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	<title>Blog do Rodrigo Medeiros &#187; Cervantes</title>
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		<title>Realpolitik tupiniquim?</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medeiros]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cervantes]]></category>
		<category><![CDATA[D. Quixote]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[San Tiago Dantas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma famosa palestra, transformada em livro, de Francisco Clementino de San Tiago Dantas (1911-1964) que me parece interessante apelar nesse momento – D. Quixote: um apólogo da alma ocidental (1947). Pois bem, tratava-se então do quarto centenário do nascimento &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/rodrigo-medeiros/2011/01/18/realpolitik-tupiniquim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma famosa palestra, transformada em livro, de Francisco Clementino de San Tiago Dantas (1911-1964) que me parece interessante apelar nesse momento – <em>D. Quixote</em>: um apólogo da alma ocidental (1947). Pois bem, tratava-se então do quarto centenário do nascimento de Cervantes.</p>
<p>Afinal, qual o significado simbólico do Cavaleiro da Triste Figura para San Tiago Dantas? Segundo o autor:</p>
<p style="padding-left: 30px">(&#8230;) é difícil compreender por que foi D. Quixote não apenas um herói, mas um herói louco (&#8230;) Mas é imprescindível compreender porque é cômico esse santo, porque é louco esse virtuoso, porque deve ser renegada essa Cavalaria, que fez do modesto Alonso Quijano um mediador universal.</p>
<p>E continua San Tiago Dantas: “Querer salvar é sublime; julgar-se um salvador é ridículo. Eis por que nos servimos da expressão quixotismo, ora para exaltar uma virtude, ora para denunciar uma fraqueza”. Seria a mediocracia à la Sancho o caminho de uma <em>Realpolitik</em> para alguns? Segundo San Tiago Dantas:</p>
<p style="padding-left: 30px">Transformando os deuses em mitos, os homens operam a recuperação estética de certas formas perecidas, e passam a servir-se delas como de um material incorruptível, sobre o que já não tem poder nem a fé, nem o tempo. Criar a mitologia não será, porventura, reencontrar o tempo perdido? Não hesito em dizer que, sem o Quixote, o espírito ocidental, especialmente o ibérico e ibero-americano, teria tido outros caminhos. E, se hoje o perdêssemos, e o apagássemos da memória, muito do que existe em nós nos tornaria indecifrável.</p>
<p>Afinal, é o Quixote um herói fracassado? Não! Para San Tiago Dantas, “cada vez que saímos para o impossível, deixando nas mãos de Deus o segredo da germinação de nossas ações, é conforme o Quixote que estamos procedendo”. O heroísmo do Cavaleiro da Triste Figura não está nos seus feitos; ele está nas suas disposições da alma.</p>
<p>Simbolicamente falando, D. Quixote não é uma simples nostalgia de uma aristocracia perdida. O Quixote simbólico de Cervantes constrói raízes no solo mais nobre do cristianismo, pois foi esse cristianismo quem revelou que fracassar é apenas o ponto de partida para vencer.</p>
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