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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; desindustrialização</title>
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	<description>Novo-Desenvolvimentismo</description>
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		<title>Déficit crescente&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 16:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/arte20bra-101-industria-a3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-330" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/files/2011/09/arte20bra-101-industria-a3-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a></p>
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		<title>Déficit do setor de alta tecnologia deve ultrapassar R$100 bi este ano</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 13:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico [12.09.2011]: Se quiser efetivamente mudar o destino da indústria brasileira de alta tecnologia, o governo terá de agir rápido. A avaliação é de Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que divulga hoje amplo levantamento &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/09/12/deficit-setor-de-alta-tecnologia-deve-ultrapassar-r100-bi-este-ano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Do Valor Econômico [12.09.2011]:</p>
<p>Se quiser efetivamente mudar o destino da indústria brasileira de alta tecnologia, o governo terá de agir rápido. A avaliação é de Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que divulga hoje amplo levantamento sobre a balança comercial da indústria.</p>
<p>No primeiro semestre deste ano, os segmentos de alta e média-alta tecnologia acumularam déficit comercial de R$ 38,6 bilhões &#8211; saldo que fica pior, se somado aos R$ 11,2 bilhões em déficit acumulado pelos serviços (como aluguel de equipamentos) contratados pela indústria. Este déficit foi 33% maior que em igual período de 2010 e, segundo a Protec, deve ultrapassar R$ 100 bilhões neste ano.</p>
<p>&#8220;Trata-se de uma calamidade&#8221;, afirma Nicolsky, para quem uma desindustrialização no Brasil é &#8220;clara e cristalina&#8221;. Segundo o especialista, os fabricantes brasileiros já passaram do período em que iam a China e outros polos industriais em busca de insumos mais baratos. &#8220;Agora o fabricante virou montador mesmo, estamos importando o produto pronto&#8221;, diz.<span id="more-321"></span></p>
<p>No primeiro semestre, o saldo comercial brasileiro foi sustentado pelo superávit de R$ 31,5 bilhões registrado pelos exportadores de commodities. Entre os fabricantes industriais, apenas os produtores de bens com menos conteúdo tecnológico registraram ganhos nas trocas com o exterior. O superávit de R$ 20 bilhões registrado no primeiro semestre foi totalmente sustentado pelos segmentos produtores de bens com baixo conteúdo tecnológico, como alimentos.</p>
<p>Os fabricantes de bens com média-baixa tecnologia registraram superávit de apenas R$ 500 milhões entre janeiro e junho deste ano. E mesmo esse resultado só ocorreu devido à exportação da primeira plataforma de perfuração de petróleo produzida no Brasil, o que contribuiu para a construção naval registrar US$ 1 bilhão em conteúdo exportado.</p>
<p>O nó está no segmento de alto conteúdo tecnológico. São os fabricantes de produtos químicos, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos, principalmente, os que respondem pelo enorme e crescente déficit comercial da indústria no ano.</p>
<p>Nicolsky é crítico da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que o governo vai criar dentro de um mês. &#8220;A nova empresa não é a Embrapa da indústria&#8221;, diz ele, em referência à estatal criada no fim dos anos 1970 para desenvolver pesquisas agrícolas. Por chefiar a Protec, entidade mantida por 25 associações de classe da indústria, Nicolsky manteve conversas com interlocutores do governo durante o período de gestação da Embrapii.</p>
<p>&#8220;Enquanto a Embrapa é uma parceira das fazendas, no sentido de promover uma intensificação do uso de tecnologia na área agrícola, a Embrapii não é mais que um conjunto de laboratórios que já existem&#8221;, afirma.</p>
