oriente Médio e da África do Norte. O nó cego da mais explosiva região do mundo poderá ser, finalmente, desatado para alterar – de fato – a marcha da História.  

Serbin Argyrovitz

Sucursal do Grande Oriente Médio.

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