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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Unctad</title>
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		<title>Aperto fiscal não é solução contra crise financeira global, diz Unctad</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 22:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[TDR 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Unctad]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com novo relatório da Unctad, políticas restritivas reduzem o crescimento econômico e as receitas de impostos, jogando contra a estabilidade fiscal. Crises dos anos 90 trouxeram esse ensinamento, diz um dos autores do estudo, o economista argentino Alfredo &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/07/aperto-fiscal-nao-e-solucao-contra-crise-financeira-global-diz-unctad/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>De acordo com novo relatório da Unctad, políticas restritivas reduzem o crescimento econômico e as receitas de impostos, jogando contra a estabilidade fiscal. Crises dos anos 90 trouxeram esse ensinamento, diz um dos autores do estudo, o economista argentino Alfredo Calcagno.</em></p>
<p>Marcel Gomes / <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18418">Carta Maior</a></p>
<p>SÃO PAULO – Pacotes de corte de gastos governamentais podem agravar ainda mais os efeitos da crise financeira global em vez de amenizá-los, diz relatório da agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a Unctad, divulgado nesta terça-feira (6).</p>
<p>“Políticas fiscais restritivas atacam os sintomas, e não as causas da crise”, alertou o economista argentino Alfredo Calcagno, um dos autores do estudo, em teleconferência realizada a partir de Paris. Segundo ele, a explosão da dívida pública não é causa da crise financeira internacional, mas conseqüências dela.<span id="more-317"></span></p>
<p>A explicação é simples. Com a deterioração dos fundamentos econômicos mundiais a partir de 2007, os governos abriram os cofres públicos ao lançar pacotes de estímulo econômico, salvar empresas quebradas e, no caso das nações em desenvolvimento, pagar taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O Brasil e diversos países ricos, como a Itália, anunciaram recentemente planos para cortar gastos e enfrentar a crise. Mas o relatório da Unctad não aprova essa receita.</p>
<p>“Uma vez que a crise não foi causada por políticas fiscais perdulárias, a austeridade fiscal não é uma resposta adequada. A transição do estímulo fiscal para o aperto fiscal é auto-destrutivo. Este é especialmente o caso das economias mais desenvolvidas que foram severamente atingidas pela crise”, diz o texto.</p>
<p>Anos 90</p>
<p>Em sua exposição, Calcagno pediu que os ensinamentos das crises internacionais da década de noventa não sejam esquecidos. Um deles é que restrição fiscal não gera estabilidade fiscal, pois é uma política que incide negativamente sobre o crescimento econômico e as receitas do governo. “Os países desenvolvidos estão fazendo políticas para não crescer”, afirmou.</p>
<p>O economista argentino lembra que o argumento central usado para justificar políticas fiscais restritivas é a necessidade de restaurar a confiança dos mercados financeiros. Entretanto, diz ele, é importante considerar que a crise foi principalmente gerada pelo comportamento dos mercados financeiros, e que eles requereram custosas intervenções públicas.</p>
<p>&#8220;Surpreende que esses atores, inclusive agências se rating, sejam considerados quando se discute uma gestão macroeconômica correta&#8221;, questiona.</p>
<p>Na avaliação da Unctad, uma política fiscal expansionista pode ter fortes efeitos sobre a demanda, aumentar os lucros do setor privado e elevar as receitas com impostos. O relatório afirma, porém, isso pode ser feito sem elevação do total de gastos públicos, mas o reestruturando, com foco em investimentos em infra-estrutura, transferências sociais e subsídios ao investimento privado.</p>
<p>Mais regulação</p>
<p>Como propostas para solucionar a crise, a Unctad não vê outra maneira senão maior regulação do mercado financeiro global. Novas regras acertadas pelos países deveriam estancar a especulação nas bolsas de commodities, restringir a ação das grandes corporações financeiras globais e controlar fluxos financeiros que geram a volatilidade das taxas de câmbio nacionais.</p>
<p>A Unctad acredita que pouco tem sido feito nessa direção. O relatório critica o G-20, que vem discutindo o tema, mas cujas propostas ainda não implementadas mantêm expostas as nações em desenvolvimento a oscilações bruscas dos preços das commodities e a choques externos, como fuga de capitais.</p>
<p>Ao estimar o crescimento econômico, a Unctad prevê que os países em desenvolvimento continuarão sendo a locomotiva mundial. Esse grupo de nações deve crescer em 2011 acima de 6% em média, antes um máximo 2% em média dos países desenvolvidos. Entretanto, a taxa de expansão econômica mundial soluçará, dos 4% anotados em 2010 para 3% neste ano.</p>
<p>Na opinião do órgão da ONU, a razão para essa diferença é clara. No grupo em desenvolvimento, salários em ascensão e gastos públicos servem de blindagem contra a crise. No grupo desenvolvido, a estagnação é resultado de alto desemprego, achatamento dos salários, redução dos empréstimos bancários devido à crise dessas instituições e corte de gastos públicos.</p>