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		<title>Ipea: impactos do câmbio nos instrumentos de comércio internacional (tarifas)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 13:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Guerras cambiais podem desencadear guerras comerciais. Chama a atenção no estudo do Ipea: “a valorização cambial do Brasil, nos níveis considerados de 30%, significa não só a anulação das tarifas consolidadas na OMC, como incentivo às importações do país porque &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/12/ipea-impactos-cambio-nos-instrumentos-de-comercio-internacional-tarifas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Guerras cambiais podem desencadear guerras comerciais. Chama a atenção no estudo do Ipea:</p>
<p style="padding-left: 30px"><em>“a valorização cambial do Brasil, nos níveis considerados de 30%, significa não só a anulação das tarifas consolidadas na OMC, como incentivo às importações do país porque reduzem as tarifas aplicadas a níveis negativos. Diante desse quadro, exigir cortes mais significativos nas tarifas consolidadas, no âmbito da Rodada de Doha, seria impor maiores distorções aos níveis tarifários já negociados. A mesma consideração pode ser feita quando forem analisadas as opções de negociação de novos acordos preferenciais de comércio. <span style="text-decoration: underline">Em síntese, para o Brasil, a valorização da sua moeda praticamente anula o instrumento das tarifas e representa incentivo às importações em geral. Diante de câmbio desvalorizado como o dos EUA e da China, os níveis tarifários negociados na OMC também são anulados, representando que o Brasil está oferecendo acesso a seus mercados de forma muito mais aberta do que negociou na OMC</span>”.</em></p>
<p>Para uma valorização de 30% do câmbio do Brasil:</p>
<p>- as tarifas médias consolidadas, que variam de + 12 % a + 50 %, passam a variar entre + 5% a – 22 %, sendo a grande maioria de valores negativos;</p>
<p>- as tarifas médias aplicadas, que variam entre 0% e + 22 %, passam a variar entre valores de – 14 % e – 30 %.</p>
<p>Leia o documento do Ipea (<a href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110811_comunicadoipea106.pdf">clique aqui</a>).</p>
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		<title>O imperativo manufatureiro</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/11/imperativo-manufatureiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 12:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dani Rodrik Do Valor Econômico [11/08/2011]: Nós podemos estar vivendo numa era pós-industrial, em que as tecnologias da informação, biotecnologia e serviços de alto valor tornaram-se motores de crescimento econômico. Mas os países correm riscos quando ignoram a saúde de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/11/imperativo-manufatureiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dani Rodrik</p>
<p>Do Valor Econômico [11/08/2011]:</p>
<p>Nós podemos estar vivendo numa era pós-industrial, em que as tecnologias da informação, biotecnologia e serviços de alto valor tornaram-se motores de crescimento econômico. Mas os países correm riscos quando ignoram a saúde de sua indústria de transformação.</p>
<p>Serviços de alta tecnologia exigem capacitação especializada e criam poucos empregos, por isso sua contribuição para o emprego agregado tende a permanecer limitada. A indústria de transformação, por outro lado, pode absorver um grande número de trabalhadores com capacitação moderada, proporcionando-lhes empregos estáveis e bons benefícios. Para a maioria dos países, portanto, o setor de manufatura continua sendo uma poderosa fonte de emprego bem remunerado.</p>
<p>De fato, o setor manufatureiro é também onde as classes médias do mundo tomam forma e crescem. Sem uma base manufatureira vibrante, as sociedades tendem a se dividir entre ricos e pobres &#8211; aqueles que têm acesso a empregos estáveis e bem remunerados, e aqueles cujos empregos são menos seguros e cujas vidas são mais precárias. O setor de manufatura pode vir a ser central para o vigor da democracia de uma nação.<span id="more-278"></span></p>
<p>Os EUA sofreram desindustrialização incessante nas últimas décadas, em parte devido à concorrência mundial e em parte devido a mudanças tecnológicas. Desde 1990, a participação do emprego em manufatura caiu quase cinco pontos percentuais. Isso não teria sido, necessariamente, negativo, se a produtividade do trabalho (e os lucros) não fossem substancialmente mais elevados na indústria de transformação do que no resto da economia &#8211; de fato, 75% maior.</p>
