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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; União Europeia</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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		<title>A dúvida é como preservar a união</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Dec 2010 20:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Martin Wolf Do Valor Econômico (22/12/2010): A Alemanha impera. Ela determinará em que medida prospera a zona do euro, talvez até mesmo se ela sobreviverá. Ela é a potência europeia central &#8211; geográfica, política e econômica. A França sabe isso. &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2010/12/23/a-duvida-e-como-preservar-a-uniao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Martin Wolf</p>
<p>Do Valor Econômico (22/12/2010):</p>
<p>A Alemanha impera. Ela determinará em que medida prospera a zona do euro, talvez até mesmo se ela sobreviverá. Ela é a potência europeia central &#8211; geográfica, política e econômica. A França sabe isso. A pergunta é como a Alemanha usará esse poder. A resposta dependerá não só de como ela enxerga seus interesses, mas de como ela entende eventos. Estou muito mais preocupado com esta última questão.</p>
<p><em>A posição dominante da Alemanha não é apenas resultado do seu porte econômico. Deve-se mais à sua condição de maior país credor com o melhor crédito soberano. Quando países com déficits externos ficam sem fornecedores externos de crédito privado, eles se tornam dependentes de soberanias estrangeiras. Isso está acontecendo com a zona do euro. O poder dos credores é simples: na ausência do seu apoio, os países deficitários serão levados ao calote. O consequente colapso do crédito, por sua vez, imporá cortes acelerados nos gastos e uma enorme recessão. Essa recessão, por sua vez, tornará as finanças públicas ainda mais incontroláveis. A espiral descendente também imporá cortes aos países superavitários, já que eles precisarão abater o valor dos seus ativos e perder mercados de exportação. Sua posição superavitária, porém, permite que expandam a demanda interna, em vez disso. Em crises, os mercantilistas imperam. É o que acontece agora na região.</em></p>
<p><em>Ao decidir o que fazer, primeiro a Alemanha precisa determinar os seus próprios interesses. Eles são mais do que estritamente financeiros</em>. A aceitação dos seus vizinhos, dentro da União Europeia, tem sido um pilar da política alemã do pós-guerra, por excelentes motivos: <em>isolada, a Alemanha demonstrou ser uma calamidade para os seus vizinhos e para si. Além disso, um marco alemão ressuscitado dispararia em valor, com efeito devastador sobre a competitividade das exportações alemãs. Por esses dois motivos, manter a zona do euro está no claro interesse da Alemanha, enquanto o euro continuar sendo uma moeda estável, em termos de poder de compra interno, como certamente será</em>.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/impresso/opiniao/98/357341/a-duvida-e-como-preservar-a-uniao">Clique aqui para ler mais</a>.</p>
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