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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Chile</title>
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		<title>Chile enfrenta onda de manifestações e greves</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 12:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Da BBC Mundo: O Chile vive momentos de convulsão social, com grandes protestos estudantis, greves e manifestações populares contra o governo do presidente Sebastián Piñera, cujos índices de aprovação vêm batendo recordes negativos. Nesta quinta-feira, em Santiago, cerca de 70 &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/07/15/chile-enfrenta-onda-de-manifestacoes-greves/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110715_chile_protestos_vladimir_marcia_rw.shtml">BBC Mundo</a>:</p>
<p>O Chile vive momentos de convulsão social, com grandes protestos estudantis, greves e manifestações populares contra o governo do presidente Sebastián Piñera, cujos índices de aprovação vêm batendo recordes negativos.</p>
<p>Nesta quinta-feira, em Santiago, cerca de 70 pessoas foram presas, entre elas 20 menores de idade, e 44 soldados ficaram feridos, 5 deles em estado grave, em uma manifestação de estudantes em defesa do sistema público de educação.<span id="more-199"></span></p>
<p>Na segunda-feira, trabalhadores da estatal Codelco (Corporação Nacional do Cobre), maior produtora mundial de cobre, realizaram a primeira greve em quase duas décadas. O cobre é o principal produto de exportação do Chile.</p>
<p>Recentemente também houve manifestações e distúrbios no sul do país contra os planos do governo de Piñera de construir uma usina hidroelétrica na região da Patagônia.</p>
<p>Os protestos populares que vêm sendo registrados nas últimas semanas no país são os maiores desde o retorno da democracia ao Chile, em 1990.</p>
<p>Os protestos desta quinta-feira reuniram cerca de 30 mil estudantes nas ruas da capital. A manifestação foi convocada por líderes estudantis e professores que pedem melhor qualidade para a educação e a gratuidade nas universidades.</p>
<p>O presidente do Chile, que lançou recentemente um plano com mais recursos para a educação, com a ampliação das bolsas de estudos e créditos a taxas baixas para os alunos de baixa renda, disse que “chegou a hora de parar com a violência, as greves e os protestos”.</p>
<p>Os líderes estudantis declararam que o pacote de medidas não resolveria o pedido de “maior acesso às universidades” e “melhor qualidade no ensino público”</p>
<p>Na semana passada, estudantes realizaram um “beijaço” em várias cidades de norte a sul do país e também se concentraram com roupas de praia no centro de Santiago.</p>
<p><strong>Popularidade em baixa</strong></p>
<p>Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana mostraram que a popularidade do presidente caiu a 31%, seu menor nível desde que tomou posse, no ano passado, apesar da manutenção do bom momento econômico do país, que tem previsão de crescimento de mais de 6% neste ano.</p>
<p>Para o sociólogo Miguel Urrutia, professor da Universidade do Chile, de Santiago, a desigualdade da sociedade chilena é a chave para entender os protestos.</p>
<p>“A principal demanda dos movimentos sociais que vêm protestando é que todos os chilenos desfrutem da riqueza e dos avanços que o país teve, mas que se limitam a um pequeno setor da sociedade”, analisa.</p>
<p>Um recente estudo realizado pelo pesquisador Andrés Zahler Torres, professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Diego Portales, revelou que os 20% dos chilenos mais ricos têm renda semelhante à de Noruega, Cingapura ou Estados Unidos, mas os 60% mais pobres têm uma renda per capita parecida à de Angola.</p>
<p>“Esta situação gera uma alta confluência de movimentos protestando por uma distribuição mais justa. Mas o problema não é só do governo atual, é parte de um modelo econômico que se instaurou a partir do golpe de 1973 (quando o general Augusto Pinochet tomou poder)”, afirma Urrutia.</p>
<p>A analista política chilena Montserrat Nicolás concorda. “O problema de fundo é o modelo liberal, estabelecido na Constituição de 1980 (promulgada por Pinochet). Não é só do governo de Piñera”, diz.</p>
<p><strong>Enxugamento do Estado</strong></p>
<p>A chegada de Pinochet ao poder coincidiu com uma profunda reforma do sistema econômico, que teve a assessoria do economista americano Milton Friedman, guru do neoliberalismo, e que reduziu a presença do Estado e favoreceu o livre mercado.</p>
<p>“A Constituição de 1980 praticamente apagou o Estado e não se conseguiu até hoje mudar isso”, diz Nicolás. “Cada vez que se propôs uma reforma na estrutura econômica ela foi considerada inconstitucional porque aumentaria a presença do Estado”, afirma.</p>
<p>“Quando surgem problemas nos setores de saúde, educação ou mineração, tudo sempre acaba apontando para a necessidade de uma reforma constitucional”, diz a analista. “Houve tempo suficiente, quase 40 anos, para ver como funcionava esse modelo e parece que já passou da hora de mudar”, afirma.</p>
<p>O governo de Piñera reitera que sua prioridade é combater a pobreza e converter o Chile no primeiro país latino-americano a eliminar a pobreza extrema ao final desta década.</p>
<p>Mas o Chile ainda continua registrando uma das maiores taxas de desigualdade do continente.</p>
<p><strong>Região desigual</strong></p>
<p>“A questão da desigualdade também nos preocupa. O Chile está na América Latina e esta é a região mais desigual do mundo. Não é a região mais pobre, mas a mais desigual”, admite à BBC o ministro da Fazenda do Chile, Felipe Larraín.</p>
<p>Segundo ele, entre os planos do governo para reduzir a desigualdade de renda é aumentar o orçamento para a educação e manter programas de benefícios sociais.</p>
<p>Mas Larraín afirma que o descontentamento popular pode estar relacionado com o desenvolvimento que o Chile teve na última década.</p>
<p>“A melhoria da renda faz com que muitos achem que o Estado precisa ter mais obrigações com eles, mas eles não querem ter mais obrigações com o Estado ou com o país e a sociedade”, diz.</p>
<p>Para o ministro, os manifestantes não representam a maioria da população. “Há uma maioria silenciosa que não está protestando nas ruas. Há algumas das exigências que entendemos e pelas quais estamos trabalhando, mas outras não”, diz.</p>
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