<p>A maior parte dos novos postos de trabalho surgiu em &#8220;serviços pessoais e sociais&#8221;, onde encontram-se os empregos menos produtivos na economia. Essa migração dos empregos para níveis inferiores na escada produtividade, eliminou 0,3 ponto percentual do crescimento da produtividade americana em cada ano desde 1990 &#8211; ou cerca de um sexto do avanço real nesse período. A crescente proporção da mão de obra de baixa produtividade também tem contribuído para crescente desigualdade na sociedade americana.</p>
<p>A perda de empregos no setor de manufatura nos EUA acelerou após 2000, sendo a concorrência mundial a provável culpada. Como mostrou Maggie McMillan, do International Food Policy Research Institute, existe &#8211; entre a China e os EUA &#8211; uma peculiar correlação negativa nas variações do emprego para todos os diferentes setores da indústria de transformação. Onde a China mais cresceu, os EUA perderam o maior número de postos de trabalho. Nos poucos setores chineses que registraram contração, nos EUA, cresceu.</p>
<p>No Reino Unido, onde o declínio da produção parece ter sido perseguido quase com prazer pelos conservadores &#8211; desde Margaret Thatcher até David Cameron ter chegado ao poder, os números são ainda mais preocupantes. Entre 1990 e 2005, a participação do setor no emprego total caiu mais de sete pontos percentuais. A realocação de trabalhadores para tarefas menos produtivas em serviços custou à economia britânica 0,5 ponto do crescimento da produtividade a cada ano, um quarto do ganho de produtividade total no período.</p>
<p>Para os países em desenvolvimento, o imperativo manufatureiro é nada menos que vital. Normalmente, o diferencial de produtividade em relação ao resto da economia é muito mais amplo. A industrialização foi a força motriz do rápido crescimento no sul da Europa durante as décadas de 1950 e 1960, e no leste e sudeste asiáticos desde os anos 1960.</p>
<p>A Índia, que recentemente registrou taxas chinesas de crescimento, contrapôs-se à tendência ao desenvolver-se em software, call centers e outros serviços empresariais. Isso levou alguns a pensar que a Índia pode assumir um caminho diferente rumo ao crescimento, puxado por serviços.</p>
<p>Mas o caráter incipiente do setor de manufatura é um freio ao desempenho econômico geral indiano e ameaça a sustentabilidade do seu crescimento. Os setores de serviços na Índia, com alta produtividade, empregam trabalhadores que estão no mais alto estrato da distribuição educacional. Em última análise, a economia indiana terá de gerar empregos produtivos para os trabalhadores com baixa qualificação que são tão numerosos na Índia. Esse emprego terá de surgir na indústria de transformação.</p>
<p>Um erro típico na avaliação do desempenho da indústria de transformação é olhar apenas a produção ou a produtividade sem examinar a criação de empregos. Na América Latina, por exemplo, a produtividade industrial cresceu rapidamente depois que a região foi liberalizada e abriu-se ao comércio internacional. Mas esses ganhos decorreram &#8211; e até certo ponto se deveram à &#8211; racionalização do setor e reduções do emprego. Os trabalhadores demitidos acabaram assumindo atividades de pior desempenho, como serviços informais, fazendo com que a produtividade na economia como um todo estagnasse, apesar do notável desempenho da manufatura.</p>
<p>As economias asiáticas também se abriram, mas as autoridades econômico-financeiras nesses países tomaram maior cuidado para apoiar as indústrias manufatureiras. Mais importante, essas economias mantiveram suas moedas competitivas, o que é a melhor maneira de garantir altos lucros para os fabricantes.</p>
<p>À medida que as economias desenvolvem-se e tornam-se mais ricas, a manufatura &#8211; &#8220;a produção de coisas&#8221; &#8211; inevitavelmente torna-se menos importante. Porém se isso acontecer mais rapidamente do que os trabalhadores possam adquirir competências avançadas, o resultado pode ser um perigoso desequilíbrio entre a estrutura produtiva de uma economia e sua força de trabalho. Podemos ver as consequências em todo o mundo, na forma de desempenho econômico abaixo do desejado, ampliação da desigualdade e posições extremadas no espectro político.</p>
<p>Dani Rodrik professor de Economia Política Internacional na Universidade Harvard é autor de &#8220;The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy&#8221;, (o paradoxo da globalização: democracia e o futuro da economia mundial).</p>
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		<item>