<p>Mas o relatório alerta que o cenário segue instável. “O crescimento nos países em desenvolvimento tem sido fortemente baseado na expansão da demanda doméstica. No entanto, essas nações ainda enfrentam significantes riscos externos gerados pela fragilidade das economias desenvolvidas. A ausência de reformas substanciais nos mercados financeiros internacionais é um risco adicional”, diz o texto.</p>
<p>A íntegra do relatório da Unctad está disponível em inglês (<a href="http://www.unctad.org/en/docs/tdr2011_embargo_en.pdf">clique aqui</a>).</p>
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		<title>Unctad quer mercados com melhor regulação</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 13:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[regulação dos mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Unctad]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico: 06.06.2011 &#8211; A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) publica hoje relatório que aponta que a influência de investidores financeiros nos preços das commodities acentua &#8220;comportamentos de rebanho&#8221; nos mercados, gera bolhas &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/06/06/unctad-quer-mercados-melhor-regulacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000">Do Valor Econômico:</span></p>
<p><span style="color: #000000">06.06.2011 &#8211; A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) publica hoje relatório que aponta que a influência de investidores financeiros nos preços das commodities acentua &#8220;comportamentos de rebanho&#8221; nos mercados, gera bolhas de ativos e perigosa volatilidade para produtores e consumidores. A entidade, que procura ter o papel de &#8220;think thank&#8221; para nações em desenvolvimento, defende uma regulação mais estrita nos mercados futuros, incluindo mais taxação. E sugere mecanismos ocasionais de estabilização de preços para minimizar riscos de que a &#8220;financeirização&#8221; crie bolhas no curto prazo.</span></p>
<p><span style="color: #000000">&#8220;Estamos em uma nova fase de determinação de preços de commodities, provocada pela financeirização que modifica as condutas comerciais e influencia de forma significativa os preços de alimentos e outros produtos&#8221;, diz o economista-chefe da Unctad, Heiner Flassback. Uma excessiva especulação pode resultar em aumento adicional de 20% no preço do petróleo, por exemplo, e essa alta pode elevar os custos de alimentos e outros produtos básicos.<span id="more-133"></span></span></p>
<p><span style="color: #000000">O estudo, intitulado &#8220;Formação de Preços nos Mercados de Matérias-Primas Financeirizados: a importância da informação&#8221;, mostra que os ativos sob gestão em fundos de commodities passaram do recorde de US$ 410 bilhões em março, quase o dobro do volume do pré-crise de 2007. Para a Unctad, os investidores financeiros que participam do mercado de commodities baseiam seu comportamento em informações relacionadas com poucos fatos observáveis &#8211; ou em modelos matemáticos, mais próximos da &#8220;adivinhação&#8221; do que da realidade física de oferta e demanda. O fluxo de informação fomenta um &#8220;comportamento de rebanho&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Nesse cenário, o comportamento dos preços das commodities no ciclo econômico mudou. Um exemplo é o petróleo. O preço disparou no ponto mais baixo do ciclo, antes inclusive que os preços das ações começassem a subir. Em meados dos anos 2000, instaurou-se uma tendência de alta dos preços de matérias-primas, acompanhado de crescente instabilidade. A partir de 2009 e especialmente do verão de 2010, os preços mundiais começaram a subir de novo. O acelerado crescimento de países emergentes e a produção de biocombustíveis, em meio à baixa taxa de crescimento da produção e da produtividade agrícola contribuíram para a pressão altista.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Mas a Unctad salienta que a financeirização dos mercados introduziu novas forças de influência dos preços. E pode provocar a adoção de políticas monetárias mais estritas, apesar de a utilização da capacidade industrial mundial continuar sendo baixa. O estudo vê, também, mais correlações entre diferentes mercados de commodities, de forma que as cotações desses produtos são afetadas por algo que não está relacionado a fatores fundamentais. É o caso do cacau, com improvável relação entre as cifras do emprego nos EUA e o consumo mundial de chocolate.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Para a Unctad, não há dúvida de que investidores, por sua importância financeira, podem influir nas cotações no curto prazo, acentuando a instabilidade nos mercados físicos. &#8220;O que a financeirização faz é o preço errado. Alguns argumentam que se os preços são tão altos, uma correção virá depois. Mas isso pode ser atrasado dramaticamente&#8221;, diz Flassback. </span></p>
<p><span style="color: #000000">Para a Unctad, a solução é aumentar a transparência dos mercados de commodities físicas, melhorar a circulação da informação, impor limites de posições nos mercados futuros e separar traders comerciais e não comerciais. Além disso, a entidade propõe &#8220;possíveis medidas diretas para estabilizar os preços de commodities&#8221;, algo que a França tentou emplacar no G-20 e sofreu um rechaço duro por parte dos exportadores como o Brasil. Mas Flassback argumenta que não se trata das intervenções tentadas no passado. </span><span style="font-family: Arial;color: #000000"> </span></p>
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