		<title>Dará certo o Plano Brasil Maior?</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/04/dara-certo-plano-brasil-maior/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 13:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia política]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Brasil Maior]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O plano é positivo, mas não será capaz de tirar a indústria do sufoco, porque persistem problemas a serem sanados, como o câmbio, os juros altos e a elevada carga tributária&#8221;, disse Andrade, segundo comunicação oficial da CNI. A valorização &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/04/dara-certo-plano-brasil-maior/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O plano é positivo, mas não será capaz de tirar a indústria do sufoco, porque persistem problemas a serem sanados, como o câmbio, os juros altos e a elevada carga tributária&#8221;, disse Andrade, segundo comunicação oficial da CNI. A valorização do real, que compromete a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional e facilita a entrada de importados, é uma das grandes queixas do empresariado. (BBC Brasil)</em></p>
<p><em>Após manifestações que causaram transtornos ao trânsito de São Paulo nesta quarta-feira, as centrais sindicais conseguiram agendar com o governo uma conversa sobre a nova política industrial, o Plano Brasil Maior. Além das reivindicações apresentadas na passeata (redução de juros, redução da jornada de trabalho, fim do Fator Previdenciário e regulamentação da terceirização, entre outras), a nova política industrial também foi alvo de protestos. “Achamos o plano tímido e insuficiente, por não ter mexido pra valer em pontos como o câmbio e o ICMS, além de não ter criado um índice de nacionalização de autopeças, que era a nossa sugestão”, criticou o sindicalista. (Valor Econômico)<span id="more-260"></span></em></p>
<p>Poucos industriais acreditam possível absorver, com ganhos de produtividade e eficiência, a descida do câmbio abaixo dos R$2,30. Uma apreciação cambial do real superior a 30% nos últimos anos dificilmente pode ser compensada com medidas microeconômicas.</p>
<p>Projeções do FMI apontam para um déficit de 3,62% do PIB nas transações correntes em 2014. O relatório Focus, de 29 de julho, do BC do Brasil, por sua vez, aponta para déficits nas transações correntes em 2011 e 2012 que não conseguirão ser cobertos pelo investimento estrangeiro direto. Para o câmbio médio dos períodos, as projeções de “mercado” são de R$1,59 (2011) e R$1,64 (2012).</p>
<p>John M. Keynes (1883-1946) foi o primeiro a reconhecer e afirmar claramente que uma moeda apreciada seria uma moeda fraca. Conforme ironizou Keynes (1936), “a sabedoria universal indica ser melhor para a reputação fracassar junto com o mercado do que vencer contra ele”. Será esse o caminho escolhido pelo Estado brasileiro e seus governantes?</p>
<p>Em 2010, gastou-se no Brasil 44% do Orçamento Geral da União com o pagamento de juros, amortizações e refinanciamento da dívida, enquanto setores-chave como saneamento básico, transportes, urbanismo e cultura não chegam a ter 1%. Gastos com as despesas financeiras ultrapassaram os 5% do PIB, valor superior ao gasto público com educação.</p>
<p>O Brasil vem sendo desde 1994, invariavelmente, o campeão mundial de juros real e, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, entre 1994 e 2010 houve um salto de 24,88% para 44,58% na participação de produtos básicos (commodities) na pauta exportadora brasileira. Manufaturados tiveram sua participação reduzida de 57,86% para 39,40%.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Governo lança política industrial em meio a temores de desindustrialização</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[nova política industrial]]></category>

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		<description><![CDATA[Da BBC Brasil em Brasília: Em meio ao persistente aumento da participação de matérias primas nas exportações brasileiras, o governo lança nesta terça-feira o programa “Brasil Maior”, destinado a alavancar o setor industrial do país. As medidas devem incluir desonerações &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/08/02/governo-lanca-politica-industrial-em-meio-temores-de-desindustrializacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110801_politica_industrial_jf.shtml">Da BBC Brasil</a> em Brasília:</p>
<p>Em meio ao persistente aumento da participação de matérias primas nas exportações brasileiras, o governo lança nesta terça-feira o programa “Brasil Maior”, destinado a alavancar o setor industrial do país.</p>
<p>As medidas devem incluir desonerações fiscais para setores como os automotivo, têxtil, calçados, máquinas, químico e de inovação, além de incentivos a produtos industrializados para exportações e uma política de defesa comercial.</p>
<p>Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com ao menos quatro ministros para definir os detalhes da nova política industrial, que não foram divulgados.</p>
<p>Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) vinham divergindo sobre o tamanho dos incentivos fiscais, de acordo com notícias publicadas recentemente.<span id="more-258"></span></p>
<p>Mantega estaria preocupado com o peso das desonerações num momento em que a crise na Europa e nos Estados Unidos requer prudência com as contas públicas, ao passo que Pimentel teria pressionado por um plano mais audaz.</p>
<p>Segundo algumas informações que vêm circulando nos últimos dias, as desonerações poderiam atingir R$ 45 bilhões entre 2012 e 2015, embora Mantega tenha negado a informação em entrevista na semana passada.</p>
<p><strong>&#8216;Desindutrialização&#8217;</strong></p>
<p>Seja qual for seu tamanho, o “Brasil Maior” pretende reverter o processo de “primarização” da pauta de exportações do Brasil – aumento da participação de commodities (matérias primas) nas vendas totais, em detrimento das exportações de bens industrializados.</p>
<p>Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 2007 e 2010 a participação de commodities primárias na pauta de exportações passou de 41% a 51%.</p>
<p>O órgão aponta que, desde 2005, o Brasil perde market share (participação do país nas exportações mundiais) em todos os produtos, exceto em commodities primárias e “outros” (item que inclui petróleo). Naquele ano, o país era repsonsável por 0,94% dos produtos de média intensidade tecnológica exportados mundialmente; em 2009, a participação caiu para 0,74%.</p>
<p>No mesmo período, no entanto, o market share dos produtos de alta intensidade tecnológica se manteve praticamente estável (foi de 0,50% em 2005 para 0,49% em 2009).</p>
<p><strong>Câmbio</strong></p>
<p>Analistas, porém, contestam o alcance das medidas. Para o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, a atual taxa de câmbio limita o sucesso de qualquer política industrial.</p>
<p>Na semana passada, o dólar atingiu a cotação de R$ 1,543, a mais baixa dos últimos 12 anos. A desvalorização do dólar é considerada prejudicial às indústrias locais: ainda que favoreça a importação de máquinas, encarece os produtos nacionais no exterior e barareia produtos importados concorrentes.</p>
<p>O fenômeno é alimentado pelo crescimento dos investimentos em moeda estrangeira que o país tem recebido – estimulado pela alta taxa de juros no Brasil (o que amplia a rentabilidade dos investimentos) e pela má situação econômica nos países desenvolvidos.</p>
<p><strong>Doença holandesa</strong></p>
<p>Segundo Bresser-Pereira, caso não seja administrada, a taxa de câmbio dos países em desenvolvimento tende a uma “sobreapreciação cíclica”. Ele afirma que, há uns cinco anos, o governo percebeu o mal, mas não tem conseguido combatê-lo.</p>
<p>Paralelamente, o economista diz que o Brasil sofre da chamada &#8220;doença holandesa&#8221; – mal que acometeu os Países Baixos nos anos 1960, quando o aumento nos preços do gás fez o governo local privilegiar esse setor, o que levou à perda da competitividade das indústrias.</p>
<p>Entre as medidas que poderiam ter êxito no controle do câmbio, Bresser-Pereira cita a intensificação do controle à entrada de capitais – por meio de novos aumentos no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além de outras ações – e a redução da taxa básica de juros.</p>
<p>“Isso (sobrevalorização do real) promove uma desindustrialização que nenhuma política industrial será capaz de reverter”, diz o economista, que cita as indústrias chinesa e indiana entre as que têm se beneficiado do controle cambial em seus países.</p>
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		<title>A primarização das exportações brasileiras</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 13:49:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[destaque 1]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Iedi. O debate tem crescente interesse e diz respeito ao aumento que vem ocorrendo exportações de produtos primários e um retorno a um passado em que o Brasil ainda não tinha empreendido sua industrialização. Levantamento do IEDI mostra que &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/16/primarizacao-das-exportacoes-brasileiras/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://www.iedi.org.br/artigos/top/analise/analise_iedi_20110715_economia_e_politica_economica_a_primarizacao_das_exportacoes_brasileiras.html">Iedi</a>.</p>
<p>O debate tem crescente interesse e diz respeito ao aumento que vem ocorrendo exportações de produtos primários e um retorno a um passado em que o Brasil ainda não tinha empreendido sua industrialização. Levantamento do IEDI mostra que a participação de bens industriais no total vem declinando com grande velocidade: caiu de 80% para 59% entre o primeiro semestre de 2005 e o mesmo período de 2011. Aos bens da agropecuária e da extrativa mineral equivalem atualmente 41%, contra 20% em 2005. Na indústria, nenhum segmento foi poupado, muito embora a queda proporcional tenha sido maior em alta intensidade tecnológica (de 7% para 3,5%) e média-alta (de 25% para 17%) e bem menos em baixa (de 29% para 23%) e média-baixa tecnologia (de 18% para 15%).</p>
<p>Seria inevitável alguma elevação na importância relativa dos bens primários devido a um efeito puramente de preços, já que as cotações internacionais de alimentos, matérias primas e petróleo subiram excepcionalmente devido ao efeito conjunto do forte crescimento da economia chinesa e de um importante avanço da financeirização das commodities. Da parte de bens industriais, o período recente não propiciou aumentos de preços em razão do excesso de capacidade que se abriu a nível global no período de crise e mesmo no pós crise. Por isso, as exportações brasileiras de manufaturados deveriam forçosamente ceder espaço para primários, o que seria revertido em outro momento do ciclo econômico ou financeiro com a mudança em sentido contrário dos preços relativos. Nesse caso, as exportações industriais serviriam de sustentação para as exportações globais do país, compensando em alguma medida a queda das vendas externas de produtos primários. Para que este pêndulo opere da melhor forma possível é necessário que o Brasil preserve uma relevante diversificação exportadora, resista à tentação de deixar-se levar para a especialização de sua economia em algumas commodities e desenvolva um programa de reindustrialização.<span id="more-204"></span></p>
<p>O ponto fundamental é que a “primarização” vem ocorrendo não somente pela supervalorização das commodities, mas por um colapso da capacidade brasileira de colocar sua produção industrial em mercados externos e mesmo no mercado interno. Isto é decorrência em parte de décadas de ausência de políticas industriais e tecnológicas dignas desse nome e corresponde ao descaso continuado com que as políticas da última década e meia conduziram os temas da infraestrutura, da reforma tributária, do custo de capital e dos encargos sobre a folha de salários. Mas corresponde ainda ao fator decisivo que é o câmbio. Para alguns economistas a valorização da nossa moeda é outra consequência do boom das commodities, o que não é verdadeiro. As melhores condições de comercialização dos bens primários permitem compensar apenas em uma dimensão parcial o déficit em produtos industriais, em serviços (por exemplo, viagens internacionais) e em rendas (especialmente, remessa de lucros). Se os produtos primários não exercessem esse papel, uma crise cambial aberta teria interrompido o presente ciclo de crescimento. Mas, o resultado não é um largo superávit em transações correntes, o que contribuiria para valorizar o Real, mas sim um carrega um déficit externo que gradativamente é fonte de preocupação.</p>
<p>No caso brasileiro, a fonte da grande valorização de sua moeda não reside nos fluxos de comércio, serviços e rendas. A taxa de câmbio não é um “preço” de simples determinação por corresponder, além das variáveis correntes, às expectativas (vale dizer, antecipações sobre o futuro) e aos fluxos de capitais, os quais têm na instabilidade a sua marca registrada. O Real se valoriza e a indústria assiste sua competitividade desabar não porque as commodities têm bons preços, mas porque uma taxa de juros interna fora do comum e um tímido controle dos fluxos de capitais confirmam as apostas de valorização em mercados futuros. Enquanto o país se negar a ter uma estratégia de desenvolvimento que maximize todo o seu potencial, seja na produção de bens primários, seja na transformação e em serviços de qualidade, e enquanto não reposicionar a taxa de câmbio, todo o bem que uma condição internacional sui generis para os produtos básicos poderia trazer para o crescimento econômico será tido indevidamente como um mal.</p>
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